Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
se todos essas pessoas que fala mal de mim e da risada pela minha situação do momento vai ter que engolir minha vitória.
por muito tempo não vivi minha própria vida para Agradar os outros Agora eu vivo para Agradar a mim mesmo.
Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.
Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.
Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.
Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira
No sempre tentar,
o sempre é minha tentação,
Vingança velada
de quem se levanta
acariciando o chão.
Na minha fé muda,
a minha sede
pra parede mudar de cor,
me moldará apenas
co'mum excelente torcedor.
O Papai Noel estava na sala da minha casa, rindo e dando presentes para todos.
Eu estava lá olhando pra ele, olhando pra cima; eu era uma das crianças de boca aberta e feliz.
Ganhei um martelo de brinquedo. Ele era colorido e bem legal.
Entre as conversas de adultos e gritos dos meus primos, o Papai Noel se despediu:
- Tchau, amiguinhos !!!
Imediatamente corri até a porta de saída para ele me notar mais uma vez.
Só que o Papai Noel disse tchau e foi para o quarto do papai e da mamãe.
Corri super rápido atrás dele, desviando de pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta gente nessa sala, meu deus? Pergunta minha ansiedade.
Mas cheguei na porta do quarto e o vi entrando no banheiro.
- Será que o Papai Noel foi fazer cocô antes de ir embora?
perguntei pra mim mesmo enquanto esperava do lado de fora.
Esperei, esperei e a porta se abriu.
Foi o José que saiu,
José, o meu titio.
Ele não me viu.
Passou arrumando as calças, fechando o ziper e ajeitando o cabelo.
Estava claro pra mim. Agora tudo fazia sentido.
Lembrei das conversas de minha titia.
Ela já desconfiava, ela sempre dizia:
- José tem amante!
Mas, meodeos do céu.
Quem diria que o amante
fosse o Papai Noel.
Desculpe te fazer entrar na minha vida assim, é, tá uma bagunça. Mas juro que tentei arrumar ates de alguém chegar.
A vida é minha mas o coraçao é teu, o sorriso é meu mas o motivo es tu, o nariz é meu mas o ar que respiro é o do teu cheiro...
Eu paro ao reto,
Vejo um mar de memórias,
Memórias da minha vida,
Minha infância,
Minha existência,
Em num lugar só,
Esse mar me sufoca de nostalgia.
A luz solar pintar as paredes de ouro,
Pintar esse pequeno lar,
que és meu mundo.
O calor dessa pintura,
É o calor da minha infância.
Iluminado as paredes, os tetos e o chão,
Que é uma homenagem para minha infância.
Sempre que tento olhar pra dentro de mim percebo a carestia, um tanto rebelde minha mente intensifica ideias pesarosos, e faz-me acreditar no pior de mim. Só gostaria de poder viver sem essa aflição agonizante. Só vivo perante velas e chuva, carregando diariamente toneladas de flagelos e ao dormi, torço para que em meus sonhos eu possa viver um pouco a fantasia de uma vida menos consternada. Minha mente às vezes me conforta, com sugestões imaginativas, vivo um meu - apenas eu - sem cair em choro, e posso sentir meu "Eu" longe daqui.
Migalhas de prantos, que molham-me o rosto e imerge meu coração, dizima minha ternura e sobrecarrega minha mente, rompem-me sentimentos e criam-se milhares de ansiedades. - me deprime o avinagrado desadormecer pra vida - mergulhei e boiei, nadei no infinito mar de desilusões e angústia do meu ser, pra aliviar meu anseio de me perder e sumir de mim mesma.
