Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
Agora penso que se pensasse menos teria mais para contar, mais para usufruir, mais para me deleitar; menor seriam o vislumbre e o desejo, a espera pelo acaso; que dando lugar ao que é real traria o alívio incessante que me consome por fora e que me queima por dentro.
Agora, olho para a essência das pessoas e das coisas, e por mais que elas mudem, sempre as conheço. Para mim, tem sido bom, meus conflitos foram embora pela porta, saíram pela mesma porta que entraram, e a sensação é de um prazer sublime, notável.
SURREAL
As chaves que antes perdia com frequência,
Agora encontro no início da semana,
Mas quando é o fim, tiram sarro de mim.
Agora sei que é impossível cruzar o rio,
Pois o gelo derreteu e esta faltando chão,
Sei que a água é turva e impede sua visão.
Ainda que caiam tempestades com raio e trovão
Sigo meu curso na sua direção,
Sem parada errada, sem interrupção.
Não sei se avistarei terra
Ou se descobrirei as índias,
Mas posso imaginar o que me espera.
Então só agora percebo,
Que estampado na lua seu rosto eu vejo.
É o que me guia todos os dias.
Uma brisa leve toma conta de mim,
Sinto o perfume da senhora que amo,
E é tão bom quando o ar esta assim,
É caminhar num céu de nuvens de algodão,
É beijo sonhado e beijado na solidão,
Súbita aparição do meu anjo.
Suas mensagens não li ainda,
Mas imagino como redigiu cada uma.
Deitada de bruços na cama, tão linda;
Com um dos braços apoiando a cabeça
Que pensativa compõe as linhas com palavras saudosas
E de carinho pedindo para que não esqueça
As noites estreladas e risonhas,
Os abraços fortes nas chegadas
E as conversas duradouras e as promessas.
Um bocejo e uma pausa para saciar a sede,
Devagar uma gotícula passeia pelo colo que é meu
E arrepia o corpo pálido, sedoso e inocente.
Um vento brando e rápido entra pela janela,
Acaricia seus cabelos soltos com ardor,
São meus pensamentos desejando o que é seu.
Daqui posso ver seus olhos se fechando em lembranças
Como no sonho de uma criança
E no prazer de um grande amor.
Existe um sonho
Que devemos sonhar
Tentar realizar
Ele pode, ao seu lado, agora estar
E você nem notar
Pensando ter sido
Só um sonho
Existe um Sonho
Sonhamos
Mal lembramos dele
Ao acordar
Não damos chance
Apagamos da mente
Assim que acordamos
Nenhuma chance damos
Para que deixe de ser
Apenas um sonho
Existe um sonho
Logo alí
A sua espera
Não tão distante
Basta um simples passo
E você chega lá
Existe um sonho
Dê essa chance
Crie asas
Sonhe
Construa
Tente
Vá em frente
Realize
Existe um sonho
Você é que não quer
Por ele lutar
Ele não passará de um sonho
Se você assim o deixar
E seu sonho jamais
Irá se realizar
A cena se passa, agora, com uma música triste no fundo. Como se os sentimentos não fossem capaz de se traduzirem em palavras.. Talvez fosse preciso dizer o Adeus, mas a dor é tão profunda que nada era desculpa para separar duas almas que ironicamente, sempre estaram juntas.
Limpeza
Para você que se prezou a começar ler este texto agora, agradeço desde já e lhe proponho uma dinâmica.
Peço apenas que imagine as dadas situações que lhe propor e não se limite nelas, afinal, a imaginação é a principal porta para os sonhos, os devaneios loucos e uma mente estonteante,
Então não se limite no que é bom e faz bem.
Peço que escolha um cômodo de sua casa, o seu preferido, inclusive. Agora, o imagine, e faça de conta que este cômodo escolhido é seu coração.
Sim, seu coração que bate milhares de vezes por segundo, que pesa, que ampara, que representa.
Agora imagine este ambiente como estando todo desarrumado.
Os objetos esparramados, a poeira tomando conta, as portas e janelas trancadas, uma sujeira insuportável , uma bagunça que você nem sequer consiga se mover em um local desses e que passe mal só por estar nele.
Imagine.
Imagine agora uma súbita vontade que lhe deu, neste instante, de arrumar este cômodo. Limpar os objetos, arrumá-los, colocá-los no seu devido lugar.
Abra as janelas, as portas, deixe o sol entrar.
Arrume as cadeiras, tire o pó do sofá.
Sacuda as almofadas.
Deixe o cheiro de jasmim/camomila tomar conta do recinto.
Agora sim você se sente melhor em um local desses.
Arrumado, confortável, prazeroso, leve.
Peço que imagine agora um arquivo.
Sim, um arquivo.
Não muito grande nem muito pequeno, mas que tenha capacidade de guardar todas suas provas de um passado que você viveu.
Fotos, textos, cartas, rascunhos, vídeos, lembranças.
Este arquivo encostado na parede deste cômodo onde você se encontra.
Chegue mais perto dele e abra-o , por favor.
Percebe a bagunça ?
Fotos espalhadas, em desordem.
Textos rabiscados e manchados por uma tinta preta,
Um passado bagunçado, desorientado.
Sem direção certa.
Arrume o arquivo.
Recolha as fotos. As organize.
Leia os textos com carinho e os revise.
Limpe o arquivo.
E as lembranças ruins peço que não as queime, nem as jogue fora. Guarde-as nas últimas gavetas do arquivo, para que não tenham o direito de lhe atormentar novamente.
Mas não as jogue fora, repito.
Muitas vezes ficamos presos em um presente incerto por não termos consciência do que vivemos e aprendemos no passado.
Peço que guarde as imperfeições deste ambiente,.
As lembranças de um passado que você não gostou de viver, guarde-as.
Afinal, são essas decepções que às vezes nos trazem as melhores lições. Não as despreze, tampouco jogue-as fora. Não.
Já as boas lembranças, as fotos, as cartas, os textos que te fazem recordar de um passado que você daria a vida para viver os antigos momentos...
Do primeiro beijo, do primeiro amor, da primeira bronca, do primeiro emprego, da primeira vez que dirigiu, que a prendeu a andar sobre as próprias pernas, que aprendeu a falar, da primeira briga de escola, do primeiro amigo, seus primeiros paços de ser humano.
Estes sim, peço que organize-os também, mas os guarde nas primeiras gavetas do arquivo.
Para que você quando se sentir desamparado, lembre-se de acontecimentos que valeram uma vida inteira.
Organizado o arquivo e o cômodo, me responda :
Se sente melhor estando nele ?
Ou prefere viver em um ambiente desorganizado ?
A resposta é óbvia.
Nosso coração, caros leitores, funciona da mesma maneira.
Às vezes, necessita de uma “faxina”,
sacudir a poeira do tapete, abrir as janelas, deixar a poeira sair e trocar o disco do som.
É como uma mochila. Quando pesada demais com aquilo que não é necessário você se quer consegue se mover de tão pesada que está, correndo até o risco de contrair uma escoliose.
Nosso coração pesa também.
Nossos sentimentos se extrapolam, desarrumados.
Nosso passado nos prende e nos impede de progredir, seguir em frente.
Cabe a cada um se permitir a uma “limpeza” de vez em quando, limpar toda angústia, as depressões, decepções, medos inconscientes, culpas e toda consciência pesada.
Sem retirar os aprendizados que lhe percorreu por toda vida.
Mas acredite, essa limpeza só parte de mim, de você exclusivamente.
Não ache que há um telefone para os “Faxineiros do coração”, pois não há.
Fácil seria se houvesse, mas como o fácil só se limita com o morno, não há. O bom é o que queima, congela.
Extremistas. 8 ou 80, ou ser ou não ser, ou ter ou perder.
Permita-se a euforia. Vá além da definição de felicidade,
êxtase.
De modo que, cabe a cada um cuidar do que é seu e não deixar que ele, o coração, pese e afugente nossas esperanças.
Afinal, nós já admitimos que um ambiente limpo, organizado, é mais prazeroso para se viver.
É leve e aconchegante.
Se permita a ter um coração assim, leve e que lhe permita imaginar até onde nossos limites derem por um fim.
E verá que às vezes, menos é mais.
Pensamentos estranhos!
Começo agora a escrever para não enlouquecer.
As linhas que se seguem não as tomem por arte ou qualquer coisa que o valha.
É somente uma ordem ditada pelo “Eu”, que quer dar a luz a pensamentos (De origem que a mim ainda é desconhecida), parindo-os em letras, caso contrário apodreceriam em minha mente, envenenando-me.
Terminaria por abortá-los em forma de sarcasmo agressivo nos picos de fúria, oops, quero dizer euforia, ou frases de um pessimismo cáustico e mórbido, produzidos pela apatia angustiante.
Já sacaram do que “Eu” estou falando?
Mas deixemos os motivos e as razões para lá, pois agora preciso dar atenção aos que nascem.
Pensamentos estranhos vieram a mim, quase tive medo de pensá-los tal era a natureza deles.
Tudo começou em um dia desses, de uma semana dessas, que chovia muito, parecia que o próprio Divino liquefazia-se.
Olhando para o céu deu-me a impressão que uma nuvem recusava-se a chover, e na verdade parecia que procurava abrigo da chuva.
Viagem minha? Pode ser, talvez. Quem sabe?
O fato é isso me impressionou muito, todavia, resolvi não matutar sobre isto, e acabei por esquecer.
Até que em um dia desses, em uma semana dessas, em que fazia muito calor, parecia que o próprio Divino ardia em febre.
Tentando olhar para o Sol, queria blasfemar contra Ele, oops, que é isso? Uma nova impressão, um raio de Sol fugia de Si mesmo, e procurava uma sombra!
Eu sei, é demais até para mim mesmo que estou acostumado a viver em meio aos devaneios, porém, sendo alucinação, viagem, delírio ou não, foi a partir dessas duas visões, que desconheço a origem, e da ligação que fiz entre elas é que fecundaram minha mente onde germinaram tais pensamentos.
Será que não fugimos também de nossa natureza? Será que não nos recusamos a chover ou a raiar? Fugimos ou não de nossa virtude, ou seja, fugimos da causa primária de nossa Existência, que seria:
Evoluirmos como somos?
A liberdade começa quando as asas que foram pintadas pela ilusão e pela falsa beleza agora são libertas e voa pelos ares da valorização real e romântica.
É, me fizeste sorrir, mas agora chorar. Me fizestes esquecer, mas em troca me deste uma nova dor. Desapareça, me esqueça. Já entendi tudo, pro meu coração, não tem solução, direção. Ele está quebrado e não há quem junte os cacos, e é melhor assim porque todo “olá” termina num “adeus” lembras? Parece que a única que não lembra sou eu, porque insisto em sofrer? em perder?
Pronto!
Agora soltei os pássaros selvagens...
Gaiola aberta e eles vão voar por aí.
Não restou sequer um.
Apenas o vento calmo do verão
Na beirada do mar.
Eles estavam furiosos
E eu os deixei fugir.
Era isso o que queriam:
Voar a imensidão azul do céu...
São livres!
De vez!
Mas, eu sei...
Eu sempre soube!
Eles vão voltar,
Famintos e desesperados,
Sedentos de meu mundo...
Voem pobres pássaros!
Eu vos tornei livres,
Atrelados apenas
Ao que eu posso chamar de
Amor.
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