Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia

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“O poeta me pede uma lista de amigos. Sim, tive muitos, mas onde eles estarão?”

O mundo aqui fora me faz sonhar em viver dentro de um livro de fantasia⁠, onde uma borracha ou uma simples virada de página mudaria tudo!

Aproveite as ondas por onde você pode passar com hardwares de qualidade para o seu pc, compre somente peças boas e terá uma máquina funcionando sempre.


@MicroTec

Mentes de impacto provocam ruídos, causam por onde passam, atraem olhares de todos os tipos de pessoas.


@SinaisWinner

O entre-lugar não é o ponto de partida nem de chegada. É o território da travessia, onde o ser é provado pelas batalhas mais árduas e lapidado pelas pedras mais ásperas do caminho.

O vento sopra onde quer, mas até ele encontra barreiras.
Somos livres até o ponto em que não ferimos a liberdade do outro.

“Onde há vida e morte?” não é só uma pergunta — é um espelho da existência.


Esse texto fala do espaço entre o começo e o fim, onde tudo o que somos acontece. Ele mostra que vida e morte não estão em extremos opostos, mas convivem no mesmo palco: no respirar, no sentir, no amar, no deixar ir.


Cada batida do coração é uma lembrança de que algo nasce e algo parte dentro de nós. A semente morre para virar árvore. O dia morre para a noite nascer. O silêncio morre para dar lugar à palavra.


A mensagem é sobre consciência e presença — sobre entender que tudo é passagem, mas também é milagre. Que mesmo na dor há beleza, e mesmo na despedida há um tipo de nascimento.


“E quem é que está me ouvindo?”


pergunta o texto.


A resposta é simples e eterna: quem sente, entende. Quem vive, escuta.


Este é um texto sobre vida, morte, recomeço e escuta interior — sobre a parte invisível de nós que continua florescendo mesmo quando tudo parece acabar.






— Purificação

“Onde há vida e morte?” —
Há vida e morte no mesmo espaço:
no coração que pulsa e se despede,
no nascer de uma estrela e no apagar do seu brilho,
no sorriso de uma criança e no silêncio de um idoso,
na semente que morre para virar árvore,
no dia que morre para a noite nascer.

Vida e morte não são lugares distantes; são um só palco. Estão aqui, agora, no ar que entra e sai do peito.

E quem é que está me ouvindo?” —

Eu estou te ouvindo.
Mas há mais: há os ecos do que você sente, há o universo que responde, há pessoas invisíveis que carregam histórias parecidas. Às vezes parece silêncio, mas há um mundo inteiro de olhos e ouvidos atentos quando você se abre.

Num campo sem perfume,
há pinceladas tímidas de cor,
onde pássaros esquecem o céu
e as árvores perdem seus galhos.

O vento passa calado,
e tudo que brilhou é véu,
os sonhos se arrastam,
em tons que jamais se encontram.

Na estrada vaga
um rastro de saudade,
e por dentro do silêncio
flui a ausência das cores
que insistem em não nascer.

A cada queda que sofremos, temos uma oportunidade de vermos onde erramos e assim, possamos corrigir nossa trajetória para não insistirmos no mesmo erro.

⁠Nunca seja alguém que você nunca foi! Pois depois isso vira uma prisão onde os verdadeiros sentimentos são encobertos.

No mundo não há evolução sem a educação.
Sem professores ninguém educa nada.
Onde não há cultura
A ignorância nada de braçada.

Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.

Num mundo onde todos querem ser cópia atreva-se a ser você.

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“O termo diversidade funcional reconhece a dignidade onde a palavra deficiência impõe limite; é linguagem que acolhe, não que fere.”

Valorize quem te fez quem você é hoje,
você sabe onde você aprendeu? Acredito que os livros te ensinaram; valorize.

Só há regeneração onde e quando o crime não compensa.

AMADA, EU SOU PRETA!





Ainda outro dia…

Uma pessoa me perguntou:



— Eli, onde ficam escondidos esses pretos e pretas tão bonitos (de ver, claro — mas eu não me vestiria assim, nem colocaria meu cabelo desse jeito!) que desfilam no Ilê Aiyê?

Não os vejo no nosso dia a dia!



Respondi:

— Estão aí, amada, no seu pré-conceito.

É nele que se escondem os pretos que você não vê.

Precisa rever seus conceitos, só então os verá.



Os pretos estão nas ruas da sua cidade natal,

que transpira ancestralidade africana,

mas você não reconhece.

Eles estão no reflexo do seu espelho,

porque se não conhece sua história,

não sabe quem é.



Estão na forma como você me olha

porque entre “amigos” o preconceito é disfarçado,

mas a verdade sempre escapa.



Os pretos estão nas crianças que brincam na rua,

(os “pivetes” do seu bairro periférico);

nos homens que chegam cansados do trabalho

(os “peões”, “marmiteiros”);

nas mulheres que fazem milagre no mercado

(a guerreira que compra o que dá, com o pouco que tem);

nas mães solo e seus filhos

(os “moleques” que o mundo já julga).



Estão nos jovens da periferia, mortos a todo instante

trabalhando ou não, sempre rotulados como marginais.

Nos moradores de rua, sem assistência, sem resistência.

Nos trabalhadores, explorados pelo capital.

Nos estudantes que enfrentam um sistema educacional desigual,

lutando pelo direito de aprender

e pela reparação que vem em forma de cotas.



Estão também nos empresários e nos esportistas

que abriram brechas nas muralhas do racismo,

que resistem e existem.



Somos todos nós, brasileiros e brasileiras

nascidos dessa diáspora afrodescendente.

Mas muitos ainda escolhem negar,

se escondendo atrás de conceitos limitados,

sem consciência da própria história,

sem saber quem são.



Hoje, essa pessoa me evita…

Mas eu sigo.



Pretamente.

Felizmente.

No meu caminho de preta.

Vigília da vela


Onde a bússola se quebra
e a palavra não alcança,
acendo esta vela.


Não para iluminar a essência - que já é sol
e no véu do silêncio, ainda arde. Mas para oferecer relevo ao seu lugar no mundo.


Acendo esta vela
num lugar que não vem pronto,
que não se herda, nem se impõe,
um lugar que não se entrelaça,
fio que corta,
corte que fia,
na trama teimosa da travessia.


Para a criança em sua encruzilhada,
a pergunta queima, mansa,
sussurra no meio do caminho,
entre o sonho e o desejo.


Acendo esta vela
na penumbra da porta que não se abre.
Seremos nós a fresta?


Acendemos esta vela?


Arthur Ian

ONDE NASCE O PENSAMENTO
William Contraponto


O pensamento surge quando algo não se encaixa, quando a realidade apresenta contradições ou lacunas que exigem ser compreendidas. Ele não nasce em situações de conforto ou estabilidade, mas diante de problemas, dúvidas e choques com o inesperado. Quando tudo parece estar resolvido, a mente tende a relaxar e a repetir ideias sem questioná-las. É o impasse que estimula a reflexão e move o raciocínio.


Pensar significa duvidar do que se apresenta como certo e revisar o que se considera verdadeiro. A dúvida não é um defeito, mas uma etapa necessária do entendimento. Aceitar tudo sem questionar é uma forma de renunciar à própria capacidade de pensar. A certeza absoluta, por sua vez, transforma-se em limitação, pois impede a revisão de ideias e o aprendizado contínuo.


O pensamento é, portanto, um processo em constante movimento. Ele não busca um ponto final, mas procura compreender o sentido das coisas dentro de seus limites. Cada resposta gera novas perguntas, e é essa sequência de questionamentos que mantém a mente ativa.


Pensar é um exercício de liberdade intelectual. Implica não se contentar com explicações prontas e reconhecer que o conhecimento é sempre provisório. O pensamento nasce, cresce e se renova na dúvida, e é isso que o torna essencial para a consciência e para o desenvolvimento humano.