Minha Alma tem o Peso
A amizade (da minha parte)
Miséria de amores que um dia foram radiantes,
Intensos e satisfeitos.
E um repouso lento…
Tão lento que, dos amores, formou-se amizade.
Amizades — da minha parte.
Parte de quando finalizei na sexta,
E, em outra sexta, veio o recomeço.
E o ciclo se repete.
Miséria de amores que um dia foram radiantes,
Ardentes, ásperos, cortantes.
Agora, um repouso lento…
Tão lento que, de colegas, tornaram-se desconhecidos.
E o ciclo, inevitável, se repete.
Oh musa casta divina que o poeta medita,
dá-me força e pensamento,
fortificai minha lira,
para que eu sempre faça meus versos,
que minha mente inspira
Você está surpresa com a minha mudança, a minha surpresa é ainda maior quando percebo o quanto demorei para mudar.
Após me casar, iniciou-se uma nova etapa da minha vida. Não demorou e Deus me presenteou, nasceu meu primogênito. Lucas, que no grego significa “aquele que traz a luz”. Passei a ver a vida com outro prisma. Você me fez visionário, iluminando o meu caminho. Filho, você é o astro da minha constelação. Te amo.
Por favor, não me chame se não for para viver comigo, o amor..
Por favor, fique na minha memória, apenas na minha memória, é difícil ouvir sua voz sem que seja para me dizer o que sente, se sente e, me chamar de amor.
Por favor, não espere que eu não sinta o vazio da sua ausência, não reveja nossas fotos, não sinta arrepios ao lembrar do seu toque..
Por favor, não me peça paciência, quando só o que eu desejo é ser presença..
Por favor..
Com amor.
Minha terra
Sou daqui
Esta é minha terra
Terra de alegria
Terra do grito no riso
Trombetas no choro
Terra cheia de encantos
E repleto de desencantos
Sou da terra do canto do galo
O canto que nos desperta para trabalho
Do canto dos pássaros
Que me serve de terapia matinal
Os morcegos a noite
Falam-nos dos perigos da madrugada
Sou daqui
Aqui há vida
Também há morte
As crianças riem enquanto choram
E choram enquanto riem
A miséria não nos tira o riso
A desgraça não nos tira a vontade de viver
O luto é passageiro
As festas são constantes
Eu sou daqui
Aqui aceitamos a ciência
E não rejeitamos a crença
O cientista é feiticeiro
O feiticeiro é cientista
Aqui há norma há regra
O ancião é o nosso guia
A nossa piscina é o mar
O nosso jacuzzi é o lago
O nosso chuveiro é a chuva
Quando o céu decide nos regar
Esta é minha terra
Ainda vivemos da enxada
E confiamos no braço
E cremos nos deuses
Eu sou daqui
Terra de encantos
Vieram tentar usurpar
Mas esta terra nos pertence
Ela nos conhece e reconhece
Não tinham como prevalecer
Fizeram-se engolir e foram vomitados
Nesta terra andamos descamisados
Pelados e sem calçados
Temos comunhão com o solo
Fazemos amizade com a terra
Com o suor jura-se lealdade
Na morte um buraco abre-se nela
O paraíso na terra
O litoral de todos povos
Terra de sangue e suor
Rimos quando choramos
Choramos quando rimos
Sou daqui!!!
Minha Geração
Sou o cego que vê
O mudo que fala
O surdo que ouve,
Somos doutores analfabetos
Artistas sem arte
Governantes sem coração,
Sou o rico que vive na miséria
Refem na sua própria terra
Um escravo do sistema,
Sou um jovem sem identidade
Que busca as aparências e não virtudes
Marionete da mídia e da internete,
Sou a criança com futuro incerto
Vítima da ambição egoísta
Uma nação em desalento.
Se eu sei que Deus é minha segurança é nele que deposito a minha confiança, então depositei minha vida no lugar certo.
Não tenho tempo, desculpem aos que me invejam! Minha energia esta focada em ser útil para pessoas que precisam de ajuda, de fato quero me tornar melhor, não tenho tempo em notar um mundo que vive preocupado em aprovação e aceitação de um ego inflado e ao mesmo tempo um coração vazio.
A minha cor define os meus valores quando sei que a minha identidade está inserida nela.
Sei de onde vim, por que vim e para o que vim.
A minha cor, é uma forma de me dizer sobre o núcleo existencial de mulheres fortes e lindas da minha linhagem!
O racismo é sobre o outro truncado, que não enxerga a totalidade sobre os verdadeiros valores!
Aprendendo a doutrinar minha ótica imperfeita, porém, não deficiente. Aprendendo também, a filtrar o eco que silencia gestos violentos refletidos no cotidiano.
Admito claramente, sou um ser comum e encantador, enquanto os "rotulados" seres únicos, são indispensáveis.
Sou tão doce e feroz, quanto o tédio dos agressores intelectuais.
De instinto efêmero e capaz.
Talvez, de sabedoria que em um instante faz-se atual e em outro momento, já ultrapassada.
Sou de voz pequena e pouco aplaudida, mas minha rouquidão alcança a surdez dos que amam.
Sou bem mais feliz com as minhas tristezas, que muitas alegrias desfilando façanhas.
Nasci a pouco tempo na cultura, e já penso em nascer de novo amanhã. Pois é lindo a luz que arte me obriga.
tenho minha própria sombra e altura, não preciso de figurações.
A minha conexão com você é tão forte quanto a imagem de um mundo
caindo aos pedaços em um cenário apocalíptico. Todavia, não é o mundo cinza e devastado que nos representa, é simplesmente aquela plantinha verde no centro de todos esses fins.
Talvez saibamos que todo fim é um começo, e estamos nos permitindo
durante todo esse caos, descobrir se seremos apenas mais uma parte no fim ou uma essencial no começo.
Apesar das minhas resistências, dividir os afetos com você tem se mostrado algo pré-existente em mim. Pura verdade, não obstante, dos apuros de ver destroços declinarem o nosso entorno, o medo de tudo isso nos perceber e nos encerrar, as vezes nos preocupa. No entanto, há beleza no ato de cair. Antes mesmo que o imaturo caminhe, ele se arrisca em algumas quedas, que para ele é repentino, mas para o mundo é calculável. Ali coincide um tombo. E lembramos das mãos, quase como se fosse uma extensão da nossa completa proteção. Essas mesmas mãos que resistem unidas diante desses escombros, que encontramos no meio da nossa coletividade.
Aquela planta lá do início, enquanto alguns fins se orquestram, simboliza as nossas mãos, a nossa conexão, e a nossa fé. Quando o assunto é “o amanhã” estamos sempre numa corda bamba; é a mais pura verdade. Então que seja esse o nosso destino, enquanto o presente não provar o contrário. Vamos apreciar as quedas durante o período do voo, pois voar é liberdade. Um dia crescemos e apesar dos declínios, depois, quem sabe, aprendemos
que a nossa natureza não precisa de construções que não possuam alma e vida. E no meio desse mundo cinza caindo aos pedaços, a única coisa viva, não importa o que aconteça, será sempre aquela planta entre o caule e as nossas mãos.
@poeticainterstelar
Palavras para a minha versão mais obsoleta;
Arroja-se de tuas invenções.
Encante as quimeras.
Equilibre teus instintos utópicos. Se cure. Suba a torre mais alta de si mesmo, se jogue, se inunde da felicidade que é ser você e aproveite a vista de cima do palco...mas jamais aceite o medo.
Decido direcionar minha energia apenas para aquilo que encontra eco e reciprocidade em meu caminho.
