Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Quando estiver viajando pelo norte do Paraná, pela BR 369, no km. 73 tem uma cidadezinha. Ela se chama Santa Mariana. Para mim ela é a mais linda de todas as cidadezinhas que eu conheco. Se vc não tiver com muita pressa, dê uma entrada e vã conhecê-la. Vale a pena. Ela não têm histórias emocionantes, mas com cada pessoa que você conversar, você se sentirá como se fosse filho dela. São pessoas amigas e que gostam de um bom papo. São saudosistas,, assim como eu. Vão te falar da velha rodoviária, da estaçãozinha de trem, do velho clube e dos grandes carnavais, dos bailes de formaturas, das debutantes, dos bailes do lions clube, do rotary clube., da quantidade enorme de pequenas industrias que já não existe mais. do velho cinema. ah, e de como era grande o movimento de pessoas nos finais de semanas. Vão te falar da revoada de jovens da década de 70, que migraram para os grandes centros e a maioria não mais voltou.
--Dê uma volta na pracinha, agora moderna (eu gostava mais da antiga pq tinha coreto e um chafariz) e visite a homenagem ao criador da uva ruby, sr.o Sr. Kotaro Okuyama, pouco lembrado por sinal.
Se você nos visitar, quando partir tenha uma boa viagem e muito obrigado. i/
Quando o ídolo é de barro, literalmente.
Quando criança, eu tinha tantos afazeres que faltava tempo para executá-los. Era assim: acordava, tomava café, escola, voltava para casa, almoço e trabalhar de engraxate, desde que não estivesse chovendo, ninguém engraxava os sapatos em dia de chuva. a cidade virava um lamaçal só. Mas nestes dias, me sobravam três opções: Vender serragem, para as pessoas colocarem na porta da casa, vender frutas ou lavar correntes de caminhões. Empregos temporários. claro.
Lavando Correntes. Naquele tempo, a rodovia ainda não era toda asfaltada e os caminhões que vinham da parte sem asfalto tinham correntes nos pneus para não atolarem no barro, mas assim que entravam na parte de asfalto, o motorista era obrigado a retira-las. Obrigado porque existia um guarda rodoviário na espreita para multar quem trafegasse sobre o asfalto, sem retirar as correntes dos pneus.. Num pedaço de mais ou menos 100 metros da parte asfaltada ele até permitia, mas mais do que isso ele multava. Como as correntes ficavam emplastada de barro, os motoristas pagavam pra q esse serviço fosse feito pela molecada, a gente ganhava uns trocados, lavando as correntes. Num naqueles dias de chuva, que não parava mais, estávamos la, eu e mais uma dezena de moleques, tirando e lavando as correntes. O nosso ídolo, o guarda, fazendo a função dele: parando os caminhões e multando alguns. O dia estava correndo bem, até que veio um caminhão bem grande, serpenteando igual a uma cobra na lama Foi chegando na parte asfaltada, entrou no asfalto e foi andando, não parou no ponto pre estabelecido e como não parou, o guarda saiu correndo atrás do caminhão e mais aquela molecada gritando pra que o motorista parasse, mas nada, ele não parava, só parou depois de rodar uns 500 metros no asfalto novinho. . Chegamos, o guarda na frente e nós atrás, bem perto dele. Aí iniciou uma discussão entre os dois. Em determinado momento o guarda sacou seu revolver e disse assim: --"se você for homem, passe por cima do meu boné"-- e colocou aquele boné, a coisa mais linda, Aba marrom, com uma fita verde amarela e mais dois revólverezinhos dourados fixados na parte frontal do boné,(Objeto de desejo de todos os meninos) debaixo dos pneus daquele caminhão enorme, cheio de lama; jamais imaginávamos que o motorista tivesse coragem de fazer o que ele fez, mas ele fez! Passou com os pneus por cima do boné. Ficamos todos sem palavras, olhando aquele, antes boné, virar uma pasta de barro, parecendo um sapo.O motorista ainda deus uns tapas no guarda, nosso ídolo. Naquele dia e nos outros que vieram não lavei mais correntes. Saí correndo daquele local sem olhar pra trás , serviço perigoso. (I
Na minha terra tem poeira,
Já não vejo o Sabiá...
Que cantava alegremente.
Quando via o sol raiar!
O progresso é insolente,
Sacrifica inocentes.
Pra fazer o mundo "andar".
Inocente Sabiá, onde vais cantar?
Pois nos montes que cantara,
Nunca mais irás cantar,
Arrancaram nossos montes.
"Pro" progresso habitar.
Canta o sábia que encanta o sertão. A mocinha no portão vislumbra o céu, vê que seu amor vive longe no deserto, espera com seu coração aberto e o seu manancial a chegada daquele que foi em busca de novas descobertas, não sabe ele o quanto ela tem desertos. Canta o sábia sendo o tema dessa história, torcendo para o encontro desse amor, para cantar em outros ares, em outras histórias.
UM SONETO
Canta na alvorada o sabiá canta
Um cantar suave e tão contente
Que nostalgia o encanto da gente
Saudosamente, e os males espanta
E na tal quimera sonora, consente
Que nesta manhã de beleza tanta
A alma transude numa magia santa
Exibindo a alegria que a vida sente
Assim, em uma fortuna reluzente
O canto nos põe frente a frente
Com a felicidade e com a emoção
Então, neste encontro presente
Desta ventura, aí, tão somente
A boa sorte, regi toda a canção
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
MEU CORAÇÃO CANTOR
Meu coração surpreende a ilusão,
Canta alegre como a natureza sábia.
Alegria está na renovação.
CANTA MEU SABIÁ
Canta Canta sabiá do meu pensamento
Alegra as crianças pobres sem o brinquedo da fantasia
Protege os animais ,a natureza da crueldade crua e fria
Melodia paz no mundo sob guerras sem fundamento .
Canta Canta sabiá dos meus sonhos
Olhai e orai pelos doentes sem abrigos
Veste de força os solitários velhos nos asilos
Orquestra esperança e fé em seus olhos tão aflitos.
Canta Canta sabiá da minha poesia
Voa pelo mundo e em nossa vida faz vigília de calmaria
Livra de toda maldade os milhares de inocentes.
Canta Canta sabiá nos ouvidos humanos
Ensina a glória do que é respeito aos insanos
Entoa teu cântico de arco íris n'alma dessa gente !
PEDIDO A UM SABIA
Sabia que canta tanto
o seu canto de encantar
após seu breve encanto...
Faz balanço em seu canto
e encanta com seu voar.
Sabia... Ensina-me amar?
Assim com esse cantar seu
que sempre meigo a escutar...
O cantar da natureza
a dadiva do nosso Deus.
Faça com que eu ouça
as verdades do nosso mundo
não me deixe tão ateu.
Ah, quanto ao belo timbre seu...
empreste-me por segundo
para encantar o mundo meu.
Eu preciso cantar o amor
com as cordas vocal da vida
semear jardim com flor
surripiar toda grande dor
de uma raça tão querida.
Antonio Montes
Para mim, o amor é como um sabiá que canta toda manhã.
No caso, o sabiá sou eu, o amor é você
Ô meu bem, seja o motivo da minha cantoria e fique comigo!
Lembre de mim quando ouvi aquela canção de amor que toca toda manhã na radio!
Seja o meu amor, se não, o tal sabiá parará de cantar por amor
Todas as madrugadas ouço um sabiá-laranjeira,
e penso: porque canta sozinho?
Com certeza faz de seu canto sua alegria
e para sua futura companheira
constrói um ninho...
Cika Parolin
Lá fora o dia está lindo, o sol está ameno, o sabiá canta, dois beija-flores estão a tomar água aqui na minha varanda, enquanto as ondas do mar bailam em pleno ar, e depois correm e repousam na branca areia da praia... viva a natureza!!!
Canta sábia
Cante sábia!
Cante! - Quero ouvir seu cantar.
Por que não cantas?
A voz não mais sai da garganta?
Ou perdeste a esperança de um dia ser ouvido?
- Cante Sábia!
Faça bem aos meus ouvidos!
Perdeste a voz...
De tanto cantar em vão.
Sem ninguém para ouvir sua melodia
E cansado de cantar todos os dias
- Calaste-se!
Agora é mudo!
E só agora sentem sua falta!
- Cante Sábia!
- Cante, cante... Pobre Sábia...
Cansaste de cantar!
NATUREZA
(Rayme Soares)
Não me espanta
Sabiá que canta
Natureza sabiá
Camaleão que engana
Em meio à cor de onde está
Cascavel chocalhando
Pra picar e envenenar
Borboleta sobre flores
Pousa: vida, néctar...
Não me engano, não me espanto
Natureza livre, sem justificar...
Não perdoa, fere, crava, voa...
Tem que voar...
Canta sabiá;
Cante sobre meu café;
Me desperte, me deixe em pé;
Canta sabiá;
Sejas o meu despertar;
A todas as manhãs seu cantar me alegrar;
Veja meus olhos a ti brilhar;
Canta sabiá;
Não te escuto mais cantar;
Hoje não me á despertar;
Sou um louco a perambular;
Como irei despertar?;
Se nem ao menos consigo-me deitar;
Canta sabiá;
Seja minha canção de ninar;
Que mesmo quando me acalmar;
Me faz parar de chorar;
Então lhe pesso com carícia;
Volte sabiá;
Para mim voltar a cantarolar.
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