Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Não se demore
onde não vai existir história.
Não se demore,
se não houver recíproca.
Não se demore,
se não houver conquista.
FIXADA EM MIM
Onde foi para o amor
Que tu sentia por mim
As noites são tão frias
Sem você aqui
Pra mim abraçar
Pra me beijar
Preciso tanto de você outra vez
Me beijando me abraçando
Me chamando de amor
Eu No meu canto só
Imagino nós dois
Seria melhor
Com você asois
Você sabe que eu não te esqueço
O namoro acabou
Mais você ficou
Fixada em mim.
Onde foi para o amor
Que tu sentia por mim
As noites são tão frias
Sem você aqui
Pra mim abraçar
Pra me beijar
Preciso tanto de você outra vez
Me beijando me abraçando
Me chamando de amor,
Oooo oooooo
Me chamando de amor
Oooooo Oooooo
Me chamando de amor
Poeta Antônio Luis
"O Caminho do Lobo"
Nas entranhas da floresta, onde os raios dourados do sol mal ousam penetrar, desenrola-se uma jornada misteriosa e ancestral: o Caminho do Lobo. Uma trilha traçada não apenas por pegadas na terra, mas pelas histórias sussurradas pelo vento entre as árvores antigas.
O lobo, ser solitário e ao mesmo tempo intrinsecamente ligado à sua alcateia, encarna a dualidade da vida. É um símbolo de coragem, perseverança e intuição. Aqueles que se aventuram a trilhar o Caminho do Lobo buscam não apenas compreender a natureza selvagem ao seu redor, mas também mergulhar nas profundezas de sua própria essência.
Caminhar por entre as sombras da floresta é uma metáfora da jornada interior, na qual os obstáculos representam medos a serem superados e os momentos de tranquilidade lembram que é preciso encontrar paz na solitude. Cada passo é uma escolha, e cada escolha molda o destino do viajante, assim como as pegadas deixadas na terra contam a história da jornada.
No Caminho do Lobo, as estações se entrelaçam como capítulos de uma narrativa infinita. A primavera traz a renovação, o florescer das ideias e a conexão com os instintos mais puros. O verão é um tempo de fervor, quando os desafios se intensificam e a busca pela verdade interior se acirra sob o calor do sol. O outono chega com a reflexão, a queda das folhas representa o desapego do que não serve mais, preparando o terreno para o inverno da introspecção profunda, um período de quietude e autoconhecimento.
Assim, aqueles que se aventuram no Caminho do Lobo não apenas trilham uma rota física, mas abraçam uma jornada espiritual de autodescoberta e evolução. E, quando finalmente emergem das sombras da floresta, encontram não apenas o fim de uma trilha, mas o início de uma compreensão mais profunda do mundo ao redor e do lobo que reside dentro de cada um de nós.
"Onde se ora junto de joelhos e em secreto, não precisa se preocupar, pois Deus honra aqueles que o procuram..."
Humanos não se importam mais com nada, com amigos, com as pessoas da onde moram, com a família.
Não sentem mais nada, eu me importo com meus pais e meus amigos e minha família, mas a verdade é que eu não sou quem eles precisam que eu seja.
Não importa o que eu faça, eu sempre decpeciono as pessoas, começo a pensar como a vida de todos estaria melhor sem falhas minhas.
Eu não sou perfeita, e nem quero ser.
Não preciso que o mundo me ame, apenas que aceitem minhas falhas.
No silêncio dos séculos, onde o tempo se tece em fios dourados de memória, ecoam os suspiros dos antigos, sussurros que dançam entre as estrelas, entrelaçando-se com o brilho dos amores nunca esquecidos. É nesse etéreo palco que se desenrola a sinfonia dos sentimentos, uma melodia eterna que se espraia pelos horizontes da alma inquieta, ansiosa por paixões clandestinas que hão de surgir.
Caminhando sobre cacos pontiagudos da existência, os passos reverberam como poesia, uma dança efêmera entre a luz e a sombra, entre o suspiro da brisa e o rugido do mar. Cada momento é uma tela em branco, esperando ser colorida pelo artista que persevera, com os tons da paixão e os matizes da esperança.
No coração da natureza, onde as árvores sussurram segredos ancestrais e os riachos murmuram melodias antigas, encontro a essência da vida. É como se as nuas folhas que dançam ao vento, em cada gota de chuva que beija a terra, carregam consigo os sonhos de todas os povos, os desejos mais profundos das almas desafortunadas.
E nas asas do tempo, voamos além das fronteiras da realidade, rumo ao reino da imaginação. Lá, os pássaros tecem ninhos de sonhos entre as nuvens, as flores desabrocham em cores inéditas aos deuses, e os rios fluem com as histórias dos tempos imemoriais.
É nesse mundo estranho, onde a luz e a sombra se afincam em prazer eterno, que encontro a justa poesia. Cada palavra é uma estrela cadente, caindo do céu noturno para iluminar os corações perdidos na escuridão. Cada verso é um sopro de vida, um eco da eternidade, uma canção que ressoa através dos séculos, uma segunda chance aos amores que se vão.
Assim, entre as linhas do destino e os versos do infinito, desdobro-me em poesia, uma alma viajante em busca da beleza que habita em cada cantinho deste vasto universo. E quando finalmente me perder nas brumas do tempo, que minhas palavras permaneçam como faróis de luz, guiando os navegantes perdidos de volta ao porto seguro da prosa.
Tamoatá
Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.
Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.
É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.
Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.
Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.
O mais passarinho de todos
O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.
O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.
O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.
O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.
Sou um amontoado de pedaços, onde moram partes que não nasceram em mim e hoje florescem em um corpo que é, de algum modo, meu. Tenho um pouco de todos e todos têm um pouco de mim, vejo-me espalhado.
Esse eu sem nome, essa parte que nasceu em mim e agora habita em outro corpo, ainda sou eu. Desgasto-me com velocidade absurda, meus fragmentos se espalham por toda parte. Sinto-me completo somente quando estou disperso.
Como um galho arrancado da árvore e plantado em nova terra. Como a árvore que viaja através de suas sementes, eu vivo nas entranhas alheias.
Assim, quem busca a perfeição humana se perderá, pois não há encaixes perfeitos em pedaços distintos.
Além das Sombras de Ontem
Não me julgues pelo ontem,
onde sombras habitavam um passado distante,
como uma saudade que não sabe ser presente.
Não moro mais lá,
meu ser se desvencilhou das correntes antigas,
como a lua se liberta da noite.
Ao meu passado,
devo o saber e a ignorância,
as necessidades e relações,
a cultura que o moldou e o corpo que me guia,
como um rio que aprende a ser mar.
Não sou mais escravo de seus ecos,
nem de suas sombras persistentes,
que tentam se fazer eternas.
Hoje, sou um novo começo,
liberto dos grilhões que já me prenderam,
caminho firme na estrada presente,
sem olhar para trás, apenas em frente,
como um sonho que aprende a ser real.
A Costura do Tempo
No concerto do tempo, onde a memória ressoa,
a roda da costura torna-se volante,
em mãos infantis, nervosas de esperança.
Ali, sob a mesa antiga de madeira,
um mundo se desenha em trilhas e trilhos,
na imaginação fértil que a tudo acolhe.
De ferro e linhas, nascem sonhos motorizados,
o silêncio da máquina transforma-se em estrada,
levando a alma a paragens nunca dantes vistas.
A cada giro, a promessa de um novo destino,
na simplicidade do brincar, a vastidão do universo.
Ah, os primeiros carros, feitos de nada
e de tudo que o coração de uma criança possui.
Éramos inventores, pilotos, aventureiros,
com um fragmento de mundo nas mãos,
tecendo histórias que o tempo jamais apagará.
A criança antevê a felicidade,
não espera que ela chegue para ser feliz.
Hoje, ao lembrar desse recinto sagrado,
onde o riso desafiava o impossível,
sinto a saudade suave como brisa estival,
acariciando o peito, evocando a magia
de quando podia costurar o tempo no chão da sala, meu infinito caminho.
A biblioteca
Na sala de leitura,
onde o tempo descansa sua mão pesada,
as histórias se recolhem em silêncio,
como crianças que adormecem
no colo da noite.
Ali, entre as capas puídas,
os livros se tornam confissões veladas,
guardando, em seu respirar sereno,
a memória de quem os tocou.
As prateleiras
sustentam o peso das palavras que nunca gritaram,
mas que se entrelaçam,
tecendo uma trama de vida sem alarde.
É ali que os segredos se desnudam,
quando as sombras das capas desenham
linhas suaves,
mapas de histórias esquecidas
que apenas os olhos do coração podem decifrar.
Há uma paz que nasce
do silêncio das salas,
uma leveza que se acomoda no espaço
entre o livro e o leitor.
É preciso sentir o chão,
como quem se entrega à terra,
para compreender o abraço do tempo
que se revela nas páginas que esperam.
No simples, no pequeno gesto de olhar,
a vida sussurra seus mistérios,
e então a estante floresce.
"Cada caminhada é única. No trajeto da vida é onde acontece a construção do nosso ser. À vista disto, sempre serei injusto ao julgar alguém sem antes conhecer suas histórias e calçar seus sapatos."
“As experiências utilizadas no passado onde se era imposta à violência para se adquirir o controle não deram certo. Descobriu-se que é necessária uma autonomia, mesmo que ilusória, por parte do controlado, no sentido de permitir o controle sobre si. Foi com esse objetivo que nasceram as redes sociais. Então, nós, movidos a like's prestamos conta aos nossos controladores sobre o que vestimos o que comemos, para onde vamos é com quem nos relacionamos. Atualmente a servidão voluntária tem sido a forma mais inteligente de se escravizar."
“Nosso mundo está em constante versão beta. Onde ninguém é um usuário experiente já que tudo muda constantemente.
Quem ficar parado vai ser engolido e o mesmo vale para quem se mexer devagar.”
Jardim Gonçalense
“Quando sai do quintal de mim,
descobri um jardim de margaridas.
Lugar onde a brisa mansa toca às flores
das flores com a mesma suavidade que
toca meu peito.
Seu cheiro suave e suas pétalas alargadas
de bem-me-quer, me seduziram.
Foi lá que notei que as tais margaridas,
para serem assim, tinham varias flores dentro de si.
Nessa inflorescência percebi
que minha única flor
continha todo meu jardim.
