Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Como o metrô, a vida é uma jornada de idas e vindas, de encontros e despedidas, onde cada passageiro carrega consigo histórias, sonhos e destinos únicos, lembrando-nos que, no final, todos compartilhamos o mesmo percurso rumo ao desconhecido.
Teresina, cidade que guarda em suas ruas a história e a alma de um povo, onde o passado se entrelaça com o presente, revelando a beleza da continuidade e a força da transformação.
Teresina, cidade de contrastes e harmonias, onde o calor do sol se mistura à brisa suave, criando um cenário de cores e emoções que se entrelaçam nas ruas e praças, revelando a essência pulsante de uma metrópole que pulsa vida e história.
Parnaíba, um convite à descoberta, um mergulho na alma do Nordeste, onde a vida se revela em sua mais pura essência.
Parnaíba, um lugar onde o passado se funde com o presente, e a vida pulsa com a energia da Natureza e da gente.
No amor não cabe mendicância. Onde há a necessidade constante de atenção para si, ali não existe amor.
"mania de correr riscos pra testar gente ao meu redor... pra ficar mais segura e saber onde piso depois,,,"
Sinais existem... São obras primas esculpidas no universo, que expargem contemplação, e por onde fulguram luzes à serviço do amor, no fluxo veloz e imperioso da vida... A base da arte está no sentimento que se auto-depura, e a sua razão, meus amados, encontra-se firme, nas veias da alma que a cria... Somos todos artistas em potencial, saibamos portanto, definir as cores do invisível, a voz que nos fala através do silêncio, a vibração que nos chega, quando da alma construímos abrigo, a doce canção que se mistura ao vento, e a palavra que nos toca, quando ouvimos as "frases" do céu, e sentimos o pulsar das estrelas, no alegre infinito...
É bem verdade que a humanidade em sua justa trajetória, depara-se em abruptos dias turbulentos, onde se pode evidenciar claramente muita dor e muito sofrimento, entretanto, Deus é a própria misericórdia que incansavelmente vela e conforta os seus filhos em marcha... Precisamos transformar, como já dissemos outrora, sentimento em compaixão, amizade em união, e a Luz em Vida; A palavra em gratidão, a natureza em canção, e a sublime paz neste "Azul" infinito... O sentimento em elevada postura, transforma o pensamento, arrebata o espírito, e renova a sua ação, incondicionalmente, na conjugação do próprio verbo Amar. Desta forma, mesmo diante de toda escuridão, as luzes se dissipam, a verdade desperta, o belo pronuncia-se, e o bem há de prosperar... Lembremos sempre da "Flor" em sua nobre missão, espargir beleza e graça, seja nos suntuosos jardins, ou mesmo, nos profundos abismos...
Sabe aquele momento em que buscamos recomeçar? Onde percebemos que tudo foi transformadamente iniciado, e que já não precisamos respirar os “poluentes” do passado, abrindo assim, um largo e frutuoso caminho para o despertar de novas aspirações...Assim, podemos dizer que o amor é um sentimento que se transforma, dentro de sua própria simplicidade, pois simples também é o coração que ama, por dentro da ávida alma que palpita...
Nenhum tempo deve significar o fim, pois onde existe um pouco de nós, existe também uma "fortaleza" para ser reerguida...
Peregrinamos sob um palco de muitas "mazelas", onde muitas são as lágrimas, e difíceis são os dias que a humanidade enfrenta...
Somos quem pensamos ser, aprendemos o que achamos necessário aprender e chegamos onde queremos chegar!
A Perda Sagrada
À margem do Nilo, onde o rio silencia,
o amor, enfim, encontra seu fim.
Nos olhos de Antínoo, Adriano via
não só o belo, mas o divino a brilhar assim.
Não era o poder da coroa que cativava,
mas a entrega de um amor profundo,
onde palavras se tornam o que se guarda,
em gestos, e nos silêncios do mundo.
Antínoo, mais que carne, era chama acesa,
um amor que, no peito, Adriano cultivava.
Era beleza que, em sua natureza,
não se apagava, mas na dor se renovava.
A perda, enfim, se fez sagrada,
como o fogo que nunca se apaga no altar.
E o imperador, com alma enlutada,
fez da dor sua reverência ao amar.
Ergueu-lhe templos, moldou sua imagem,
mas a pedra, sem vida, não compreende o toque.
Nenhuma forma retém, em sua viagem,
o amor que persiste, mais do que qualquer rochedo ou bloqueio.
Antínoo, tu não és só o ausente,
mas o amor que transcende a morte e o mar.
Em cada memória, és eternamente presente,
a perda sagrada que nunca deixará de brilhar.
William Contraponto
Na Fronteira de Nós Dois
William Contraponto
Na esquina estreita do mundo,
onde o olhar pesa mais que a pedra,
nós dois existimos à revelia,
de um céu que nunca nos celebra.
Gritam nomes, constroem muros,
com dogmas, cruzes, fardos e leis,
mas vivemos, mesmo sem permissão,
num agora que ninguém desfez.
Disseram que amar era errado,
que Deus não cabe no nosso abraço...
Mas se o inferno é o outro,
não sou eu quem lança o laço.
Vivemos, apesar do medo,
no absurdo que a fé construiu,
somos escolha em meio ao silêncio,
somos desejo que nunca fugiu.
E mesmo que tudo negue o que somos,
seguimos, porque amar é ser.
Na fronteira de nós dois,
há um mundo que não quiseram ver.
Carregamos angústias herdadas,
verdades partidas em becos calados,
mas cada toque teu me ancora
no sentido que não vem dos fados.
Saltamos sem chão sob os dias,
com a fé de quem teme e insiste,
e encontramos abrigo nos gestos
que provam que o amor persiste.
Disseram que a alma tem forma,
e que a nossa é ausência e engano...
Mas não há essência que nos prenda
quando o afeto é soberano.
Vivemos, apesar do medo,
no absurdo que a fé construiu,
somos escolha em meio ao silêncio,
somos desejo que nunca fugiu.
E mesmo que tudo negue o que somos,
seguimos, porque amar é ser.
Na fronteira de nós dois,
há um mundo que não quiseram ver.
Não há condenação mais cruel
que viver sob o olhar alheio.
Mas o amor é nossa resposta
ao vazio feito de receio.
Vivemos, apesar do medo,
no absurdo que a fé construiu,
somos coragem em carne e beijo,
somos liberdade que resistiu.
E mesmo que tudo negue o que somos,
seguimos, porque amar é ser.
Na fronteira de nós dois,
há um mundo inteiro por renascer.
