Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Sempre foi sobre a mente, nunca sobre o lugar. Se não tens objetivos, não importa onde vais, nunca vais prosperar.
Um povo que não conhece sua história perdeu sua identidade. Não sabe de onde veio, consequentemente nunca saberá para onde vai.
Enquanto o dia infinito sem sol se arrastava, eu piscava devagar para o teto rachado, onde aranhas teciam teias preguiçosas como minhas próprias desculpas. "A banda parar de tocar", murmurava para mim mesmo, ecoando aquela frase quebrada que o usuário jogara, talvez um erro de digitação, talvez um grito abafado de uma mente cansada como a minha. Mas que banda? A orquestra invisível da vida, com seus violinos desafinados e tambores surdos, que nunca parava de martelar na cabeça, mesmo quando eu implorava pelo silêncio?
Sozinho no sofá que cheirava a mofo e memórias podres, eu rolava para o lado, evitando o esforço de acender a luz. Amargo era o resíduo do café na língua, misturado ao gosto metálico da derrota autoimposta. A preguiça me ancorava, uma âncora enferrujada no fundo, de um mar de nada, onde peixes mortos flutuavam como promessas quebradas. Por que me mexer? O mundo lá fora, com suas corridas e risos forçados, não sentia minha falta e eu, solitário rei de um reino vazio, não sentia falta dele.
Deixei os pensamentos vagarem como nuvens cinzentas, preguiçosos demais para chover. O tigre flamejante?
Agora era só um gatinho ronronando debilmente, sua fúria dissipada no ar úmido. A morte, ah, ela demorava, preguiçosa como eu, talvez deitada em seu próprio sofá eterno, esperando que eu a chamasse. Mas eu não chamava. Somente esperava, no vazio que se expandia, engolindo horas como um buraco negro faminto. Continuei assim, ou melhor, parei de continuar porque no fim, o que era a história senão uma sucessão de nadas, amargos e solitários, ecoando até o silêncio final.
Em ti, sou o explorador que chega a um novo continente, Onde cada paisagem desconhecida me atrai.
Não sei o nome das tuas montanhas, Nem o segredo dos teus rios.
Mas cada trilha que desvendo, Cada floresta que cruzo em teu ser, Revela uma nova cor, um novo som, E em cada passo, o amor floresce.
Ainda há tanto de ti a descobrir, Tantos mapas a desenhar. Mas não tenho pressa, Pois a beleza está na jornada, E o meu amor, em cada nova camada que encontro.
Onde tua luz não puder brilhar com mistério, sagacidade, espontaneidade e aquele humor que desarma, não te demores.
Há lugares que não merecem tua presença inteira.
O Paradoxo da Vida Moderna
Vivemos num mundo onde ninguém confia em ninguém… mas também não
conseguimos viver sem confiar em alguém.
Onde encontrar equilíbrio para nossas decisões.
Carrego no peito o ofício da ternura,
nos gestos pequenos onde o tempo se curva.
Um café repartido, o silêncio de um olhar,
e uma vida inteira que cabe na palma da tua mão.
Teu abraço me veste de calma e chão,
nele sou menino, sou abrigo e sou raiz.
Na simplicidade clara do que é amor,
descubro em ti a morada do meu existir.
Ela é cor onde o mundo desbota
Quando ela passa,
o tempo desacelera —
como se o universo também quisesse admirá-la.
Tudo ao redor fica em tons de cinza,
mas nela o brilho se multiplica,
como se a vida tivesse guardado
todas as suas tintas
para que só nela houvesse cor.
Meus olhos, que vagavam em busca do belo,
enfim encontram descanso,
como quem chega ao cume da contemplação
e se perde no que vê.
Ela é o instante em que o comum se cala
e o sublime se revela —
e, ao vê-la, desejei que o tempo se rendesse à eternidade.
Sempre examine para onde a confiança em alguém está te levando.
O sábio caminha só, com o silêncio como escudo e o olhar atento de quem já viu a traição vestir-se de muitas faces.
“Quando a Consciência abraça a própria Areté (virtude), nem o anúncio do Niilismo no Kosmos – onde Ceres e Halley são meramente devir – abala o Fundamento da sua Existência.”
"Por ti o povo todo ouço despertar e há aquele urbano movimento onde nada há de se calar por um momento e onde eternamente, nós existiremos, juntos, ocupando a arte que é pública, tão nossa. No verso da folha de ordem de prisão, ainda sim versamos, resistimos, livres. Livres e selvagens."
"Entre linhas e linhas
Espaço e espaço
Pontos e pontos
Para onde foste o verso dessa estrofe??
Para onde foste o próximo capítulo??
Para onde foste essa história??
Totalmente perdida as perguntas vazias
Inteiramente em branco para serem preenchida
Uma ideia de cada vez
Um passo de cada vez
Uma ação de cada vez
Até que em algum momento escrevemos
Entre linhas e linhas
Espaço e espaço
Pontos e pontos
E para onde foste os versos dessa estrofe??
Ainda está sendo escrito..."
Às vezes encaramos a vida, como se tudo fosse uma competição;
Onde desistir não é uma opção e só ganha quem chega primeiro;
Às fórmulas para o sucesso se multiplicam aos montes como se a prosperidade estivesse apenas no verbo "ter"
Mas nós esquecemos que desde o primeiro dia da fecundação estamos num processo de evolução;
Prosperamos desde o nascimento, desde o primeiro choro, desde a primeira palavra pronunciada, desde os primeiros passos dados.
Prosperamos no aprender a andar e a correr, no aprender a falar, na superação das tristezas e dificuldades.
Na descoberta do certo e errado, na diferença entre a mentira e a verdade;
Prosperamos em cada dia de vida, feliz ou sofrido, em cada tropeço, em cada acerto, em todo erro que virou aprendizado.
Podemos e devemos almejar e buscar coisas melhores, mas conscientes que o melhor da vida está em nós.
Eu não deveria te cobrar, não deveria te mostrar como me amar. Sim sou labirinto onde poucos conseguiram desvendar, apenas entrar e se perder.
A liberdade começa onde termina a desculpa.
Não somos livres do passado, mas somos livres para não repetir.
Mesmo quando tudo parece ruir, Deus prometeu um fim onde não haverá mais dor nem morte — tudo será feito novo.
“Há lugares onde a gente simplesmente não se encaixa, porque a alma não se dobra a espaços que não lhe pertencem.”
— Os`Cálmi
