Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Onde não há justiça...
Prolifera a cobiça...
Abunda a impunidade...
Aumentando a maldade...
Crescendo a corrupção...
E, com isso, falindo a nação!!!
Eu não vou para
onde o coração
me leva..
. mas eu levo o
meu coração para
Qualquer lugar
que eu vá
Ana.M
O coração de uma mulher é
como o oceano cheio de misterios
e de armadilhas onde só
ela pode desvendar
Ana.M
Vida inteira
.
Estou passando pela vida
Onde vivo nos meus dias
Essa busca em mim infinda...
.
Eu que te procuro
E só te vejo
Em mim em parte...
.
Da metade que me falta
Falta o amor
De minha amada.
.
Se me passa a vida inteira
Inteira é a vida que me falta
Sem o amor de minha amada.
.
Edney Valentim Araújo.
Sertão sossegado.
Aqui tenho meu roçado
onde faço a plantação
do suor vem o trocado
pra nossa sustentação
tenho a família do lado
que por Deus abençoado
sou feliz no meu sertão.
O lugar mais lindo que há é onde as nuvens da confusão se dissipam com os raios crescentes da sabedoria. É o nosso ambiente interior.
Você é o mel mais doce
A tua força é o teu estar
Onde a lua se deleita quando deita sobre o mar
Não ligue pra essa gentinha
De sentimento tão impostor
Porque eu já to chegando
E te abraçando
Pra celebrar o nosso amor
Hoje eu vou falar…
Do coração do Verdadeiro Crédulo
Ele levou a luz
Onde só havia escuridão
As pessoas acreditam
Que alguém, um ser humano
Pode ser um demônio
Mas nunca um santo
O Verdadeiro Crédulo
Não tem culpa nenhuma
Da falta de fé deles(as)
O Verdadeiro Crédulo até é por isso
Considerado extravagante (ou coisa assim)
Ou alguém que está iludido
Qual medida do amor
Onde ele cabe
Como ele nasce
Onde estava o amor antes
Ele está aqui onde
Não sei as respostas
Sei que quando o sinto
O riso brota fácil
A perna treme
A vida acelera e fica lenta
A necessidade de você
A paixão
A expectativa
A necessidade
Qual a medida do amor
Nem sei se tem medida
Mas sei que toma por inteiro
Pede mais
Segura e empurra
Me tira e me da
Qual a medida do amor
A medida do amor
Talvez ninguém saiba
Talvez o amor seja sem medida
Mas sei que amo
E nada mais
preciso saber sobre ele
Poeira
Preso em um tempo
Onde o edifício
Desmoronou.
É difícil
Mas agora no silêncio
Sobre o túmulo
Encontro o sentido.
Somos nada
Apenas poeira.
O amor perfeito
Plantei um amor perfeito
Entre malmequeres e rosas
No quintal do meu jardim
Onde pousam as mariposas
Olhos fechados.
Em pensar em ti,
Me noto a fechar os olhos
És o amor em mim
Onde te sinto
Sem qualquer nome
Sem o múnus de ser
Apenas em mim existir
Nada me perguntas
Nada tem respostas
Tens a cor do meu amor
Me levas onde queres
Me mostras teu mundo
Piso descalço na areia
Vejo o mundo de cima
E teu sorriso me acalma
Me plantas teu amor
E tenho em ti a vida de uma criança
Meu olhar tem o fulgor de tua luz
Abres o meu peito
Tocas em meu coração
Tomas de mim toda dor
Beija-me na alma
Toda vida em mim em tuas mãos
Todo amor em mim
É retirado por ti
A saudade finda
Minha busca perfaz em ti
E tudo que guardei
Entrego a ti
Um atenuo em lágrimas
Olhos fechados a chorar
Olhos fechados para te ver
Para contigo viver
Olhos fechados para amar você
Não preciso sonhar
Você não é um sonho
És vida em meus olhos fechados
Tens a pele que eu quero
O perfume que eu gosto
Teus lábios tem a cor do meu amor
E em teus olhos me vejo
É todo teu o meu amor
Que de olhos abertos não te vê
Que neste mundo não estais
Abro os olhos num sorriso
Teu amor em meu peito
Fecho os olhos quando quero
Fechos os olhos pra te ver.
José Henrique
Por onde passo vejo flores
A luz aqui brilha mais forte
A pura água que bebo
É da fonte da vida e da morte
COMPREENSÃO
A rua onde nasci era larga e extensa de vozes.
Nela havia uma velha casa de espera e de descobertas.
Minha mãe me ensinava a brincar de ver.
Ficava ao meu lado e com suas mãos me entregava seus olhos.
Dizia-me: O que vens?
Eu menino, com zeloso brio elaborava narrativas não aparentes.
As vezes via um pássaro falando com o vento.
Ora, era um arco-íris despontando no anoitecer.
E até eu voava, buscando palavras com asas.
Lembro-me quando lhe disse:
- Estou vendo uma dança no céu.
E ela pediu-me para tomar cuidado com os instrumentos, marcar os passos, ouvir a sinfonia.
E asseverou: Veras na vida aparências e essências.
Mas não tenha receio de vislumbrar.
No fim o que fica é o que se olha para dentro.
Antes de saber ler e escrever compreendi a ver poesia.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
