Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Poucas coisas me perturbam tanto quanto habitar uma sociedade onde impera a uniformidade — de rostos, de vozes, de pensamentos.
As opiniões deixaram de ser fruto da reflexão para se tornarem ecos de narrativas alheias.
Vivemos sob o peso de uma lógica perversa: “Se muitos dizem, então deve ser verdade.”
É angustiante cruzar com tantas pessoas e, em cada uma, encontrar o mesmo vazio — a mesma ausência de profundidade.
Seres humanos reduzidos à superfície do que poderiam ser.
Já não experimentamos a liberdade em sua essência; vivemos apenas a ilusão de estarmos livres, enquanto somos conduzidos, silenciosamente, por ideias que nem mesmo nos pertencem.
Hoje, não são grades que nos aprisionam, mas discursos repetidos, dogmas disfarçados de opinião.
Questionar se tornou ousadia. Pensar diferente, quase uma heresia.
Buscar a verdade — essa que exige coragem e solidão — parece um ato subversivo.
E nada me causa mais inquietação do que ser confundido com essa massa amorfa que abdica de pensar.
Onde há democracia verdadeira, há liberdade, justiça e a esperança de um futuro mais igualitário para todos.
Sob o Véu da Meia-Noite
Sob o véu da meia-noite, onde os sussurros ganham voz,
Eu caminhei entre as sombras, onde o tempo já se pôs.
A saudade era um espectro, com os olhos de rubi,
E cantava o nome dela — que se foi, e não ouvi.
Oh Lenora, doce chama,
Que o destino levou ao mar…
Tua alma vaga em bruma e chama,
E eu só posso te chamar.
Volta, anjo de silêncio e dor,
Meu delírio, meu amor!
No relógio da parede, cada badalada é um lamento,
Como ecos de um passado preso ao frio do esquecimento.
O corvo em minha janela nunca diz o que eu quero crer:
Que a morte é só um sonho, e que eu ainda vou te ver.
Oh Lenora, doce chama,
Que o destino levou ao mar…
Tua alma vaga em bruma e chama,
E eu só posso te chamar.
Volta, anjo de silêncio e dor,
Meu delírio, meu amor!
Os anjos choram tua ausência,
As estrelas cessam de brilhar.
E no abismo da consciência,
Só tua voz vem sussurrar…
Oh Lenora, doce chama,
Entre os mortos e o luar…
Guia-me pela tua chama,
Pois não posso mais ficar.
Leva-me, ó sombra encantadora,
Para sempre… Lenora.
"Todos querem as bênçãos de Deus, mas muitos esquecem de honrá-Lo e pior, esquecem de onde Ele os tirou."
“Você precisa ser seu porto seguro — o lugar silencioso dentro de si para onde sempre pode voltar quando tudo lá fora desmorona.”
“Por muito tempo, deixei portas abertas onde havia risco. Até entender: sou eu quem segura a chave. O que entra ou fere, só entra se eu permitir. E isso muda tudo.”
Flor do sertão
Ó flor do sertão, tão linda,
Tão sutil… não sei onde irei ver outra igual.
Acho que nunca.
Pois sua beleza é minha primavera.
Fiquei como os pássaros ao verem sua beleza:
cantam alegres ao ver a chuva.
Tão linda…
Como queria poder ficar nos seus passos.
O púlpito é o lugar onde todos aplaudem. Mas o quarto é onde os joelhos sangram, os olhos choram e o coração clama.
Nada mais faz sentido.
Sou prisioneira em uma guerra interna, não tenho para onde fugir.Meus inimigos são dúvidas e medos, batalhas travadas em silêncio.
Me pergunto quem sou,para onde vou?
Caminho entre sombras e incertezas,buscando uma luz que me guie.
Preciso me manter constante, firmar meus pés no chão, encontrar força no caos e seguir.
A banalização não só do distinto com também do comum. A expressão máxima da banal actualidades, onde basta respirar para ser distinguido dos restantes comuns.
Ser comum no sítio certo pode fazer de nós distintos, já ser distinto no sítio errado faz de nós comuns, mas a roçar a banalidade. Pois por norma quem tem o poder desse reconhecimento é sempre um reconhecido e completo banal.
Disse.
"Os olhos... ah, os olhos! São varandas onde a alma se debruça pra ver o mundo passar, às vezes choram, às vezes riem, mas sempre dizem coisas que o coração ainda não aprendeu a dizer."
Tempo passa rápido
Tudo envolve momentos
Passagens onde prevalece os detalhes
Singularidade simbólica
Resta abraçar partes da intensidade
Demasia da sensações que passam rápido.
“Perdoar é abrir a cela onde você mesmo se aprisionou, não para libertar o outro, mas para reencontrar a chave da sua própria paz.”
Meus pensamentos me levam a lugares onde já estive, só que agora aquela criança que esteve naquele lugar já não e mas tão criança assim. Alguns dias vou visitar esse lugar em meus pensamentos, um dia mas leve outro dia para refletir ou apenas para admirar a beleza que era aquele lugar.
O que ele comia, eu comia;
Onde ele dormia, eu dormi;
Por onde ele ia, eu ia e, então,
Tornei-me amigo do cão!
A mente humana é um labirinto onde, por vezes, as respostas mais profundas se escondem nas sombras das nossas próprias inseguranças.
