Minha Filha
Minha filha,
A vida se multiplicou em ti. E agora, o mundo tem mais uma alma que carrega tua ternura, tua força e tua fé. Que essa criança cresça sob o manto da tua história — e que cada passo dela seja também um louvor à tua existência.
Minha filha, não sei como isso foi acontecer. Nós sempre fomos tão amigas. Você me deixa tão triste com as suas atitudes. Eu sempre fiz de tudo por você. Mesmo nas vezes em que errei, sempre tentei fazer o que achava que seria melhor e também dar o meu melhor por você. Espero que a gente consiga ultrapassar essa situação!
HOMENS E MENINOS
Na vida amei várias mulheres
minha mãe
minha esposa
e minha filha
mas menino amei um homem
que era meu pai
e agora que sou adulto
amo um menino
batizado de Pedro
e que eu chamo de neto
Ninguém roga praga pra minha filha! Entendeu bem? Porque mexeu com ela, mexeu comigo! E, pode acreditar, mexer comigo não é uma boa.
Para minha filha, Luana de Faria.
Lu, este texto traz uma breve reflexão sobre a nossa constante busca pela felicidade. Penso que não existe uma fórmula exata. Estamos constantemente em processo de busca, seja de paz espiritual ou equilíbrio mental. Essa busca faz com que não nos demos conta de que, dia após dia, esquecemos de viver o presente, fazer bom uso da nossa liberdade, livre arbítrio, aprender com os er-ros e acertos, dar prioridade para o que realmente buscamos: a paz de espírito. Esse exercício de habitar o presente faz toda diferença em nossas vidas, e faz com que não entremos em colisão com a infelicidade. Penso que a felicidade está ligada ao autoconhecimento, com a decisões conscientes, sempre pensan-do no bem-estar do coletivo e demonstrando coragem para enfrentar o desco-nhecido.
Luana, o que é necessário para sua felicidade?
Sei que não existe uma definição exata para a felicidade. Talvez ela seja um estado de espírito em harmonia com nosso corpo, alma e organismo. Ima-gino que se contemplarmos o belo diariamente, com uma pitada do ócio, não faria mal a ninguém. Algumas pessoas diriam que felicidade é sinônimo de acumular muito dinheiro, ostentação, ou até mesmo ter um relacionamento com cumplicidade e amor verdadeiro. Na minha opinião, ela existe nos prazeres momentâneos. Não existe uma fórmula mágica que te deixaria feliz o tempo inteiro, uma vez que a vida é repleta de fases, sejam elas boas ou ruins. Quando as pessoas se aproximam umas das outras por algum interesse, a felicidade se torna temporária.
No dia a dia, quando temos um lapso de felicidade, percebo que é impossível um mero mortal viver feliz o tempo todo. Como encaramos os nossos problemas? Todo mundo deseja a felicidade em sua plenitude, estar feliz de-pende de como nós fazemos as nossas escolhas e se estamos acertando no uso do livre arbítrio. Devemos viver intensamente a vida e não se apegar à conta bancária ou riquezas materiais. Devemos pensar que, se nós conseguirmos ad-ministrar bem o presente, vivendo intensamente o hoje e o agora, estaremos livres dos monstros que perturbam a nossa mente. Com perseverança e amor ao próximo, estaremos felizes, passaremos a maior parte da nossa caminhada com a mente livre dos espíritos maus. Ser feliz é um projeto de vida que todos nós almejamos, e não existe ouro nem prata nesse mundo que possa comprá-lo. Podemos ser felizes sem ter alcançado a felicidade plena?
Luana, quando romperam o meu cordão umbilical pela primeira vez, também cortei as amarras da dependência materna, senti o prazer da liberdade e ao mesmo tempo assumi os riscos do livre arbítrio. Trocar o certo pelo duvidoso não é uma tarefa nada fácil, principalmente quando escolhemos trocar de em-prego, iniciar ou terminar um namoro, ir trabalhar em outra cidade (ficando dias e dias longe de quem amamos), fazer uma prova em um vestibular ou um concurso público. Toda decisão rápida exige mudanças significativas em nossas vidas, uma vez que isso requer muita disciplina, muito estudo, busca de novos conhecimentos… Por outro lado, ao tomar uma decisão também atraímos “energias”. Não sei dizer se são só positivas ou negativas. O certo é que um no-vo começo exige cautela, principalmente quando conhecemos novos amigos, por não sabermos com qual grau de “interesse” estaremos lidando. Aventurar-se em uma nova jornada pelo inexplorado não é um exercício fácil, o próprio “novo” traz insegurança para você e para quem se aproxima de você. Quando conhecemos alguém, sempre surgem aquelas dúvidas: “Até onde posso confiar?”, “Devo arriscar todas as fichas nesse novo relacionamento?”. Com o passar do tempo, você vai amadurecendo, buscando mais conhecimento. Daí você percebe que sua luta não se tornou em vão. As diferentes etapas e as pequenas conquistas fortaleceram seu psicológico e te amadureceram como pessoa. Romper e não se conformar com o óbvio te proporciona enxergar um novo rumo no horizonte. Por isso, não é necessário emancipar-se para aprender a desa-fiar e saber lidar com seus próprios medos, considerando que nossas escolhas permitem que adquiramos confiança e fortalecem nosso emocional para enfrentarmos novos desafios. Que esse acampamento simbolize um passo enorme e um olhar reflexivo para o futuro. A palavra de Deus diz: “Tudo posso na-quele que me fortalece”. Façamos a nossa parte que ele estará conosco. Além dEle, sua família sempre estará contigo em todos os momentos da sua vida.
Nós te amamos, filhinha. Deus te abençoe hoje e sempre.
Ass.: Gilson, Izabel, Vinícius e Nicole.
04/10/2025
Minha filha é tão ruim em Lingua Portuguesa que eu acho que vou fazer um filme chamado Eu,Minha Filha e a lingua portuguesa.
BELEZA ESPLÊNDIDA
- Homenagem à minha filha -
Numa mistura fina e requintada.
Do fruto... Do mais perfeito amor!
Nasce! Cresce! E resplandece!
Um ser lindo que fora bem desenhada...
Em dia de profunda inspiração!
Ela é colírio para os meus olhos
E a letra perfeita de minha canção!
Stephanie que fora consagrada...
Desde o ventre materno.
Para tornar-te minha princesa Sarah:
De amor eterno
Genuíno e verdadeiro!
Enquanto em vida - perto de ti!
Num esforço diário - de ti nunca me afastarei!
Para dar-te a proteção devida.
És - a minha vida!
És - a minha princesa querida! - O presente maior
Que de Deus - Um dia ganhei!
De pai para filha.
Realmente não pensei que eu fosse chorar, mas minha filha você estava tão linda e tão mulher. No primeiro instante chorei de saudades. Sim, já sinto saudades, penso que não posso ser egoísta e não serei. Mas bem que você podia casar só na semana que vem, ou quem sabe no outro mês!
Márcia, minha doce filha, o que desejar a você? Desejo o mundo, aquele mundo bem rosa com lilás, aquele que fazia você sorrir, sorrir, sorrir...
Então disse ela: Espera, minha filha, até que saibas como irá o caso, porque aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio.
NOSTALGIA PATERNA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
- Saudades de você, minha filha.
- Ué, pai; mas estou aqui todos os dias. Que história é essa?
- Saudades de você na cadeirinha da bicicleta. Pedindo para ver canoas no Rio Suruí. Feliz da vida com um presentinho de nada. Chorando porque me ouviu dizer, de brincadeira, que trocaria nossa casinha humilde por uma mansão. Dando gargalhadas gostosas por qualquer brincadeirinha boba. Deitada na rede, lendo livrinhos infantis. Pulando no upa-upa. De olhinhos arregalados, ouvindo minhas histórias. Dormindo ao som das musiquinhas que fiz para niná-la. Gostando de ser chamada de molequinha.
- Ih, pai; por que esse papo agora? Já acabou?
- Não, filha, tem mais...
- Mais o quê, pai?
- Saudades de quando você não perguntava “que história é essa”... nem dizia “ih, pai; por que esse papo agora?”.
- O que mais, pai?
- Já terminei. Agora o beijo de boa noite.
- Tá bom; pai. Beijo. Boa noite.
Seja sua melhor companhia!
Amo estar com minha filha
Amo estar com meu neguinho
Amo estar com minha família
Amo estar com minhas amigas.
Mas o que não abro mão é de estar comigo mesmo, me priorizo, me mimo, me valorizo.
Não tem coisa melhor do que estar só e ler um bom livro, assistir à série preferida, tomar um café gostoso, deitar no sofá e refletir na vida. Escrever histórias e sonhar acordada. Aprecie a sua companhia. Não é solidão, é amor-próprio!
Boa noite, Jullyana, minha filha que só me dá trabalho! Que sua noite seja tão tranquila quanto a minha tentativa de descansar depois do seu barulho. Você é a luz da minha vida — principalmente quando esquece a luz acesa no quarto. Meu coração transborda de orgulho, principalmente quando você finalmente faz algo certo. Descanse, recarregue suas energias, porque amanhã tem mais missão impossível para mim cuidar de você, mesmo que seja de longe (ou tentando fugir).
Oi, minha filha, hoje eu vi que vc não está muito bem, mas quero que saiba que eu sempre estarei com vc, bom, mas toda vez que vc chora eu estou sempre do seu lado, só que não consegue me ver.
Antes De Eu Andar Como Um Playboy,
A Minha Filha Vai Andar E Viver Como Uma Verdadeira Patricinha!!!
Mandou ver minha filha! Tô gostando de te ver assim. Valorizando-se o pouco se chega ao muito! Beijos.
Pisquei os olhos, anoiteceu
Bocejei, o cabelo alvejou
Deu um pulo, a minha filha cresceu
Gargalhei, a aposentadoria chegou
SENHOR MEU DEUS, nessa data..., peço-te que guie e proteja minha filha Bruna nos cuidados com minha neta Maria Cecília.
Que livre de todo mal, perigo e tentação.
Que a tua luz ilumine o caminho e dê força para ela enfrentar os desafios e a rotina de responsabilidades.
Que o Senhor te conceda dias de paz, onde cada decisão seja guiada pela sabedoria divina e cada passo seja abençoado.
OBRIGADO MEU DEUS 🙏❤️
Capítulo — Quando a porta se fechou
A chegada da minha filha mais nova deveria ter inaugurado um dos períodos mais felizes da nossa família. Mas, quase ao mesmo tempo em que ela nasceu, o mundo inteiro fechou as portas. A pandemia nos trancou dentro de casa, silenciou as ruas, modificou rotinas e obrigou milhões de pessoas a reaprenderem a viver.
Eu acreditava que estávamos enfrentando apenas mais uma fase difícil.
Não estávamos.
Enquanto o mundo parava, meu casamento também parava — só que de uma forma muito mais silenciosa.
Meu marido já não era mais meu marido.
Ele vinha para casa apenas para jantar e dormir. Nos fins de semana, trabalhava. As conversas desapareceram. Não existiam mais planos, risadas, confidências ou discussões sobre o futuro. Falávamos apenas do que faltava comprar, das contas da casa ou de alguma necessidade imediata das crianças.
Nem sobre os filhos ele perguntava.
É claro que eu percebia que alguma coisa havia mudado. Mas tentei justificar tudo.
Pensei que fosse a pandemia. Pensei que fosse o peso de um bebê recém-nascido. Pensei nas dificuldades financeiras. Pensei na minha própria dor, porque eu ainda não havia aprendido a sobreviver à morte da minha mãe. Havia dias em que a saudade voltava inteira, sem pedir licença, e eu mal conseguia respirar.
Talvez, eu dizia para mim mesma, fosse apenas uma fase.
Talvez estivéssemos todos emocionalmente cansados.
Passei um ano inteiro acreditando nisso.
Mas o amor, quando vai embora, deixa pistas por todos os cantos da casa.
Ele já não pegava nossa filha caçula no colo. Não brincava com ela. Não perguntava como ela estava. Saía cedo, sem sequer dizer bom-dia, e voltava apenas para cumprir uma rotina mecânica de comer e dormir.
O que mais me machucava, porém, era vê-lo perder a paciência com nosso filho do meio. Qualquer motivo era suficiente para uma explosão, e eu sempre precisava me colocar entre os dois para protegê-lo.
A casa já não era um lar.
Era apenas um endereço onde quatro pessoas dividiam o mesmo teto.
Até que chegou um sábado de novembro.
Ele entrou com um lanche nas mãos. Entregou às crianças. Sentou-se. Comeu em silêncio.
Então olhou para mim e disse, sem alterar a voz:
— Vou embora. Não aguento mais.
Foi como ouvir uma sentença.
Perguntei por quê.
Disse que podíamos conversar. Que poderíamos tentar. Afinal, eram treze anos de casamento. Treze anos de histórias, sonhos, dificuldades e conquistas.
Mas ele já havia partido antes mesmo de sair pela porta.
Disse apenas que estava com depressão e que precisava se afastar.
Naquele momento, eu acreditei.
Por mais que meu coração estivesse sendo despedaçado, minha maior preocupação deixou de ser o fim do casamento.
Passei a acreditar que o homem que eu amava estava doente.
E pessoas doentes precisam de cuidado, não de abandono.
Depois que ele saiu, tentei ligar todos os dias.
Mandava mensagens.
Perguntava se estava bem.
Perguntava quando veria as crianças.
Não havia respostas.
Nenhuma.
Nem para saber dos próprios filhos.
Naquela época eu também enfrentava outro medo.
Eu estava desempregada.
Precisava alimentar duas crianças pequenas e reconstruir uma vida inteira.
Foi então que decidi transformar um pequeno espaço da casa numa sala de reforço escolar.
Comecei com apenas dois alunos.
Era pouco.
Mas era um começo.
Em dezembro já atendia quatro crianças. Ainda não resolvia todos os problemas financeiros, mas me devolvia algo que eu havia perdido havia muito tempo: a sensação de que eu podia construir alguma coisa com as minhas próprias mãos.
Foi também em dezembro que ele voltou.
Não porque sentisse saudades.
Nem porque quisesse conversar.
Eu havia mandado uma mensagem dizendo que, se ele não buscasse seus pertences, eu colocaria tudo no lixo.
Ele apareceu.
Entrou em casa como quem nunca tivesse ido embora.
Deu bom-dia.
Sorriu para as crianças.
Brincou com elas.
Riu.
Como se nada tivesse acontecido.
Depois devolveu a chave da casa, pegou suas coisas e foi embora.
Simples assim.
Sem lágrimas.
Sem conversa.
Sem despedida.
Sem qualquer demonstração de emoção.
Parecia alguém visitando parentes distantes durante uma viagem: entra, cumprimenta, pega o que veio buscar e segue seu caminho.
Naquele momento, eu ainda alimentava uma pequena esperança.
O Natal estava chegando.
Treze anos juntos.
Dois filhos.
Talvez ele aparecesse.
Talvez quisesse reconstruir alguma coisa.
As crianças pediram para falar com o pai.
Liguei.
Ele atendeu.
Havia música ao fundo.
Estava arrumado.
Desejou feliz Natal.
Mas disse que não viria.
Naquele instante, algo dentro de mim finalmente acordou.
Ele não estava tentando se curar.
Não estava vivendo um tempo de afastamento.
Ele já estava vivendo outra vida.
E, pela primeira vez desde que tudo começou, compreendi que eu precisava parar de esperar.
Naquela noite, entendi uma verdade dolorosa.
Os filhos eram meus.
A responsabilidade era minha.
A força teria que nascer de mim.
Não porque eu tivesse escolhido isso.
Mas porque a vida havia escolhido por mim.
E, embora eu ainda não soubesse, foi exatamente naquele momento — quando todas as portas pareciam fechadas — que comecei, silenciosamente, a reconstruir a mulher que eu seria dali em diante.
