Minha Alma tem o Peso
... algo
dentro de mim sempre sabe
aonde meus passos me têm levado -
sobre questões que o destino me
reserva - embora ainda pouco
inclinado a me
contar!
... nosso Criador
não tem pressa, pois, antes
de qualquer urgência, Ele prioriza
o real sentido das coisas.Afinal, sem
absorver esse sentido, não hápor que
correr; nem sequer para
onde correr!
... o que precisamos
entender como 'atrasos de vida',
pouco tem a ver com o tempo: suas
enfáticas impressões e complexidades;
subjugados, contudo, à nossa
descomunal ausência de
propósitos!
O amor que Beatriz emana tem a magnitude de uma obra de arte, uma felicidade pura, marcada pela sua rara delicadeza e amor em todos os corações que toca.
Fanfarrice
o que
tem-se
em mente
e em mãos;
Tá ficando bravo
o fato de
se resumir
sem empobrecer,
mas amigo
não vem ao caso
sendo o jugo
suave
e o fardo leve.
⛑️AiD Tem 1 ditado que diz:
"O despreocupado tem mais 1000 de vida"
O despreocupado tem mais tempo de vida porque o seu subconsciente é menos vulnerável
"Como o homem, o animal tem aquilo a que chamais consciência, e que não é outra coisa senão a sensação da alma quando fez o bem ou o mal? Observai e vede se o animal não dá prova de consciência, sempre, relativamente ao homem. Credes que o cão não saiba quando fez o bem ou o mal? Se não o sentisse, não viveria."
Charles, Espírito.
- Revista Espírita,julho,1860 -
“A alegria verdadeira cresce lentamente como uma árvore antiga. Quem tenta colhê-la antes do tempo encontra apenas folhas, nunca frutos.”
JÓIAS DEVOLVIDAS.
Do livro: Quem Tem Medo da Morte?
de Richard Simonetti.
“Jóias Devolvidas” é um dos contos mais conhecidos e emocionalmente penetrantes da literatura espírita contemporânea. A narrativa apresenta uma reflexão profunda sobre o apego humano, a transitoriedade da matéria e a verdadeira natureza dos vínculos afetivos sob a perspectiva da Doutrina Espírita.
O enredo gira em torno de uma mulher que perde prematuramente os filhos e mergulha numa dor devastadora. Revoltada contra Deus e incapaz de aceitar o sofrimento, ela procura um sábio homem espiritual em busca de explicações. Esperava consolo imediato, talvez alguma fórmula para anestesiar a própria angústia. Entretanto, recebe uma comparação inesperada.
O mentor lhe pergunta se ela possuía jóias valiosas guardadas em casa. A mulher responde que sim. Então ele questiona:
“Se alguém lhe emprestasse jóias preciosas durante alguns anos e depois viesse buscá-las, você acusaria essa pessoa de roubo?”
A mulher responde negativamente, afirmando que aquilo que é emprestado continua pertencendo ao verdadeiro dono.
É nesse instante que surge o núcleo filosófico do conto.
O sábio explica que os filhos não pertencem aos pais em sentido absoluto. São Espíritos imortais confiados temporariamente ao cuidado da família terrestre. Deus os concede por empréstimo sublime para que haja aprendizado, reencontro, reparação e amor. Quando regressam ao plano espiritual, as “jóias” são apenas devolvidas ao verdadeiro proprietário da Vida.
A alegoria é profundamente coerente com os princípios espíritas sobre reencarnação e sobrevivência da alma. Segundo O Evangelho segundo o Espiritismo, os laços familiares transcendem o túmulo, e a morte física não rompe os vínculos do afeto legítimo. O corpo perece, porém o Espírito continua sua jornada evolutiva.
O conto não banaliza a dor materna nem reduz o luto a um discurso frio de resignação. Pelo contrário. Richard Simonetti trabalha a dimensão psicológica da perda mostrando que o sofrimento nasce, muitas vezes, da ilusão de posse. O ser humano acostuma-se a dizer “meu filho”, “minha esposa”, “meu pai”, como se as almas fossem propriedades definitivas. O Espiritismo, entretanto, ensina que ninguém possui ninguém. Todos são companheiros temporários na travessia terrestre.
Há também um aspecto moral extremamente elevado na narrativa. A maternidade e a paternidade aparecem como missões espirituais e não como direitos absolutos. Os pais são administradores de consciências em formação, responsáveis por oferecer amor, orientação ética e amparo moral enquanto durar a experiência encarnatória.
Sob prisma psicológico, o conto toca numa das maiores angústias humanas: o medo da separação. A perda física parece insuportável porque a consciência materialista encara a morte como extinção. Já a visão espírita modifica radicalmente essa percepção. A ausência transforma-se em distância temporária. O túmulo deixa de representar destruição definitiva e passa a simbolizar apenas mudança de estado existencial.
A força do texto reside justamente na simplicidade simbólica da metáfora. As jóias representam aquilo que mais amamos. E quanto mais valiosas, menos realmente nos pertencem. O amor verdadeiro não aprisiona, não reivindica posse e não exige permanência eterna na matéria. Ama sabendo libertar.
O conto também dialoga profundamente com a questão 934 de O Livro dos Espíritos, quando se discute por que criaturas boas sofrem tanto na Terra. A resposta espírita demonstra que as provas dolorosas frequentemente possuem finalidade educativa, expiatória e evolutiva. Muitas vezes, reencontros familiares são breves porque certas almas necessitam apenas de pequeno contato regenerador antes de retornarem ao mundo espiritual.
Richard Simonetti consegue transformar uma reflexão doutrinária em experiência emocional. Não escreve apenas para instruir intelectualmente, mas para tocar regiões profundas da alma humana. Seu conto convida o leitor a substituir revolta por entendimento, desespero por esperança e posse por gratidão.
A verdadeira tragédia não é devolver as jóias ao Céu. A verdadeira tragédia seria jamais ter recebido seu brilho por um único instante sequer.
Fontes:
Quem Tem Medo da Morte?
O Livro dos Espíritos.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
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Eu sei que você tem perguntado por mim. Ouço suas dúvidas ecoando por aí, questionando se eu sequer te conheço ou se já estou a caminho. A verdade é que eu também estou nesse labirinto.
Talvez eu esteja agora mesmo em uma livraria que você frequenta, ou talvez eu more em outra cidade e o destino ainda esteja organizando as passagens. Enquanto você se pergunta o que eu "faço da vida", eu sigo aprendendo a ser a pessoa que você espera. Estou aprendendo a amar, a errar e a me preparar para quando nossos mistérios finalmente se cruzarem.
Não ache que estou me escondendo de propósito. Às vezes, a vida exige que a gente "morra de amores" em outros lugares primeiro, só para darmos o devido valor quando o encontro for real.
O que posso te prometer hoje:
Eu existo: Mesmo que eu seja apenas uma ideia ou um rastro agora.
Eu vou chegar: Não no seu tempo, nem no meu, mas no tempo em que "voar" seja a única opção para nós dois.
Eu também espero por você: Com a mesma leveza e o mesmo frio na barriga.
Os olhos do Senhor conservam aquele que tem conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.
sfj,reflexões bíblicas
"Ninguém tem o direito de limitar até onde um trabalhador pode chegar. O futuro pertence a quem tem a coragem de sonhar alto."
