Minha Alma tem o Peso
#AQUI #ESTOU...
Minha caminhada ainda não terminou...
E sentado à beira do caminho estou...
Sinto a carícia da brisa...
E o doce forte beijo do sol...
Não há hora melhor para ser feliz do que agora...
Houvemos vista na terra...
Enquanto alguns foram...
E não voltaram...
Virão outros...
Se amanhã de mim sentires saudades...
Lembre-se das fantasias do sonhar...
O horizonte necessita do silêncio...
Para abrirmos nossas asas e podermos voar...
Haverá de vir sempre um amanhã para poder amar...
Enquanto eu cá...
Sonhando contigo...
Estarei a lhe esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
#SONHOS
Abro a minha janela...
E olho o infinito céu suspirando...
E peço licença para poder sonhar...
Sonhar em que eu tudo possa ser...
E com meus desejos assim sonhando...
Assim quero viver...
Quero me vestir de estrelas...
Nas alturas, entre às nuvens, poder me esconder...
E seguirei tecendo meus sonhos...
Um mistério a resolver...
Que a vida tenha mais cores...
Que seja uma tranquila fonte...
Onde a mentira não perdura...
E a verdade sendo límpida e bem tranquila...
Sem receios, sem pudores...
Não nos machuque por às vezes ser tão dura...
Quero pegar os raios de sol...
E onde reina a escuridão eu o plantar...
E fazer a esperança estender suas asas...
Assim como sonho...
Que você também possa sonhar...
Não me importo em saber...
Quantas guerras terei que vencer...
E, assim, que seja lá como for...
Quero ver sempre triunfar o amor...
Que a felicidade seja bem doce...
E apareça para todos aqueles que choram...
Que o futuro seja mais brilhante...
Só vivemos uma vez...
Só temos uma chance...
A ilusão quando se desfaz...
Dói no coração de quem sonhou demais...
A vida é tão curta...
Precioso diamante...
E o belo um dia também morre...
E sonhando como sonho agora...
Alcançaremos a eternidade...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
#A #DAMA #PRATEADA
Em minha rua, ao anoitecer...
Há tal melancolia...
Que desperta em mim o desejo de sofrer...
Sentado à mesa em um bar devasso...
Lhe contemplo dama prateada...
Nas vertigens do vinho que me encontro...
Perco-me em qualquer abraço...
Nessa Babel em que sobrevivo...
Cantando os amores...
Escondendo os conflitos...
Em tudo o que sinto...
Sinto-me cada vez mais perdido...
Ergo o meu coração aos céus...
E lhe olho suspirando...
Não mais me reconheço...
Sou total abandono...
Tantos se foram...
E tão poucos chegaram...
Atrás de meu pálido sorriso me escondo...
Disfarçando meu embaraço...
Se fosse, por acaso, por ti contemplado...
Apenas um desejo eu queria...
Em poder mudar minha sorte...
Ter aqui ao meu lado...
Os muitos que amei...
E por quem muito fui amado...
Mas o tempo é ingrato...
E lentamente se esvai...
Amanhã já não mais estarás no céu...
E eu aqui continuarei com meus ais...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
#MINHA #ESTRADA
Creio nos anjos que andam pelo mundo...
Creio num céu futuro...
Creio que os inocentes tem pressa em voar...
E eu aqui, cá comigo...
O hei de fazer senão sonhar?
Indago de mim se eu próprio tenho paixão...
E o que há assim no mundo que responda minha indagação?
Um palavra soprada...
Um flor na sarjeta abandonada
Um supremo silêncio...
Nas ruas obscuras e esquecidas...
Cujos espinhos e sangue dão o rumo à minha vida...
Insondável ilusão...
Felicidade cujo crime espero...
Estranha ansiedade que em mim circula...
Sabe-me o sol...
Testemunha-me a lua...
Alongando minha estrada...
Que nem sequer começou...
Só sei que nesse destino...
Vou atrás do que não sei...
Sonhando...
Um dia de cada vez...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
.
#ESTRANGEIRO
Por mais que ande...
Não sei para onde sigo...
Minha vida vivo...
Em ouro e em vincos...
Deito-me e brinco...
Passo entre visões de cadafalsos...
De zombarias ouvidas à madrugada...
Injúrias relacionadas...
Almas tardas...
Almas abastadas...
Confidenciam-me às estrelas...
Por mim, são amadas...
Companheiras...
Em solitária jornada...
Meu jardim há flores no ar...
Que dancam ao léu nas brisas sob o luar...
Desfazendo no sereno...
Antes do arrebol chegar...
E vou cambaleando...
Expiando crimes que não cometi em tempos dantes...
Os esqueço...
Não os levo comigo...
Sigo adiante...
Haverá outra fortuna a minha espera?
Ou quem sabe um purgatório se revelará?
Tenho a impressão de ter apenas uma direção a seguir...
Sempre à frente...
Sem o mal fazer-se presente...
E eu o sentir...
Ver a vida passar às vezes faz-me tédio...
Anseio a um lugar que me abrigue do meu frio...
Apenas peço...
Sem dobrar os joelhos...
Nada sei...
Nem para onde irei...
Restará apenas o desterro?
Hoje, afinal, não sou senão daqui...
Muito embora não me entendas...
Sou na vida passageiro...
De mim mesmo...
Um estrangeiro...
Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Minha vida é repleta das coisas que sinto...
E não só de momentos que hão de passar...
E aquilo que trago no coração...
O espelho reflete sem ilusão...
Meus atos de improviso...
Tecem histórias de boatos...
Os sonhos se esvaem...
Enquanto fleto com o desconhecido...
Eu... bem que tentei...
Ter o olhar compreensivo...
Ter um sorriso desinteressado...
Tal qual um menino...
Se posso ter me perdido confesso...
Não vejo meu espelho a algum tempo...
Eu ouvi falar de promessas...
Que agora jazem mortas...
Nada é medido pelo seu valor...
Ah, como sei...
Quem lhe ama...
Também causa dor...
Sandro Paschoal Nogueira
Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...
Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...
Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...
Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...
No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...
Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...
De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...
Passaste em vão...
Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...
Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...
Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...
Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...
Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...
Sandro Paschoal Nogueira
Minha vida se acomoda entre essas pedras...
Aos meus suspiros, que deitando vou...
Dá-me o vento de feição...
Flor de ventura...
Que amor me entregou...
A sede e o vinho onde tudo se esquece...
Me fazem mergulhar no fundo do sonho...
Esse que sou...
Silêncio de grito suspenso... Labirinto desfeito...
Ah como são belas – bem o sei, essas pedras...
Tais quais nos céus as estrelas...
Todas caladas...
Mas tanto amor por elas...
Sonhos meus, suaves sonhos...
Melhores do que a verdade...
Num palácio de ouro...
São elas minhas confidentes...
Meu maior tesouro...
É a minha lei viver de amor...
Morrer não quero...
Desfalecer...
Sufocar de prazer...
Até na dor...
Sim...
Amar também dói...
Aperta o coração...
Nos tira o chão...
Faz a gente contar as horas ...
De agonia ...
Não ver o tempo passar...
Também nos tira a sabedoria...
Mas amar é bom...
No encontro das mãos...
Na troca e entender de olhares...
Saudades que não tem fim...
Pensar sempre na pessoa amada...
Em qualquer tempo...
Em todos os lugares...
Não há tempo consumido...
Nem tempo a economizar...
Além do amor, não há nada...
Apenas amar...
Um querer diferente...
Que envolve e doma a gente...
Harmonia suave...
Mas também insensatez deslumbrada...
Buscar sem saber o que busca...
Sem perdão e sem disfarce...
É lume que arde...
Na alma e no peito...
Deixando a gente sem jeito...
Igual a criança tola...
Que acredita no que, às vezes, não vê...
É viver entre a paz e a guerra...
Derrubando as distâncias...
Fazendo manhas...
Fatigado é procurar abrigo...
No seio ondes moras...
Enquanto a vida acontecendo lá fora...
E o antigo vazio...
Sendo preenchido...
Que hei-de fazer senão sonhar...
Não quero morrer de amor...
Quero viver...
Vivendo para te amar...
Sandro Paschoal Nogueira
Não há papel que conte a minha vida...
Eu caminho por eles...
Eu sei que há diferenças
E ainda bem que as há...
O meu desejo canta...
Onde estás?
O vento levará os meus sonhos?
A noite cai de bruços...
Como existir esquecimento ?
Mas o que vejo?
A luz escurecer...
A amargura de olhar e não ver...
O ter e o perder...
Vago dia após dia...
Estranha quimera...
Estranhas fantasias?
Quais ruas escutam meus passos?
Quais estradas colhem meu olhar?
Aos solavancos do destino...
Onde estarão aqueles que me embriagam de calafrios?
Os ventos recolheram...
E diante de mim...
Até as estrelas emudeceram...
Em mim a vida força sua invasão...
De onde vem a voz que me rasga por dentro?
Sem luz nem eco...
De onde vem esse aperto no peito?
Entro abandonado...
Nesses muitos corações que encontro desavisados...
Mortos aos caminhos...
Por onde insisto e também sigo...
Não quero ser quem sou...
Sandro Paschoal Nogueira
Perfumes de pecado...
Oras eu os sei...
Minha prisão de viver...
Inúteis as noites da minha rua…
Sem antes conhecer você ...
Rituais que previ...
Pleno de desejo e de ciúme...
Abismo do seu ser.
Sou saudade do longe donde vim...
Sou esperança por estar junto a ti...
No caminho da vida...
Fui outro, e, outro sendo...
Outro serei...
Tenho fantasmas não tão educados...
Que não sei eu...
Se são casados com o diabo...
Perguntaste-me outro dia
Enquanto olhava-me admirado...
Se a vida me comprazia...
Se eu desejava mudar meu fado...
Menti naquela hora...
E disse que não sabia...
Que te importa afinal...
O bem que me acalenta...
Ou que me fustiga o mal ?
De olhos vagos e perdidos...
Nos olhamos sem nos ver...
Quase tudo passa...
E tão pouco fica...
Dê-me alívio às minhas feridas...
De que são feitos os dias...
Pequenos desejos...
Ou mágoas sombrias?
O bem que nunca fora...
É o mal que se avizinha...
Mas enfim no que me é guardado...
São meus sonhos conturbados...
Alguns se perderam...
Outros na sarjeta foram jogados...
Anda, vem...
Nem todo prazer é pecado...
Da vida não tenho muitos jeitos...
Só saudades e embaraços...
Junto ao teu peito...
Me perco e me esqueço...
Olhando todos os céus...
Choram em mim os seus presságios...
O maior sonho que acalento...
É por ti ser amado...
Tudo que sou, sou prelúdio...
O resto foi o que eu não quis...
Como se o tempo fosse um sentimento...
Entre os teus braços enlaçar-me mais...
Sandro Paschoal Nogueira
Todo esse tempo que lá vai...
Vejo passar a minha vida...
Em preto e branco...
Em branco e preto...
Por alta noite...
Quando não ouço um pio...
Os meus amigos onde estão?
Que batam à porta...
Façam-se chegar...
Mas apenas espero você...
Por onde andarás?
Vem...
Destruir o silêncio...
Levantar os panos...
Limpar o espelho...
Que de tanto o fitar...
Preto no branco ...
Cinza está...
Deixada sobre a mesa...
Cheia de negra poeira...
A estrela por ti colhida...
Se empequena...
Tudo está lá fora...
E tanto aqui dentro quero...
Sentado...
Aqui espero...
E ponho-me a olhar suspirando...
Aguardando que se abra a porta...
E eu, que não sou mais do que isso...
É só isso o que me importa...
Tendo idéias e sentimentos por os ter...
Do que julgo que sou…
Do que anseio ser...
Sei que nada sou...
Quando estou longe de você...
Sandro Paschoal Nogueira
Contei-lhe minha história e para ti fiz nascer poemas...
Coração solto em terra ímpia a florescer...
Da ilusão por mim criada só tive algemas...
Onde aprendi a sofrer...
Todas as portas já cerradas...
Todas as ruas vazias...
Vejo as estrelas a chorar...
E até, quem diria...
Não é mais bela a lua...
É só uma luz fria...
No jardim das almas...
Ninguém acompanha meu caminhar...
Saudade ou aspiração?
Deixei minhas virtudes cair ao chão...
Cansei de tanto oferecer...
Do que não há de voltar...
Do tempo que há de chegar...
Castigo inexpiável...
Tamanho é meu parecer...
Para ter meus sonhos realizados...
A quem devo obedecer?
Para quê a busca das coisas?
Quando por fim tudo acaba?
Valerá a luta da conquista...
Onde ainda se crê e se ama ainda?
Sim, é certo...
Quem eu amo...
Agora zomba e ri do meu amor…
Em tudo o que fiz pus o cuidado...
Será possível mesmo o fim de tudo?
Restando-me só ausência e dor?
Sandro Paschoal Nogueira
Houve um tempo em que minha janela se abria....
Sem horas e sem dores...
Com sorrisos, flores...
Desejando amores...
Em dias quentes e em madrugadas frias...
O tempo não é nosso tempo...
E passou...
Tudo passa um dia...
Esperança já tardia...
O que é torto, o que é direito...
Que é tido como certo...
Duvido...
Vira e mexe me complico...
E por mim já descarrilho...
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo...
E nenhum predicado será prejudicado...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
#Escrevo #assim #a #minha #história...
E conto ela ao vento...
Sob a lua cheia...
Na praia canta a sereia...
Escondido entre as ondas...
O tritão ...
Assim estou perante o mundo ...
Um grão de areia...
Um jardim florido...
O infinito na palma da mão...
Eternidade...
Numa hora de vida...
Tarde tranquila...
Vida boa...
Sem relógio...
Lua prata...quiçá dourada...
Estrada clareia...
Estrelas cadentes...
Colho todas...
Tudo vive...
Para que eu viva...
Não preciso ir longe...
Já estou aqui...
Cedo ou tarde...
É tempo de construir...
Par de asas...
Diante de uma janela...
Nuvens tomam formas...
Me acho nelas...
O tempo é o meu palco...
O destino sou eu...
Caminharei eternamente...
Na espuma do mar...
Na curva do rio...
Me encontro por lá...
Em brincadeira de criança...
Barcos de papel...
Bolas de gude...
Banho de cascata...
Bolinhas de sabão...
Castelos construí...
De pique-esconde até de Deus me escondi...
Chorei muito...
Muito sorri...
O bem e o mal fiz por merecer...
Injustiçado...
Melhor esquecer...
O amor é o rei...
De perdido reinado...
Coração solto, liberto...
Ainda quer amar...
Pequenos gestos me conquistam...
Isso é fato...
Tanto escapou pelos dedos...
Tantos outros me prendi...
Bom ou malvado?
Entre os confusos...
Me confundi...
Buscar a Sabedoria ...
É viver de verdade...
No escuro que a luz mais se pronuncia...
Para aqueles que na noite tem morada...
No silêncio que algo irradia...
Quando o sonho é mais bonito...
É hora de acordar...
Se minha voz cala...
Mais minha alma fala...
Ainda que eu ande sozinho...
Com Deus estou...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
#Vida #triste #é #a #minha...
Que hoje vou contar...
Desde quando aurora anuncia...
O dia a começar...
Passam os minutos...
Seguem as horas...
Sob céu azul anil...
Olho as nuvens e me ponho a sonhar...
Em tardes douradas...
A primeira estrela que vejo...
Sonho mais alto ainda...
E faço um desejo...
A rotina tão maçante...
Das flores do jardim cuidar...
Alimentar as aves...
Que gorjeiam em toda minha casa...
Em todo lugar...
O perfume de manjericão me inebria...
Disputa com o alecrim...
As orquídeas se abrindo...
Também se comportam assim...
O girassol despeitado...
Meu brilho quer roubar...
Sempre é ele o primeiro...
O sol a cumprimentar...
As rosas soberbas...
Acreditam serem rainhas...
Coitadas delas...
Vaidosas aos extremos...
Acho que vou cortar...
Só escolher um vaso...
E minha mesa enfeitar...
Se deito na rede e me ponho a balançar...
Logo aparece um sabiá...
Fazendo-se de louco...
Começa a cantar...
Quer atrapalhar meu sono...
Até meu meditar...
Beia-flores me importunan o tempo inteiro...
De lá para cá...
Não se cansam eles de tanto voar?
Quero ler um pouco...
Bem sossegado na sombra...
Sento debaixo da jabuticabeira...
E dezenas de pássaros põe-se a reclamar...
Gorjeios, trinados irritantes...
Ah se pego só uma fruta do meu quintal...
Revolução se instaura...
Até o jacú feio...
De mim vem reclamar...
Não sei mais o que fazer ...
Como devo proceder...
Vou comer um pouquinho...
E disso tudo me esconder...
Trancar portão...
Campainha desligar...
Tirar fone do gancho...
Celular "não pertubar".
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
#Minha #luz #é #enorme...
Minha sombra assusta...
Doce como mel...
Fúria amarga como fel...
Não tenha medo da solidão...
Tenho medo de companhias ...
Com vazios no coração...
Sou sincero ao lhe dizer isto...
Esse é o meu jeito de ser...
Goste você ou não...
Não mudarei minha opinião...
Veneno na alma mata rápido...
Com o que diz e fala...
Tenha cuidado...
Prefiro viver minha vida de peito aberto...
Se gosta assim...
Chegue mais perto...
Existem muitas pessoas de palavras mentirosas...
Sou feliz a meu gosto...
Alma leve...
Transparência no rosto...
Acredito em minhas verdades...
São minhas...
Não são suas...
Não me atrele às suas culpas...
Sou feito de vários compostos...
Dos fatos que todas as idéias provêm...
Sou autêntico e sei amar intensamente, também!
Sandro Paschoal Nogueira
#Fiz #uma #festa #em #minha #casa...
Convidei toda a cambada...
Veio a pulga e o carrapato...
Até a inxerida da barata...
Em altas horas da madrugada...
Apareceu o rato...
Trouxe estranha companhia...
Um morcego tarado...
Me deu um chupão...
No meu pescoço...
Me deixou zonzo....
Foi um alvoroço...
Era tanta alegria...
Muitos guinchos...
Gritarias...
Vizinho chamou camburão...
Polícia chegou de supetão...
Disse que a festa tinha que acabar...
Era para botar ordem..
Na orgia...
Cada um correu para um lado...
Sobrou pra mim..
Desavisado...
Tomei porrete até onde não queria...
Fui preso...
Enjaulado...
Na delegacia...
Me jogaram numa cela que não estava vazia...
Tinha lá dentro de tudo...
Ladrão, estrupador e maluco...
Acha que estranhei ?
Que nada...
Comecei uma folia...
Com todos me dei muito bem...
O carcereiro estranhou..
Perguntou ao delegado...
- Como pode isso doutô?
Na madrugada já fui libertado...
Peguei reta...
Sem nenhuma treta...
No botequim do Zé fui tomar...
Uma branquinha para relaxar...
Encontrei a Madalena Boca Torta...
Vinha da batalha na madrugada aquela hora...
Me contou assustada...
Que ouviu tiro de espingarda...
Que todo mundo falava...
De minha festa e da bicharada...
Foi sucesso fenomenal...
Cuspindo Madalena me disse:
- Não vi nenhum mal.
Se for fazer outra, chama aqui sua amiga...
Prometi assim fazer...
Fui para casa antes do amanhecer...
Me esperando na porta tinha...
Com faixa de saudação...
O coveiro que queria...
Me dar sua mão...
Eu disse que não podia...
Aceitar o casamento...
Já tinha empenhado...
Minha palavra pro jumento...
Mas se ele quisesse poderia ser meu amante...
Já pensando em meu futuro...
Quem é que me garante?...
Próxima festa já de antemão...
Convido a todos com antecipação...
Vou fazer diferente...
Prá não dar confusão...
Levam vocês as carnes e bebidas...
Entro com espeto e carvão...
Sandro Paschoal Nogueira
Senhor, entrego em tuas mãos, o meu dia, e que cuida de toda minha família, os meus amigos e aqueles que não conheço, mas o Senhor sabe de tudo que precisamos. Te peço perdão por às vezes faltar contigo, mas renove as minhas forças e me mantenha no seu bom caminho. Que o Senhor nos conceda, um dia abençoado, com sua graça. Amém.
