Minha Amiga Debutante

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Ouvir o silêncio absoluto é a única forma que encontro para acalmar as inquietudes da minha alma.

Minha canção de ninar é o rock'n'roll.

O único dom que me salva é a distração. Ela preserva a minha sanidade.

Marcos Zusak
A menina que roubava livros. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.

A profundidade de cada nota em um violino é marcado como um grito da minha alma.

Teu ego espanta meu estado de espírito. Teu ser espanta minha alegria. Tu és escravo da própria arrogância. Tu és escravo do próprio gênero do ser. Tu és fúria vivida. Tu não és nada.

Vontade de sumir,
anda diminuindo a vontade de estar.
O pior é que a culpa é toda minha,
chega a ser trágico não ter a quem culpar.

Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio. Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quantas mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo – é por esconderem outras palavras. E qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Só não sei porque não ouso dizê-la?

Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida.

As palavras é que me impedem de dizer a verdade. Simplesmente não há palavras. O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes. Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial.

Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora. Simplesmente as palavras do homem.

Clarice Lispector
Borelli, Olga. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
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Eu me inspiro nas pequenas coisas, numa borboleta em minha lâmpada, num sorriso de criança, num livro de cabeceira. Porque as pequenas coisas, na verdade, têm um valor gigante.

Deus é o que cinge minha força e aperfeiçoa o meu caminho.

[...] e nas noites solitárias do meu eu, saio pra dançar salsa com a minha confusão

Eu até que nem gostava
De sair da minha casa
Mas quando eu menos esperava
Parece que criei asa.

Vai passar, vai passar
Vou sobreviver a isso
Vou dar a volta por cima
Como sempre foi em minha vida
Vai voltar minha alegria
Isso não vai me derrubar
Sou forte, determinada, amada e confiante...
Vou encontrar alguém, eu sei que vou
Só vai ser lembranças, só lembranças.

Faço tanta coisa
Pensando no momento de te ver
A minha casa sem você é triste
A espera arde sem me aquecer...

Não tenho medo de transbordar. Sigo caindo, me arranhando. Minha alma fica ferida. Carrego cicatrizes que para sempre serão lembradas. E mesmo assim, transbordo. Vou jogando intensidade em tudo o que faço. Em tudo o que sinto. Minhas amizades são cultivadas com verdade. Os meus amores são eternos. Sinto a certeza batendo forte no meu peito. Minha esperança nas pessoas é infinita. Me arrebento, mas não caio
na armadilha de viver nada sem graça.
Sem ritmo. Sem cor. Pela metade.
Por isso a minha gargalhada é alta
e os meus olhos brilham.

Quando eu penso na minha vida e nas coisas que estão acontecendo, automaticamente eu visualizo a minha imagem, a de uma menina-mulher fraca, encurvada, quase estendida no chão, mas ainda se levantando devagar e dolorosamente. Ela às vezes cai, chora, e com os cabelos sobre rosto, embaraçados, ela pede socorro a Deus. E Deus segura na mão dela e a ajuda a se levantar. Mas Ele a encoraja a tentar se levantar por si, e permite que ela às vezes caia novamente, para que na próxima tentativa de se erguer, ela esteja um pouco melhor, tenha aprendido algo e esteja um pouco mais forte e um pouco mais confiante em si. Ela neste momento está de joelhos. E ela está com o coração cheio de medo, mas ela está tentando se levantar sem cessar. Ela vê o amor na natureza, nas coisas, nas pessoas e isso a faz sentir melhor e cada vez mais capaz. Ela caminha em direção à luz. Ela suplica pela luz, pois ela significa, de alguma forma, a própria luz. Algo está escuro, algo está embaçado, mas já há algo clareando sua visão. A menina-mulher não desiste mesmo quando todos dizem que o caso dela está perdido. Ela tem consigo aquela frase "antes tarde do que nunca". E caminhando ela vai, seu corpo se rebaixa quando algo dá errado, mas aí vem a lição, pois o universo conspira a seu favor, e Deus a orienta, aí ela tenta novamente, seu corpo se ergue aos poucos e a encoraja cada vez mais, e assim sucessivamente até encontrar a luz plena e a resposta para tudo. Porque não só a menina-mulher, como todos nós merecemos a luz e a felicidade em nossas vidas, mesmo quando tudo "parece" estar tão ruim.
Eu estou aprendendo a ser otimista, se não a minha imagem estaria já despejada ao chão, incapaz de mover um dedo.

"Não existe nada de completamente errado no mundo, minha filha", disse o seu pai, olhando o relógio.
“Mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia.”

Paulo Coelho
Brida. Rio de Janeiro: Editora Rocco. 1990.

"Cataloguei minhas mágoas, ressentimentos de estimação, rasguei os retratos da minha decepção. O amor chegou, era preciso limpar a casa. Veio decidido mudando tudo de lugar, aspirando a poeira do tempo, abriu as janelas da alma para o sol entrar, invadiu meu mundo, fez dos seus braços minha morada, do seu sorriso minha estrada, ensinou meu coração a dançar."

É maravilhoso. É simplesmente a coisa mais espectacular do mundo. Ele mudou a minha vida. Ele é realmente centrado em mim. Sempre que penso que qualquer coisa é importante. eu vejo o seu sorriso. Ele fez de mim a melhor pessoa que eu poderia ser.

Que a minha aparente fraqueza não seja escada para a sua maldade.

Eu gosto dela,
Ela diz que gosta de mim...
Por que não estamos juntos?
Simples, minha conta bancária ainda não encheu o coração dela de amor...