Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.
A verdadeira caridade não busca a luz dos holofotes, ela é a semente plantada na escuridão, cujo fruto é visto apenas por Deus.
O problema não é o que os outros acreditam sobre a sua dor, mas você se convencer de que ela não é real.
A leveza não se encontra, ela é construída com o descarte de tudo o que não é essencial à sua jornada.
A felicidade emprestada não serve, ela sempre terá o formato e o tamanho da expectativa de quem a ofereceu.
Quando a fé vacila, ela cai em silêncio como lâmpadas queimadas. Mas o que sobra não é escuridão absoluta, é colo de noite. Aceito a noite com a convicção de que o dia foi apenas adiado. E finjo acreditar até que a fé ensaie um recomeço. Porque crescer também é saber fingir esperança com verdade.
A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.
Já caminhei sem direção, mas nunca sem esperança, ela me guiou quando meus olhos estavam cegos, e quando abri os olhos percebi, eu estava no caminho certo o tempo todo.
A paciência é a alquimia que transforma perda em memória. Sem ela, o luto explode em rancor e fome. Com ela, o passado vira lembrança comestível. Aprendo a cozinhar memórias, a temperar saudade com graça. E então o que restou alimenta, em vez de matar.
A fé genuína é questionadora, não aceita respostas prontas. Ela pede provas, duvida e, depois, acredita com convicção medida. Essa fé é adulta: não precisa de cenários épicos para existir. Vive de pequenos milagres domésticos e de evidências quietas. E se fortalece no exame honesto dos próprios limites.
Se a vontade de me amar existe, que ela seja um rugido e não um sussurro envergonhado. A hesitação é um freio de mão puxado na subida, e eu não posso carregar o peso do teu "e se" enquanto tento te salvar da tua própria maré baixa.
A tempestade não dura para sempre, mas o que ela constrói em nós dura, dura como lição, dura como força, e dura como fé.
A vida não é justa, mas é sincera, ela devolve exatamente o que oferecemos, por isso planto bondade, porque ela sempre volta.
A felicidade não é um pico a ser atingido, mas a maneira como você caminha. Ela está nos seus passos, na sua razão, não no seu destino.
A sua flama não se consome ao acender a vela alheia, ela pulsa em dobro no reflexo, a luz é a única riqueza que, ao ser compartilhada, desafia a matemática e
se multiplica.
A maior resistência em um mundo feito de guerra fria e navalhas é o músculo tenro da ternura, ela é a revolução mais difícil, a bandeira branca erguida com
a força de um soco.
A ausência não é ausência, é presença invertida. Ela continua te tocando, te moldando, te ajeitando nas frestas onde a memória ainda tem voz. Há pessoas que nos deixam, mas permanecem como sombras que aquecem. E mesmo que não voltem, continuam respirando dentro do que nos tornamos.
A alma tem caminhos que nenhum mapa traduz. Ela se curva, se esconde, se revela apenas a quem tem coragem de vê-la sem filtros. E quando finalmente se mostra, não apresenta beleza, apresenta verdade. E a verdade, essa sim, cura e fere ao mesmo tempo.
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