Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Uma encruzilhada apresentará sempre duas direções além daquela de onde você veio: uma à direita e outra à esquerda. Qualquer delas o afastará do caminho do meio, conduzindo-o a um dos extremos. Mantendo-se na que vem seguindo, o risco será reduzido por já conhecer a estrada, além da reta mostrar de longe para onde leva. Extremos nunca se mostram, portanto, como referência de equilíbrio e bom-senso.
Para aquele que crê somente naquilo para onde sua razão o conduziu, é inquestionável o momento de se deparar com algo que seu ceticismo vai negar sem lhe dar argumento para contradizer, sua lógica irá rejeitar sem uma explicação para colocar no lugar, seu modelo do real buscará referência na lista do conhecido e ali não a poderá ver, e o mental buscará a resposta em seu sistema de crenças e nenhuma se encaixará. Restar-lhe-á então a reação da criança que, nada podendo fazer com o que tem à sua frente, tapa os olhos diante do inefável.
O limite do medo vai até onde não nos cala diante da torpeza, e nem nos acovarda ao ponto de aceitarmos trocar a justiça pelo conforto.
O passado é precioso na medida em que nos permite entender como chegamos onde estamos e nos deixar orgulhosos do nosso agora. Mas deve ser tratado como um sonho bonito do qual nos lembramos ao acordar, e não como o lugar do qual nunca sairemos. Em vez de escravo do que experimentou no passado, opte por ser o arquiteto do seu futuro.
A tristeza é um abismo sem fim,
Onde os dias se arrastam sem fim,
E a alma, perdida, se esconde no escuro,
Procurando luz, mas nada encontra no muro.
As cores do mundo se tornam opacas,
O céu, um peso que o peito carrega,
E as palavras que antes eram doces,
Agora são ecos, que a mente sufoque.
O tempo passa, mas é uma ilusão,
Cada segundo é uma prisão,
E o sorriso se perde na névoa do ser,
Enquanto o corpo luta para sobreviver.
As noites são longas, mais do que o dia,
O vazio é companhia fria,
E no silêncio, a alma grita,
Mas a dor é surda, nunca acredita.
O que resta quando a esperança se vai?
Apenas o eco daquilo que foi paz.
E na luta invisível, a coragem é pequena,
Mas ela insiste, mesmo na dor que condena.
E quem sabe, um dia, em algum lugar,
A luz se quebrará e a sombra se dissipará.
Mas até lá, no escuro, só resta resistir,
Com a esperança, ainda que frágil, de existir.
Tudo o que procuro é um sentimento, pode ser de segurança ou acalento, onde posso sentindo o reconhecimento, sabendo do meu pertencimento!
Quando dói lá dentro onde não existe lugar, quando a respiração fica pesada, quando o choro não vem mais, quando não existe nenhum pensamento, quando o vazio tomou conta de preencher tudo, quando o nó na garganta não quer se desfazer, quando o todo virou solidão ... O que restou de mim?
Onde está a vontade de continuar?
No outro, no trabalho, na viagem, no dinheiro...
E quando tudo estiver sido vivenciado, como levantar da cama e seguir com os dias que ainda temos que viver?
É você, sempre será sobre você.
Todo o resto são fantasias inúteis pra fazer você não olhar pra onde realmente importa.
O mundo não quer que você pense, eles te querem alienados, entorpecidos, fúteis...
Assim é mais fácil.
Do lado interno e escudo
No Hades do meu ser
Onde demonios urram e matam pela oportunidade de experimentar segundos de sentimentos vis
Eu tento incessantemente fazê-los saciados com atitudes insanas
Mas nem sempre eu tenho forças
Eles vencem, um a um...
A ignorância de uma sociedade adoecida
Desconsidera o que acontece na subjetividade
Esperando padrões e modelos
Me sinto ridícula e feliz.
Ainda sonho com um mundo onde qualquer pessoa não precise mais temer expressar-se de forma diferente da maioria porque simplesmente não haverá mais minorias, mas tão somente igualdades. Onde as críticas não mais se voltem para o tema abordado na obra – que será apenas um dentre tantos possíveis – mas para o talento do autor ao criá-la. E onde este último não precise abrir mão desse talento por conta de pensamentos pequenos que não tiveram o mesmo privilégio com que o universo o presenteou para seguir em frente. A carruagem irá sempre preservar sua nobreza, independente dos cães que ladrem enquanto ela passa.
"Trono Oculto"
No nevoeiro, onde os deuses se escondem,
Há um trono que os séculos respondem.
Oh! Trono oculto, de poder não visto,
Ah! Guardião do mistério jamais previsto.
Os ecos das eras sussurram segredos,
As sombras revelam seus decretos.
Oh! Sentar-se nele é perder a razão,
Ah! Trono oculto, devora o coração.
Trono oculto, véu da verdade,
Oh! Chamado por almas na eternidade.
Ah! Quem o busca jamais retorna,
Trono oculto, destino que transtorna.
"A arte é a magia primordial, onde o invisível ganha forma, o inaudível encontra voz e o tempo se curva ao êxtase da criação."
"Nas sombras do abismo, a alma se refaz, purificada pelo fogo eterno da redenção, onde o silêncio é a chave para a luz que transcende a escuridão."
Nocturna
(Verso 1)
Oh, noite eterna, que em teus véus me escondes,
Onde os céus se fecham e o vento canta seu lamento,
Em teus braços frios, encontro o descanso da minha dor,
Na solidão, onde o amor é apenas um sussurro distante.
(Refrão)
Vem, sombra, envolve-me em teu abraço gelado,
No abismo dos teus olhos, vejo meu rastro perdido,
Em teus sussurros, encontro o eco do meu destino,
Em teu seio, estou condenado, e ainda assim, divino.
(Verso 2)
Ah, amor perdido, que o tempo tomou sem piedade,
Em teus olhos havia um sol, agora apenas uma memória distante,
A cada passo, vejo a morte seguir-me de perto,
E sobre meu peito, o peso da vida se parte e se desfaz.
(Refrão)
Vem, sombra, envolve-me em teu abraço gelado,
No abismo dos teus olhos, vejo meu rastro perdido,
Em teus sussurros, encontro o eco do meu destino,
Em teu seio, estou condenado, e ainda assim, divino.
(Ponte)
Tão doce é a dor que enraíza em meu coração,
Como um amor perdido, que os ventos tornaram mudo,
E no silêncio da noite, ouço o chamado da morte,
Onde a vida se esvai, sem amor, sem alento.
(Refrão Final)
Vem, sombra, envolve-me em teu abraço gelado,
No abismo dos teus olhos, vejo meu rastro perdido,
Em teus sussurros, encontro o eco do meu destino,
Em teu seio, estou condenado, e ainda assim, divino.
(Encerramento)
E na escuridão, onde os sonhos se dissolvem,
Meu espírito se perde, e minhas esperanças giram,
Oh, noite eterna, que me consomes por inteiro,
Em ti, encontro minha paz… e meus medos se revelam.
Onde a Luz Se Recusa a Morrer
por Michael Bruthor
Verso 1
Andei entre os estilhaços da memória,
Beijei o silêncio de um tempo que não volta.
Amei como quem escreve história
Num corpo feito de fogo e revolta.
Pré-Refrão
Disseram que era o fim —
Mas minha alma sussurrou,
Que onde tudo escurece,
Ainda há uma flor que brotou.
Refrão
Se eu cair, que seja como estrela cadente,
Rasgando o céu com tudo que sou.
Se eu partir, que minha luz seja semente
Onde a dor um dia me apagou.
Pois eu sou a chama que se nega a apagar,
Sou amor onde a noite quer dormir.
Sou o brilho no olhar de quem ousa lutar —
Sou a luz que se recusa a partir.
Verso 2
Me vi sozinho, mas era o universo em mim,
Cada cicatriz: uma constelação.
Aprendi que o fim é só o começo, enfim,
Quando se canta com o coração.
Pré-Refrão
Caminhei entre ruínas e promessas,
Mas não perdi meu chão.
Fui tempestade, fui clareza,
Fui poema em combustão.
Refrão
Se eu cair, que seja como estrela cadente,
Rasgando o céu com tudo que sou.
Se eu partir, que minha luz seja semente
Onde a dor um dia me apagou.
Pois eu sou a chama que se nega a apagar,
Sou amor onde a noite quer dormir.
Sou o brilho no olhar de quem ousa lutar —
Sou a luz que se recusa a partir.
Ponte
Não nasci para ser silêncio,
Fui moldado pelo som do impossível.
E mesmo quando o mundo me fecha,
Meu peito abre portas no invisível.
Refrão Final
Se eu cair, caio dançando no ar,
Com um sorriso no rosto, a brilhar.
Deixo um eco de mim em quem ficou,
Uma esperança que nunca se calou.
Porque sou a chama que insiste em viver,
Sou a voz que ninguém vai extinguir.
Sou a luz que se recusa a morrer,
Sou a luz… que escolheu resistir.
Fui moldado na poeira do não-dito,
Onde os deuses escrevem com pranto e mito.
Carrego em mim o eco do início,
E a cicatriz sagrada do sacrifício.
Vi meu reflexo em rios que não voltam,
E beijei lábios de sombras que soltam.
Nos olhos do tempo, busquei o que é puro,
Mas só encontrei silêncio e futuro.
Te amei no intervalo entre dois mundos,
No compasso dos coros mais profundos.
Foste chama em meio à ruína,
Vestida de luz, ferida e divina.
Mas todo amor é lâmina em flor,
Perfuma, encanta — e sangra em cor.
E mesmo entre os véus da eternidade,
Perdi-te na curva da realidade.
Caminho agora por ruínas celestes,
Onde os anjos têm olhos terrestres.
E cada passo que dou na ausência,
É um salmo perdido na consciência.
O universo é um coro de dúvidas,
Cantando em línguas de luz e lâminas.
Mas no centro do caos há um altar,
Onde as almas nuas vêm descansar.
Se a morte for apenas uma canção,
Que tua voz ecoe na escuridão.
E quando o silêncio enfim me tocar,
Quero teus braços a me embalar.
Pois tudo que morre, volta a ser chama
No ventre do tempo que tudo reclama.
E mesmo no fim, onde tudo termina,
Nasce o infinito — em forma divina.
