Minha Mãe
Me contento!
todos os dias me contento..
Me contento com o erro que sempre vou ser pra minha mãe..
Com as minhas escolhas certas , por que me inspira a escolher mais..
E com as erradas, por que me ensinam o caminho no qual devo seguir.
Me contento, todos os dias... com a saudade, a alegria momentanea, a distancia... As perfeitas lembranças, o adeus nunca dado.. o sorriso partilhado.. Me contento ...com o Hoje e o futuro que chega tão rápido..
Me contento, com os orgulhos que dei a minha família ainda que poucos, Me contento com a pessoa que virei.. Por cada atitude que tive que tomar sozinha e eu sabia que ninguém podia decidir por mim.
Me contento pela Vida que tenho, mesmo que seja tão passageira, cheia de conflitos e que muitas vezes queira me fazer parar...
Me contento quando acordo e vejo pela manha, o sorriso que minha irmã mais nova me da.
Me contento, com as idas e vindas... com essa minha vida que é só minha, e tô tentando viver..
Me contento com todos que acham ser errado, as questões que coloquei como certa pra que eu seja feliz do jeito que quero ser.
Me contento...
Toda manhã.. toda noite..todos os dias..
Mais mesmo com tanto contentamento, mesmo assim.. Eu só não me contento... Em te perder..
Se acaso algum dia acontecer de verdade, de seguirmos caminhos diferentes seja indo para a escola.. ou faculdade... ou nossa casa.. e principalmente nossa vida..
Nisso não me contentarei..
Podes ir.. mas volte.. por que o unico contentamento, é o de saber que me contento.. em te esperar.. como sempre esperei!
Eu com 6 anos de idade minha mãe começou a me ensinar a lavar as minhas calcinhas, com 7 anos já lavava algumas peças de roupas na mão mesmo, com 8 anos ela me ensinou a limpar uma casa, com 9 me ensinou a cozinhar e a me virar enquanto ela trabalhava fora... aos dos 12 aos 14 anos, eu a ajudava na roça plantando milho, feijão e capim... com 17, 18, 19 trabalhei em casa de familia... aos 20 anos obtive meu primeiro registro em carteira, trabalhei muito para ajudar meus pais... E assim passei minha vida, na luta, dias ruins, dias de glória... sei o que é passar fome, sei o que é usar um sapato apertado por que o pé cresceu e minha mãe não tinha dinheiro para comprar outro, sei o que é dor, amor, raiva, ódio... A vida me ensinou, as pessoas me ensinaram, o mundo me ensinou...
Cansada de tanta lição... Não quero aprender mais nada...
Certa vez minha mãe me disse, "As vezes me sinto ainda uma menina..." Foi a coisa mais linda e inesquecível que já ouvi de alguem beirando os 80 anos.
Hoje sei que é normal me sentir assim as vezes..uma menina
Da minha mãe aprendi que nunca é tarde,
que sempre se pode começar novamente.
Agora mesmo podes dizer "basta" aos hábitos
que te destroem, às coisas que te prendem
ao cartão de crédito, às notícias que te
envenenam desde a manhã, aos que
querem dirigir tua vida pelo caminho
perdido.
Minha mãe repete aos ventos que "não se troca por duas de quinze". É uma otimista! Eu, que esqueci de pedir favores aos deuses, só torço para não ser confundido com um múltiplo de vinte e cinco!
Mortas Metades
S i l v i a S c h m i d t
Que falta fazes, minha mãe querida!
Sempre te amei, mas não sabia o quanto.
Tu não mostraste em vida nenhum pranto
Que revelasse como eras sofrida.
Não sou mais eu depois de tua partida,
Busco minh'alma aqui por todo canto.
Onde estará meu tão perdido encanto?
Onde encontrar agora um fio de vida?
Partiu contigo o amor que eu tanto via,
Foi-se de mim a busca da alegria,
No meu silêncio cresce a tua saudade.
Que falta fazes, linda senhorinha!
Morreu contigo uma metade minha,
E morta aqui restou a outra metade.
É o choro que lava a alma... “MINHA MÃE, MEU GRANDE AMOR”, o amor verdadeiro ultrapassa todos os limites.
Depois da partida da minha mãe, Walnice, a saudade tem sido um sentimento constante na minha vida, mas sempre em datas comemorativas fico mais vulnerável e acaba doendo muito mais. A cada dia que passa a saudade aumenta, é uma saudade que não da para explicar, saudade das broncas, do abraço, do cheiro, da pele, do sorriso, das brincadeiras, dos conselhos, das conversas... Queria estar perto dela só mais um pouco, queria ouvir o meu nome saindo dos seus lábios, queria um abraço, eu queria... eu queria... eu queria... ...tantas coisas que só temos a coragem de dizer ou fazer quando a gente perde alguém ou quando a pessoa não esta mais entre nós. Quando nascemos à ordem natural das coisas é essa, já sabia que um dia isso iria acontecer e nos separaríamos, e ela iria fazer uma falta absurda. Mas agora que a separação é pra valer, a dor é bem maior que eu poderia imaginar. É nesse momento que a saudade teima em doer, uma dor sem cura.
Eu sei que sou uma pessoa muito feliz, pois tenho por perto dois irmãos com quem posso contar, tenho duas filhas com saúde e com um futuro lindo e promissor pela frente, tenho duas sobrinhas que amo muito e que sempre estarei aqui para o que der e vier, tenho amigos verdadeiros ao meu lado com quem divido minhas alegrias e lamentos. Todos eles com muito carinho e ouvidos. Mas ninguém é igual a minha mãe! Que vibrava junto com minhas conquistas e chorava com minhas perdas. Escutava e prestava atenção a tudo que eu dizia mesmo que aquilo não fosse nem tão importante. Eu achava que a minha mãe era eterna e que iria ter sempre ela ali comigo para me aconselhar. Se eu falasse mal de alguém sem razão ela na hora me escutava e me dava forças mesmo que depois ela me mostrasse outra visão dos fatos e falava que não precisava daquele desgaste todo. Coisas, que só nossa mãe faz!
São pequenas coisas que fazem uma diferença enorme e que só percebemos quando ela não esta mas entre nós. Um paliativo pra essa dor, só o amor dos nossos filhos. Não é tristeza, é só saudade de um tempo bom que vivemos.
Um conselho de uma pessoa amiga: não deixe de aproveitar pequenas coisas ao lado dessa pessoa maravilhosa que Deus colocou em sua vida para te amar, cuidar e proteger. Aproveite muito, muito, muito... Pois, em um futuro próximo ela não vai mais estar aqui e você vai perceber que um pouco ou muito dela vive em você.
Saudade é um amor puro e verdadeiro que fica.
Minha mãe.
Um texto não precisa exaurir uma ideia, assim como uma iguaria não precisa matar a fome.
A morte é o fim e pode ser também o começo, a religião não foi feita para ser entendida, devemos aprender a ler os sinais do Criador para acreditar que não estamos aqui por acaso.
Depois disso, dá para escrever essas linhas sem a preocupação de que mais de noventa anos de vida possam ser resumidos em algumas palavras.
Minha mãe partiu!
Apesar do o triste e doloroso último ano ela não tinha nenhuma doença e não queria morrer. O brilho nos olhos durou até o último suspiro e espero que ela já tenha encontrado aqueles a quem amou e de quem teve as melhores lembranças.
Muitos vivem, alguns deixam um legado e a saudade é personalíssima, podendo ser dolorosa para uns e gostosa para outros.
O legado deixado pela minha mãe vive dentro de mim como sempre viveu. Sou capaz de lembrar-me dela desde os meus cinco anos de idade, me acompanhando nas lições do colégio, com muito rigor e com doçura.
Lembro-me dela por toda a vida deixando de lado a sua para acompanhar a minha. Lembro-me do seu desespero quando na rebeldia dos meus vinte anos, ameacei deixar a escola e ela me convenceu a continuar.
Lembro-me da mãe guerreira que cuidou da casa sozinha e ainda trabalhou, dando aulas particulares de piano na casa dos alunos, poupando-os do trajeto que ela fazia sem reclamar.
Lembro-me da sua alegria de encontrar um novo companheiro, com quem viajou todo o mundo por várias vezes e de quem falava sempre com muito carinho em vida e depois que ele partiu.
Lembro agora e sempre lembrarei, que a parte boa de quem sou veio dela.
Não estou triste. Com a convicção que ela tinha que ao partir reencontraria seus queridos, breve estaremos juntos novamente.
Minha Mãe, Mãe Bárbara
Mais que Senhora linda,
Senhora negra, Senhora da bondade.
Quanto amor vós tens por tua Comunidade
Senhora que recebeu de Deus o dom de humanidade.
Filha de Oxalá, paz tens e nos trazes,
Calor da Mãe Iansã que nos aquece com equidade
Filha do Tempo, senhora da mudança, que muda nossos pensamentos,
Senhora de palavras fortes e eficazes.
Senhora do olhar de Xangô,
Senhora do N´kise Lembá,
Senhora minha Senhora,
Senhora do caminho de Obatalá;
Senhora que recebeu o Adjà,
Mãe do meu Kanzuá,
Senhora filha de Caxuté,
Senhora da Língua Bantu,
Senhora da Língua Yorubá;
Senhora minha honradez,
Senhora que ao mundo meus avós geraram felicidade,
Senhora que sabe que vos amo,
Senhora responsável por minha honestidade;
Senhora de asè
Sacerdotisa Afro, Mãe do abà,
Mãe Bárbara do Terreiro Caxuté,
Mameet´u dyá N´kise Kafurengá.
Glossário
Oxalá: Orixá do manto da Paz;
Iansã: Senhora das Tempestades, dos trovões, dos raios;
Tempo: kitembu, Divindade do povos africanos bantu;
Xangô:Orixá da Justiça;
N´kise: caminhos, força da natureza, dinvindade bantu como os Orixás dos Yorubás;
Lembá: Dinvindade bantu, assimilado com Oxalá;
Obatalá: senhor dos caminhos;
Adjà: instrumento de percusão de posse do (a) Sacerdote (isa) Afro;
Kanzuá: palavra bantu que significa casa, lugar de culto as divindades;
Caxuté: Terreiro de Candomblé da nação Angola bantu;
Yorubá: Idioma falado pelos nigerianos;
Asè (axé): força sagrada da natureza;
Abà: amor;
Mameet´u dyá Nkise: título de uma sacerdotisa afro nos candomblés angola bantu;
Kafurêngá: nome religioso de Maria Balbina dos Santos, Mãe Bárbara do Terreiro Caxuté.
Se mãe do outro e minha mãe, uma rapariga de 15 anos que nasce um filho passa a ser minha mãe também?!
Meu pai, me deixou, minha mãe me assumiu, vergonha tenho de todo o homem covarde, orgulho de toda mãe solteira, peço a Deus que as abençõe
Um fato, Minha mãe esperou 9 meses para mim nascer mais não pode esperar 5 minutos para mim sair do PC.
Consigo dizer "não" pra minha mãe, pro meu cachorro, para os meus amigos, pra mim, mas nunca consegui dizer "não" pra você, nem pro meu coração quando ele dizia que te queria dentro de mim. Sou meio louco às vezes, falo o que não devia falar, mas não consigo dizer o que você merecia ouvir. Posso ser estúpido às vezes, com meus amigos, com meu cachorro, até com a minha mãe, mas não consigo ser estúpida com você. Me diz que mágica é essa, menina? Que me faz surtar, te odiar, te amar e te querer, tudo ao mesmo tempo. Você me irrita, me desequilibra mas ainda sim, me deixa em paz. Eu te amo, do meu jeito louco, mas ó, eu te amo!
