Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
NUM CAFÉ, O TEMPO PAROU...
Trago comigo um amor em segredo,
que tem morada na minha ilusão;
amor sem nome, sem culpa, sem medo,
que veio do fundo da solidão!
Pintei seu rosto na tela da mente,
onde o amor, em silêncio, florescia;
a cor do afeto — sutil e envolvente —
tingiu de ternura a melancolia.
Vaguei nas ruas da perseverança,
em busca de algo que nunca se achou;
no rastro fugaz de parca esperança,
o amor calado mais fundo ecoou!
Um dia o vi — por acaso ou bruxedo —,
num café, e então minha alma se avia;
surgiu qual fosse um feitiço de enredo,
e pensei: “Será ela? Quem diria!”
O tempo parou — tremi de surpresa —
não era a mesma, mas lembrava tanto,
que meu olhar se perdeu na incerteza,
e até busquei conservar o encanto!
Mas, sem defesa, rendido à realidade,
voltei à vida, ao mundo real!
E então, sentindo uma estranha saudade,
amei — de novo — um amor sem final!
Nelson de Medeiros.
**Para Fernanda, minha prima amada e advogada**
Prima querida, de um laço tão forte,
Que o tempo e a vida só souberam honrar.
Em teu abraço, encontro meu norte,
Um porto seguro onde posso ancorar.
Mas não é só o afeto que me faz te amar,
É a mente brilhante, a voz que me guia.
Minha advogada, em quem sei confiar,
Que defende com garra, com força e maestria.
Com a lei na ponta dos dedos, a razão em teu ser,
Transformas o complexo em clareza e saber.
E em cada batalha, com a tua expertise,
Mostras a força que um coração pode ter.
É um privilégio ter você em minha vida,
Tão próxima no sangue, tão certa na lida.
Minha prima, minha amiga, minha fiel defensora,
O amor que te tenho, em cada palavra aflora.
Feliz Aniversário Fernanda, amo vc
Daniel Vinicius de Moraes
Se Deus tem algo a falar conosco? Minha resposta é sim.
Nada se desdobra sem o dom divino, nada acontece sem o dom divino.
Nada fazemos sem o dom divino da paz.
Me ajoelho e me humilho ao Pai Celestial — meu Senhor, que reina sobre tudo e todos.
Governa minha alma e alimenta meu caráter.
E mesmo que, neste mundo, eu sofra para sempre, ainda assim louvarei ao Senhor com toda honra e toda glória.
Porque Tu, Senhor, alimenta o pouco que conheço em relação ao mundo.
E quando me senti desamparado, através de livros e bons “amigos”, Tu me trouxeste lucidez.
Fortalece-me para continuar perpetuamente justo,
e torna-me nobre para erradicar a injustiça.
A vida sempre tem seus desafios, não importa qual, uma experiência minha, quer vou levar pra toda vida, eu sou apenas um adolescente de 12 anos, mais, a vida, me ensinou a não confiar em ninguém, um que considerava da minha família, me botou em um problema, e, eu aprendi, que, a confiança, é algo raro de se ter em uma pessoa, mais, temos que se lembrar, que, cada escolha que agente faz, tem uma consequência, seja ela boa, ou, ruim.
MEU SONETO
As minhas lágrimas são da arte
E a minha solidão é do amor.
No meu poder tem o disfarce;
Dos meus sorrisos saem a dor...
No meu coração tem o enlace,
Na minh'alma esplendor...
E na expressão de minha face
Se faz brilhar todo o fulgor.
No meu silêncio tão profundo
Exalto a vida a todo mundo,
Levo às costas todo o poder...
Do maior amor sou dependente;
De mentiras vivo a toda gente,
Da ilusão, profano o meu viver...
© Dolandmay Walter
A amiga solidão
A solidão
tem sido minha melhor amiga.
A ansiedade,
minha eterna companheira de buscas, buscas e mais buscas...
Sem saber o que encontro,
Sem saber o que procuro.
Fala-me o amor,
a paixão,
a constÂncia.
Tenho apenas
o nada com o nada,
da escuridão.
Vivo por viver,
com o sentimento do velho,
do gosto,
do fim.
E a cada respirar,
um desejo de partida.
A cada amanhecer,
a raiva de ver o dia chegar.
Mas...
Mesmo no breu,
há um Deus que sussurra:
- Ainda não é o fim.
E na ponta de um fio,
Seguro-me
pois talvez,
Lá na curva da vida,
A luz volte a nascer.
Às vezes a gente tem que se lembrar bem, do sacrifício que Jesus fez, na minha visão ninguém ia conseguir aguentar o que Jesus, aguentou. Hoje em dia, as pessoas são mal agradecidas, mas é bom a gente lembrar, de agradecer sempre a Deus pelo perfeito sacrifício, que Jesus fez na cruz.
Minha visão de mundo muda constantemente, conforme as experiências que vivo, mas tem alguns princípios que independente de qualquer experiência não vai mudar.
Minha trajetória tem sido desafiadora e já enfrentei diversas dificuldades. No entanto, vejo cada uma das experiências negativas do passado como oportunidades de aprendizado que me tornam mais corajoso e determinado. Opto por sorrir, mesmo diante das adversidades, e nunca permiti que meus problemas me desmotivassem. Os desafios que encarei contribuíram para meu fortalecimento e crescimento pessoal. Assim como o sol, posso proporcionar calor ou intensidade; isso depende da forma como sou tratado.
Meu silêncio ou minha firmeza nada têm a ver com maldade; é apenas uma reação àquilo que me foi oferecido. A rigidez que agora demonstro é o tributo que cobro pela gentileza que desperdicei. Quem sou hoje é apenas o reflexo daquilo que recebi da vida."
Você mudou a minha vida... tem o dom de mudar meu humor! Depois que te conheci meu jardim ficou florido, com borboletas voando e balões coloridos...
Eu não abri mão totalmente da minha infância, e na verdade nunca abrirei. Tem uma pureza e uma simplicidade na infância que eu espero manter para a vida toda. Belo é ver que mesmo beirando o fim da vida, algumas pessoas são capazes de sorrir e de valorizar pequenas coisas na vida.
MÃE
Hoje durmo Saudade
Tem nada não
Por ela ... minha Mãe ...
Daria todos os
meus céus
meus luares
minhas manhãs
em troca daquelas
suaves mãos .
Por ela ...
Roubaria todas as estrelas
e ofertaria todos os meus dias
Só para de novo voltar ao ventre
daquela que era
doce
meiga
serena
e-terna
a me sorrir .
O teu feitiço fracassado já não tem espaço na minha vida.
Você — exatamente você — despertou um assombro que me tirou do pesadelo embrulhado em inocência.
Ao despertar, vi tudo claro, como um cristal sob a luz do sol.
No fim, agradeço: foi você quem me mostrou a realidade vivida.
Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!
Minha solidão não tem nada haver com presença ou ausência de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão sem, em troca, oferecer verdadeira companhia.
Texto de Friedrich Nietzsche
A solidão, no pensamento que atravessa essa frase, não é carência, mas território interior. Ela não nasce da ausência de pessoas, e sim da ausência de sentido. Estar só, nesse horizonte, é estar em contato consigo mesmo; estar acompanhado, sem verdadeira presença, pode ser uma forma mais profunda de abandono. Nietzsche aponta para uma solidão qualitativa, não quantitativa.
Quando ele afirma que detesta quem lhe rouba a solidão, revela que a solidão é um bem precioso, quase sagrado. Trata-se do espaço onde o indivíduo pensa sem concessões, cria sem aplausos e se confronta com suas próprias alturas e abismos. Roubar a solidão é invadir esse espaço com superficialidade, ruído e expectativas vazias. É ocupar o tempo e o corpo sem tocar a alma.
A “verdadeira companhia” não se mede pela proximidade física nem pela frequência da convivência, mas pela capacidade de presença real. É aquela que não distrai do essencial, mas aprofunda; que não exige máscaras, mas permite silêncio; que não dilui a individualidade, mas a respeita. Poucos são capazes dessa companhia, porque ela exige maturidade interior e coragem de permanecer diante do outro sem se esconder.
Nesse sentido, a solidão nietzschiana não é isolamento social, mas fidelidade a si mesmo. É a condição necessária para o surgimento do pensamento autêntico e da vida criadora. O espírito que busca elevar-se precisa, em certos momentos, afastar-se da multidão não por desprezo, mas por necessidade de escuta interior. Quem não suporta a própria solidão dificilmente suportará a profundidade do outro.
A crítica de Nietzsche, portanto, não é contra as pessoas, mas contra as relações vazias. Ele denuncia a convivência que preenche o espaço, mas esvazia o sentido; que fala muito, mas não comunica; que ocupa, mas não acompanha. Essas presenças são mais solitárias do que o silêncio.
Por fim, o texto nos convida a rever nossa relação com o estar só e com o estar junto. Talvez a verdadeira questão não seja evitar a solidão, mas aprender a habitá-la. E, a partir dela, escolher companhias que não nos afastem de nós mesmos, mas que caminhem ao nosso lado sem nos roubar o que temos de mais íntimo: a integridade do nosso ser.
Particularmente, não gosto da palavra "guerreira", minha vida não é uma guerra. Tem força no agir, não na reação.
Era você que minha alma aguardava!
A imagem dos teus olhos tem morada no meu pensamento há tempos
Seus toques estão gravados em minha pele, como um sinal de origem
A certeza de que um dia te encontraria nunca me deixou dormir tranquilo
Eu sei que parece estranho, mas antes da sua chegada eu já te esperava
Sentia tua energia positiva e ouvia a sua voz harmoniosa
Quando os meus olhos te encontraram, minha alma largou a matéria e abraçou a tua, sussurrando poemas cheios de saudade e alegria
Impossível descrever a sensação de reconhecimento, já que meus olhos rebeldes se enchem de lágrimas e meu coração acelera descontrolado
Agora entendo todos os acontecimentos que antecederam o nosso encontro... se o passado diferisse, possivelmente nos desencontraríamos no meio do caminho
— Destino, não sei se realmente existe;
— Tempo, desconheço quem controla.
Mas tudo o que sinto desde a sua chegada, tenho certeza, faz parte de algo sagrado e inefável
Vejo girassóis te acompanhar e a lua vive sorrindo para ti
Se um dia eu pensei em desistir dessa jornada, agora tudo se transformou
Depois que te encontrei tornou-se impossível negar que o Amor existe
A gente transborda sentimento e não há mais falta de certeza física.
Não sei o quanto pode durar o nosso eterno tempo, mas consigo visualizar em nossa volta um laço que jamais permitirei que se transforme em nó
Esqueceremos os relógios e abandonaremos os calendários para manter a promessa de apenas viver o momento.
Se um dia o "fim" chegar, tudo que compartilhamos se encarregará de tornar-se inesquecível
Porque deixamos de ser singular
E nos transformamos em algo impossível de se apagar.
