Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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A religião não teme o diabo, ela teme o pensamento livre.

Quando a fé precisa de censura, violência e medo para sobreviver, ela já morreu por dentro.

Se existe uma divindade, ela é o Cérebro de Boltzmann perfeito: uma consciência feita de matéria imortal, regida pela mesma lógica que sustenta os átomos. Ele não criou as leis; ele é a manifestação suprema delas.

A matemática não nasce da mente, mas passa por ela.

A religião não ilumina: ela interrompe o amadurecimento espiritual, intelectual e moral da humanidade.

Se existe uma divindade, então ela é a única consciência real e todas as outras são apenas simulações menores, como se sente sabendo que você não é real?

Mesmo que existisse uma divindade, não segue logicamente que ela precise criar um paraíso; essa ideia é apenas um desejo humano egoísta de autopreservação.

Se a vida é uma simulação, então ela é uma simulação que sente. E tudo que sente, importa.

O mestre abraça a desordem porque ela é a única fonte de informação verdadeira.

Se a fé for movida apenas pelo desejo de salvação, ela não passa de um desejo egoísta, revelando que, no fundo, ninguém ama deus de verdade.

A religião a transforma culpa em virtude e depois cobra para aliviar a culpa que ela mesma inventou.

Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.

A consciência não contradiz a matéria; ela é o que a matéria faz quando aprende a se relacionar consigo mesma.

POESIA:
PERFIL DE DOIS AMORES DISTINTOS. BY: Harley Kernner


ELA!
Seu amor é como um vestido de seda, que desliza suave, sem pressa, sem pressão.
É como um vinho envelhecido em adega, de sabor refinado, cheio de emoção.

É a luz de um candelabro antigo, que ilumina com brilho calmo e nobre.
Palavras escolhidas, gestos precisos, cada detalhe, um cuidado que cobre.

É arte que se aprecia gradualmente, beleza que não grita, mas encanta.
É a harmonia de uma melodia suave, que no coração, para sempre se planta.


Igualmente à elegância que mora no sentir, ternura com classe e requinte.
O amor dela é poesia em cada instante, profundo, leve e infinitamente distinto do amor masculino.

EU!
Meu amor não tem roupas caras nem palavras estudadas, é feito de mãos calejadas e olhares que dizem tudo.
É arte extraída de um coração semianalfabeto e iletrado no amor.

Não sabe de regras, de modos ou de formas, mas sabe estar presente, firme e seguro.

É como a terra que segura a árvore, ou o vento que sopra sem se mostrar.
Não tem brilho de joias ou luzes de salão, mas tem força que nunca se acaba em meio às provações.

Falo o que penso, sem enfeitar a voz, faço o que sinto, sem medo de errar.
Meu carinho é um abraço apertado, um café quente, um ombro de apoio.

Não sou de promessas bonitas ou juras ensaiadas, sou de ações que falam mais do que qualquer frase.
Amor que é raiz, que cresce devagar, simples, forte e, para sempre, inteiro e capaz: renova-se a cada amanhecer.


Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

Quando olho o perfil de uma pessoa e vejo que ela mora no fim do mundo, bate até um desânimo.😅

E ela estara la no canto dela
Cuidando do seu precioso lar interior
De cada célula do seu corpo
Feitas com tanto carinho por Deus
Imponente
Seu corpo e mente, seu templo
Com um amor seguro para se guardar no tempo
Levinho, solidificado
Ela não abre mão de se acolher, para permanecer a um lugar que não lhe pertence
E que sua busca seja apenas um colo familiar e o “Seja bem vinda” brilhando nos olhos de quem a recebe
E segue, preservando os grandes e pequenos sonhos que ainda habitam em si
Porque tudo é possível depois de tanto
É o milagre da vida acontecendo despercebido
Ela deposita atenção nas coisas que abrem caminhos
Movida a base do Amor
Sempre sendo um lugar bom de voltar
E ela quer voltar para casa
Com a sua fé, o suficiente para tudo se transformar.

A coragem intelectual não consiste em abandonar a moralidade, mas em mantê-la sabendo que ela é um castelo de cartas construído sobre um abismo.

A religião é o maior crime contra a inteligência humana: ela sequestra a nossa capacidade de assombro e a vende de volta em prestações de culpa.

Se a sua moralidade só se mantém quando há câmeras, registros ou risco de exposição, ela não é virtude, mas conformismo social bem disfarçado. A ética genuína não depende de vigilância total nem de anonimato: ela se sustenta porque pode ser racionalmente defendida em público, mesmo quando ninguém está olhando.

As pessoas não odeiam a verdade; odeiam o esforço psicológico que ela exige.