Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Saibas que, olhando para ti, imersa neste lindo mar, onde há vida e veemência, posso seguramente te comparar a uma graciosa sereia por seres encantadora, trazendo audácia e doçura nos olhos, lindos cabelos soltos e molhados, por tamanha beleza em cada um dos teus traços.
Consequentemente, sou fortemente atraído, não consigo parar de admirar-te e a vontade de ir ao teu encontro só aumenta, então, com certeza, estou encantado, quero imergir pouco a pouco nestas águas pra ficarmos juntos usufruindo desta natureza com nossos corpos abraçados.
Só de imaginar, é possível visualizar cada cena nossa, seria um sonho do qual não ia querer acordar enquanto estivéssemos saboreando instantes calorosos de carícias e beijos, dos nossos desejos correspondidos, banhados pelo mar, seria nosso conto de fadas que reviveríamo-nos em pensamentos.
Determinados sorrisos servem de moradia para a nossa alma,
um lugar onde ela é acolhida
com muita simplicidade,
que a faz sentir uma sincera euforia
semelhante às belas palavras
cheias de verdade de uma pequena poesia.
É muito raro fazer parte de um laço forte e duradouro, onde os lamentos não prevalecem, o amor recíproco é uma verdade, sentimentos são correspondidos, sorrisos são sinceros,
uma genuína complicidade que afugenta os conflitos de egos
graças a Deus e sua bondade.
Quando um casal se ama verdadeiramente, a simplicidade fica mais saborosa, momentos engraçados geram risos bobos e cativantes, passam a ser mais necessários, se a intensidade estiver presente num mútuo sentir,
aguçará a vontade de ficar, de não querer partir, de não deixar partir.
A vida não chega nem perto de ser perfeita, principalmente, juntos,
mas, graças a Deus, ainda pode haver beleza nesta imperfeição
assim como há numa ocasião simples
de um homem com a sua amada
que dançam usando passos imperfeitos e desordenados em uma varanda sem luxo numa noite muito memorável.
Este não é o meu caso, talvez, nunca venha a ser, deve se por isso que tenho tanto apreço por este tipo de laço, entretanto, não pretendo desperdiçaro meu viver lamentando, considerando que o tempo ficará cada vez mais escasso, um dia irei morrer
e não quero fazê-lo sem amar ao Senhor e sem ter amor por mim mesmo.
És um museu de belas artes com a tua linda natureza exposta contendo traços sedutores, onde a veemência e a simplicidade se encontram com tanta vitalidade que diversos olhares se encantam.
Muitos não sabem te apreciar de verdade por se atentarem apenas para a tua beleza física, mas não para tua vívida essencialidade que só é vista com os olhos da alma ao ser sentida em cada detalhe.
És uma escultura divina, um lindo quadro sem moldura, uma mulher que intesamente me inspira, cuja presença é maravilhosa, um deleite renascentista, dessarte, admirar-te revigora por seres tão expressiva.
Enlevo impactante de um jardim farto e florido, onde o amor é abundante, germina e desabrocha de um jeito veemente, terno e atrevido e assim, vai se espalhando com vontade, demasiadamente, vivo, cada emoção que desperta é uma flor diferente que floresce, uma mais bela do que a outra, um poder incrível, formas atraentes, pétalas charmosas, fragmentos de um conhecimento divino, contidos em uma mulher maravilhosa, o frescor de um paraíso, flores feitas de emoções calorosas, uma arte irresistível, uma vida que se renova.
Quebra-cabeça de várias cores, muito complexo, inusitado, onde algumas peças se encaixam, outras se perdem, depois são encontradas, sobram alguns espaços, cuja montagem começa e recomeça inúmeras vezes, assim, promove uma tarefa nada fácil
Muito difícil de ser compreendido, mas cada parte que é formada por menor que seja, gera uma gratidão imensurável, uma grande recompensa com lindos fragmentos de um belo quadro que está sempre mudando de um jeito lúdico e bastante inesperado
Então, de fato, requer tempo, muita paciência, dedicação para continuar montando este quebra-cabeça como uma verdadeira e contínua demonstração de amor e graças ao Senhor, terá a bênção de ver o sorriso mais sincero e receber o abraço mais acolhedor.
Agradecido e bastante motivado por uma trilha, onde uma videira foi o principal atrativo e o entrosamento entre os trilheiros foi notável, fiquei um pouco reflexivo, então, refleti que as uvas são frutos que juntos frutificam, ficam em galhos flexíveis e imperfeitos, flexibilidade imprescindível para um convívio saudável, considerando que nenhum humano é perfeito, assim, todos de alguma forma, podem ser abençoados, tirar algum proveito, um bem coletivo, um efeito desintoxicante de qualquer influência desagradável, quando corpos e corações são aquecidos por condutas recíprocas e calorosas como um bom vinho encorpado, uma inesquecível aventura, principalmente, para os aventureiros natos, admiradores da natureza, ainda que em um momento temporário, a bênção imensurável, verdadeira, de plantarem uma memória vívida à semelhança de uma linda videira.
Colo seguro, braços que acolhem, aquecidos pelo amor, um canto aconchegante,
onde um pequeno rosto aos poucos encosta e sente o coração de quem acolhe,
então, seu sono infantil fica à vontade e logo fica dormindo tranquilamente,
sem preocupar com o tempo e nem com qualquer adversidade
em um momento simples, breve, marcante, de confiabilidade,
uma poesia pulsante de tamanha expressividade.
Genuína essência à moda antiga, onde o romantismo felizmente não se tornou obsoleto, o amor intenso cativa desde a rica simplicidade,
que com certeza, permite viagens no tempo pelas lembranças dos momentos que são vividos ao seu lado, fomentando não apenas uma mera vontade,
mas um simples, sincero e forte desejo de ter a sua reciprocidade e de ser abençoado por Deus e poder amá-la e acompanhá-la durante toda a eternidade.
Sendo linda e radiante como um girassol, o seu sorriso gracioso floresce apenas para a luz, onde ela consegue encontrar amor, florescendo para tudo que alegra constantemente a sua vida
Diante das pessoas que melhoram o seu mundo, da simplicidade expressiva e emocionante que está a sua volta, da fascinante natureza, das demonstrações cativantes de zelo e outras de gentilezas
Florescer que apresenta a sua gratidão ao Senhor no seu belo rosto de uma maneira bastante sincera, reflexo do seu coração caloroso, van Gogh ficaria feliz em conhecê-la, um girassol esplendoroso.
No recanto da natureza, onde o meu sorriso consegue brilhar à vontade, o meu espírito aventureiro pode voar alto, a minha mente obtém a tranquilidade,
assim, eu desfruto o máximo que posso durante um momento demorado ou breve, de todo jeito, temporário, mas, intensamente significante, memorável,
que traz aos meus dias a Divina Arte, que melhora notavelmente o meu mundo, sendo uma das minhas grandes fontes de vitalidade, Graças ao Senhor por tudo.
Qual o lugar que mais gosta de visitar, com certeza todos os lugares onde fechei meus olhos e senti a Deus.
No íntimo silêncio do ser, onde o sagrado se oculta, os anseios florescem livres das amarras do mundo. Ali, fragilidade é força latente, e a comunhão com o eterno dissolve limites, transformando o íntimo em asas para o infinito.
A humanidade e a espiritualidade…
Em meio ao caos intrínseco da modernidade, onde o tecido social se fragmenta em uma miríade de interesses particulares e narrativas conflitantes, torna-se urgente refletir sobre os alicerces que sustentam a existência humana. A cada gesto, a cada escolha, delineamos um traço do que somos e do que desejamos nos tornar. Contudo, o que vemos, tantas vezes, é a espiritualidade reduzida a uma mercadoria, uma ferramenta de barganha, um instrumento para atender caprichos e alimentar a ânsia por benefícios pessoais. Que caminho é este, onde o sagrado é invocado com o estalar de dedos, como se a transcendência pudesse ser manipulada para servir apenas ao ego?
Este cenário desafia-nos a questionar as raízes de nossa humanidade e os valores que dela emergem. Há, entre muitos, uma fé que se dobra sobre si mesma, incapaz de transbordar para o outro, para o coletivo. É uma crença que clama por bênçãos, mas que esquece de abençoar; que pede luz, mas não se dispõe a ser farol; que se recolhe em um casulo de desejos próprios, alheia ao sofrimento que reverbera ao seu redor. Assim, a espiritualidade torna-se um reflexo de um mundo de espelhos, onde o único rosto visível é o próprio, e o outro desvanesce, invisível, irrelevante.
Há também aqueles que, presos em sua própria apatia, abdicam do esforço em nome de uma espera passiva, quase pueril, por milagres que substituam o árduo trabalho de se construir. Esperam, como quem olha para o céu em busca de um cometa, que algo ou alguém lhes entregue o que não ousaram conquistar por conta própria. E, enquanto aguardam, deixam germinar em si a inveja corrosiva, a hostilidade silenciosa em relação àqueles que se atrevem a crescer. Tentam bloquear o avanço alheio, não percebendo que, ao fazê-lo, sabotam a si mesmos e perpetuam o ciclo de mediocridade que os aprisiona.
Neste cenário, somos levados a perguntar: que humanidade é esta que renega o potencial de sua própria grandeza? Por que tememos tanto a responsabilidade de evoluir, de nos especializarmos, de nos tornarmos melhores, mais íntegros, mais autênticos? Por que preferimos a hipocrisia confortável à verdade que confronta e transforma? A resposta talvez resida no fato de que o caminho da evolução é árduo e exige renúncia: renúncia ao egoísmo, à ilusão de superioridade, à preguiça de se olhar no espelho e enfrentar aquilo que mais tememos em nós mesmos.
A espiritualidade genuína não é uma moeda de troca, nem um refúgio para a vaidade. Ela é um chamado à transcendência, não apenas do mundo, mas de nós mesmos. É uma prática que nos desafia a reconhecer a interconexão de todas as coisas, a ver no outro um reflexo de nossa própria essência, a agir com bondade sem esperar retorno, a construir um bem que seja maior do que nós. Não há espiritualidade verdadeira onde há inveja, onde há indiferença, onde há a recusa em crescer. Não há transcendência onde falta coragem para olhar além do próprio umbigo.
Se quisermos escapar do estado caótico que nos envolve, precisamos, antes de tudo, mudar a direção do olhar. Precisamos abandonar a busca por atalhos e aceitar que o crescimento é lento, porém necessário; árduo, mas libertador. É preciso cultivar a bondade como um ato revolucionário, como um gesto de resistência diante da fragmentação do mundo. É preciso abandonar as máscaras da hipocrisia e vestir a autenticidade, mesmo quando ela nos desnuda diante de nossas falhas. É preciso compreender que a verdadeira grandeza não reside no que acumulamos, mas no que compartilhamos; não no que conquistamos sozinhos, mas no que construímos juntos.
A humanidade não está condenada ao fracasso, mas tampouco está garantida no sucesso. Somos uma obra inacabada, uma promessa ainda por cumprir. E cabe a cada um de nós decidir se seremos artífices dessa construção ou cúmplices de sua ruína. O futuro que almejamos, de paz, de harmonia, de plenitude, não será dado; ele será criado, tijolo por tijolo, pela força de nossas mãos, pelo brilho de nossas ações, pela pureza de nossas intenções. E, ao fazermos isso, descobriremos que a verdadeira espiritualidade não nos eleva acima dos outros, mas nos une a eles, em um laço inquebrantável de humanidade compartilhada. Que possamos, então, abandonar tudo o que nos apequena e nos entregar, com coragem e integridade, à tarefa sublime de sermos plenamente humanos.
No palácio intramuros da alma, onde a benevolência tece os filamentos da existência, compreendemos que o amor oblativo é o bálsamo derradeiro contra a chaga do mal. Aqueles que, em sua senda errante, nutrem a animosidade, a revanche e a aridez sentimental, ignoram a intrínseca verdade de que a equidade emana da providência divina, e a consequência de tal incompreensão se manifesta na inapelável gravidade de Suas mãos justas ou na infinita clemência de Seu espírito. A verdadeira vitória ressoa, pois, na simbiose entre o perdão e a fé inabalável.
O Preço da Alma Forjada…
Na penumbra cinzenta de um mundo forjado em dores antigas, onde o chão respira o aroma de batalhas esquecidas e o céu chora cinzas de fardos incalculáveis, ajoelha-se a figura imponente do guerreiro. Sua armadura, um manto de aço polido, reluz melancolicamente sob a luz bruxuleante das chamas que lambem a terra. Não é uma rendição, mas um repouso momentâneo, um instante de silêncio antes da inevitável retomada da marcha. A espada, fincada ao seu lado, não é apenas um instrumento de combate, mas um testemunho mudo de mil desafios superados, um eco ressonante de gritos de guerra e sussurros de desespero.
Muitos olham para essa carcaça metálica, para a postura altiva mesmo na prostração, e imaginam glórias incontáveis, vitórias fáceis, um destino abençoado pela fortuna. Em seus olhos, há um brilho tênue de cobiça, um desejo inconfesso de ocupar tal lugar, de empunhar tal poder. Mas desconhecem a essência da existência que se desdobra sob o elmo cravejado. Não há atalhos para a grandeza que se presume, nem caminhos floridos para a fortaleza que se ostenta. Cada fibra de seu ser foi moldada na bigorna da adversidade, cada cicatriz em sua alma é um mapa para lições aprendidas a duras penas.
O fardo que carrega não é visível aos olhos superficiais. Não são correntes ou pesos de chumbo, mas sim a memória de cada sacrifício, o eco de cada escolha dolorosa, o peso de cada expectativa que se depositou em seus ombros. É a solitude de ser o pilar em meio à ruína, a resiliência de se reerguer após cada queda que parecia final. É a consciência de que, para ser quem se é, foi preciso desbravar paisagens desoladoras, enfrentar demônios internos e externos, e, por vezes, renunciar a pedaços de si mesmo que jamais retornarão.
A inveja, esse veneno sutil que corrói corações, não encontra terreno fértil na compreensão profunda. Pois se pudessem, por um único instante que fosse, experimentar a densidade de sua jornada, a amplitude de suas lutas silenciosas, o peso intransferível de suas responsabilidades, cada um recuaria apressadamente, preferindo a leveza de sua própria existência, por mais comum que ela pareça. A grandiosidade que se percebe é, na verdade, a soma de incontáveis pequenos atos de coragem, de inabalável perseverança, de uma teimosia quase divina em não ceder à desesperança.
Ele se levanta lentamente, a armadura rangendo em um lamento metálico que só ele parece ouvir. O peso de sua existência não o dobra, mas o fortalece. E enquanto a fumaça se eleva do chão queimado, e as brasas tremeluzem como olhos observadores, ele avança, não em busca de aplausos, mas impulsionado por uma força intrínseca, uma promessa silenciosa a si mesmo de continuar, sempre, até que a última chama se apague ou a última batalha seja travada. O preço de ser forjado assim, é imenso, mas a alma que emerge dessa forja é indomável, um farol de resistência em um mundo que anseia por luz.
" A realidade "
" A realidade, na verdade é um trapo de mil cores
Onde uns veem heroísmos e louvores
Outros só veem tormentos por estrear
Politicas de carácacá e cães pardos a passear
Muita aranha e pouca teia
Esbanjar de cimento e muita areia
E governos sem governar
Tudo faz parte desta ilusão
De que o mundo vai melhorar
Não melhora ...só piora !
Mas a gente corre contra a mão
Com desejo de se matar ...
Mas que digam a essa gente
Que cisma em se enganar
O mundo está ausente
Na ausência que lhe querem dar
Cobrem tudo com a "verdade"
De uma verdade por decifrar
A realidade, na verdade é um trapo de mil cores
Uns veem jardins e flores
Outros imersos em suas dores
Nem têm tempo de as chorar."
