Minha Alma tem o Peso
Quebrado ou inteiro, eu sempre estive na mão do oleiro,
Nos piores e melhores dias da minha vida a mão dele continua sobre a minha vida
Mas com a tua amável graça me perdoaste, meu coração transformaste, o rumo de minha vida mudaste, e hoje continuas o que uma vez começaste.
Como pode a Luz que bate em minha face trazer-me a escuridão? Esses me são dias tão estranhos...
Eis que está personificada em uma só pessoa todas as estacoes, mas em mim apenas o inverno...
Há distância em todas as formas.
Como podes oh Deus isso se dar?
Neste instante até o derradeiro peço como fez Sebastian Bach: Não voltai de mim a vossa face!
Quis com estes pormenores demonstrar uma coisa: que esta obra não é exclusivamente minha, que é, antes, o reflexo de um pensamento mais elevado que procuro interpretar. Está de acordo em todos os pontos essenciais com as vistas expressas pelos instrutores de Allan Kardec.
(Livro "Muitas Vidas, Uma Só Alma")
Xeque-Mate
No tabuleiro frio da vida,
cada passo é planejado,
o silêncio é minha armadura,
meu esforço, meu legado.
Enquanto zombam dos meus planos,
em gargalhadas vazias,
eu sigo firme, sem alarde,
plantando noites e dias.
Não preciso de trombetas,
nem de olhos a me ver,
pois quem brilha antes da hora,
costuma escurecer.
E então, no momento certo,
sem temor, sem falsidade,
a peça branca avança o campo…
E grita: XEQUE-MATE!
O rei negro cai em ruína,
num estalo de explosão,
é o fim de quem subestima
o poder da preparação.
Trabalhei calado e firme,
sem vanglória, sem alarde.
Vitória não se anuncia —
se conquista com vontade.
Eu fui uma criança/adolescente estranha... quando menina gostava de brincar sozinha na minha casinha que ficava escondidinha no quintal; aos 13/14 anos lia K. Gibran e muitas vezes preferia ficar sozinha lendo ou escrevendo na minha Remington ( não sei bem o motivo... mas acredito que entre todos foi o melhor presente que o meu pai me deu), matava algumas aulas de religião e educação física para ir namorar na praia deserta durante o inverno. Detalhe importante: eu namorava o Mar.
Eu continuo estranha...
Agora eu sei
que a minha maior fragilidade
construiu a minha força
e o medo que eu temia ter
se revelou uma profunda coragem.
De tanto ver a intolerância reinar,
a minha tolerância tornou-se intolerante
consigo mesma.
Miriam Da Costa
Nessa quarentena
decoro o meu olhar
na paisagem outoniça dessa minha janela
onde o luxuriante verde da Serra da Tiririca
enaltece a poesia feraz do meu ser.
Diante desse patamar
queria calar o meu olhar
mas... a minha consciência não é cega
olha, vê e enxerga esse presidente chumbrega
que a Constituição nas nádegas esfrega
e ao caos total a minha Pátria Amada entrega
que nem em plena pandemia
deixa de lado o seu voraz apetite pela blasfémia
e vive a Presidência como fosse uma boêmia.
Que tenha o seu devido impedimento essa gangrena
antes que acabe a nossa quarentena
e que muito longe fique essa criatura cafona e brigona
para sempre e mais um dia, junto com esse vírus corona.
E aqui termino o meu pensamento rimado
sobre esse momento desafortunado.
Habita uma paz imensa
nas trilhas benditas
da minha terra natal
e tudo à minha volta
se traduz poesia
na paisagem do meu ser.
Hoje eu sonhei com alguém que já passou pela minha vida de forma rápida, porém boa, alguém que eu conheci, e tive uma troca de energia massa, e a sorte de ter tido algumas trocas de afeto por menos de duas horas, e por alguns segundos antes de acordar, eu pude sentir o amor, pude sentir o medo a cada encontro, consegui sentir o suor no nosso corpo enquanto corríamos para nos abraçar, pude sentir o toque dos seus lábios quentes que se envolviam com os meus, não tinha tempo a perder, a cada encontro às escondidas era pura paixão, parecia cena de cinema, era como uma cena massa de Heartstopper, onde eu e você éramos os atores principais, nossos corpos se conectavam, eu te sentia de verdade, era como se nossas almas estivessem juntas naquela madrugada e quando deu 6:45 da manhã, meu alarme tocou, e você sumia de perto de mim, e eu voltava para vida real, onde você não estava comigo, mas a sensação de ter você pra mim foi tão incrível, que senti a necessidade de escrever sobre isso, você nem imagina que é você, talvez você nem leia três linhas desse texto, mas vou deixar registrado aqui, o nosso amor inexistente, onde só existia eu, e você. E mais ninguém.. A gente não ficou juntos, como eu disse, foi algo momentâneo, rápido, mas se tivesse sido você, com certeza teria sido incrível, pois sua energia e sua delicadeza é incomparável.
eu queria tanto ter dividido aquele milkshake com você.
Me sinto preso. Preso em uma bolha imaginária, na qual não consigo sair. Há tanta coisa na minha mente, pensamentos que não cessam. Me sinto cansado, aliás, estou cansado! Cansado piscologicamente. Me sinto em um verdadeiro paradoxo. Me sinto perdido nesse mundo, não me igualo a ninguém, não encaixo em nenhum lugar, não sou parecido com ninguém e confesso que até gosto sabe!? Adoro a sensação de ser diferente das outras pessoas, me arrisco dizer que nasci na década errada. Ou então nem deveria ter nascido. Agradeço ao Deus de Spinoza pela dádiva da vida, mas ele poderia ter me evitado. Sou só um corpo vazio vagando por aqui, sou uma miserável partícula de poeira, sobrevoando a imensidão desse mundo, que em breve se tornará cinzas, e cairei no esquecimento eterno. Nunca fui aquele tipo de pessoa em que as pessoas lembram, acredito que nem sou a pessoa preferida de ninguém.
Muitas vezes acredito que meu papel aqui na terra é servir. As vezes me questiono se em vidas passadas eu de fato era alguém ruim, onde toda maldade está sendo cobrada agora, em pleno século XXI.
são exatamente 19:40 da noite, 22 de novembro de 2024. Tomei um banho relaxante, e há uns 15 minutos fumei o ultimo cigarro da milessíma carteira que comprei. Senti uma imensa vontade de sentar na frente do notebook da minha amiga e esvaziar tudo o que penso como forma de desopilar, já que não curto sair de casa. Texto esse que vai ficar aqui, e que talvez ninguém leia, e espero que assim seja.
Ontem li o livro de CLARICE LISPECTOR, e me senti representado em algumas falas dela. Acredito que já estou morto, morri cedo demais. E só tenho 24 anos. Acredito que criar expectativas demais me matou. Acreditar no amor me matou. Esperar dias melhores me matou. Os problemas que suporto calado, também me matou. Quando eu tinha 15 anos, eu acreditava no amor. Acreditava na bondade do ser humano. Na lealdade das pessoas. Tiraram minha inocencia cedo demais. Mas nunca deixei de acreditar em coisas melhores. Sempre acreditei que no futuro, eu conseguiria tudo que um dia sonhei mas na realidade, com o passar dos anos pude notar que tudo não é e nunca será como imaginamos. É tudo mais difícil. Tudo é exaustivo. Passamos dez anos da nossa vida dentro de um colégio aprendendo formúlas que não nos servem para nada. Fazemos graduação para que? Só pra mostrar que somos formados em determinada aréa? Eu to cansado. Cansado do trabalho. Cansado das pessoas. Vivo em uma vida monótona. Não consigo me recordar da ultima vez que fui feliz. Lembro da ultima decepção. Dá ultima desilusão. Do ultimo choro. Dá noite que chorei até soluçar. Quando fui dormir as quatro da manhã chorando e acordei no outro dia com o rosto inchado. Disso eu lembro. Meu corpo chora. Minha alma grita. Meus olhos transbordam constantemente. Meu peito arde. Me considerava arte, mas hoje me enxergo como uma arte abstrata. sou um ser excluído. Já riram de voces? dá roupa? do seu jeito de ser? já te julgaram e jogaram na sua cara coisas que voce já fez?
As vezes cansa ser eu. Queria ser como uma borboleta e entrar em uma metamorfose. Queria ser uma cigarra, e trocar de pele. Queria poder mudar, e ser formatado como um computador. Não me sinto digno de amor. Embora ame como nunca. Não gosto de pessoas exageradas. Mas no amor. Eu sou exagerado como cazuza. As vezes penso como a Liniker, grande artistida por sinal. Será que alguém vai me amar um dia tão intesamente? Será se alguém um dia vai olhar para mim e dizer;
- EU TE AMO
- VOCÊ É O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA.
Acho difícil. Ninguém nunca olhou para mim dessa forma. Quem sou eu? Um gordo fumante que ganha um salário horrível que não dá nem pra pagar metade das contas? SIM. Não me orgulho da pessoa que sou. Eu nem queria estar aqui pra começo de conversa. TÔ^cansado das músicas que escuto. Tudo me irrita. Tudo me incomoda. Não tenho ido a missa. Acho que jesus não vai me querer lá. Sou seu filho bastardo. Sou a dificuldade que ele não conseguiu resolveu e me jogou para terra.
Meu spotify tá no modo gratuito. - QUE SACO!
Sinto fome. Sinto vontade de fumar. Quero sumir. Na maioria das vezes sou alegre. To escrevendo isso porque estou triste. Mas no geral eu sou alegre..
:(
Quando Tudo Pesa
Minha cabeça está a mil.
Meu coração, apertado como se estivesse sendo espremido por dentro.
Minha respiração é curta, ofegante.
Minhas mãos tremem,
meu peito arde,
minha mente parece prestes a explodir.
Tô tentando fugir de tudo,
mas me sinto preso num labirinto sem fim,
num beco escuro, sem saída, sem luz, sem direção.
É como estar dentro de um sonho sufocante —
eu corro, corro, corro…
mas não saio do lugar.
Estou sendo esmagado entre pensamentos que gritam
e sentimentos que queimam.
É como se a minha própria mente estivesse me engolindo,
me arrastando para um buraco sem fundo.
Sinto-me sufocado.
Pressionado.
Imóvel.
Como se meu corpo não respondesse.
Como se respirar fosse um esforço gigante.
Tô sem rumo.
Travado.
Perdido de mim mesmo.
Chorar aliviava.
Mas já não me restam lágrimas.
Sinto que fui um oceano — imenso, profundo —
mas agora sou só areia seca, esquecida no meio do deserto.
Transbordei tanto… que me sequei.
Confesso: estou cansado.
Exausto.
Esgotado.
Estou tentando ser forte todos os dias,
mas a cada dia que passa, a força me abandona mais um pouco.
E eu já não sei por quanto tempo
vou conseguir segurar tudo isso sem cair.
Mas se ainda estou aqui,
é porque algo em mim, mesmo que quase apagado,
ainda insiste.
Mesmo sem direção,
mesmo sem forças,
ainda existo.
E às vezes, existir… já é um ato de resistência.
Dentro da minha cabeça, existem uma gaveta e um sol imaginário! Na gaveta, guardo as boas sensações; momentos fabulosos; boas lembranças. O resto: a luz do sol, apaga.
