Minha Alma tem o Peso
"Em meus ensinamentos,
tutelado por minha Madre,
me versou a ser rígido aos meus princípios.
Mesmo já não sendo o que eu era antes
e jamais retrogradar a ser o que fui."
"Se ele te chama de Minha Princesa,
é porque quer que você
seja admirada por todas as outras.
Na verdade,
ele está te colocando como uma mulher especial,
uma Senhora Mulher."
Ai! Minha vez chegou
Hoje choro e canto
Minha vez chegou
Agora sonhei e me espanto
Hoje meu dia de solidão
Amanha acordarei em depressão
Quem sou eu!
Quem sou eu!
Sentado á mesa, de frente para um prato de fava com farinha, minha tia me olha e diz: O menino come de tudo! e eu à respondo: Mas tia se eu for escolher eu vou ficar com fome!
Meu sertão.
"Eu acho tão bom quando você fica na sua casa e eu na minha. Só assim ninguém invade o espaço de ninguém !"
E assim vou vivendo...
Se um sonho não me cabe no momento,
guardo ele de volta na minha Caixinha de Sonhos
e pego outro para vestir.
Lá dentro é cheio deles,
e sempre tem algum que sirva.
Nem sempre realizo todos,
mas nunca ando despida de sonhos.
Sonhos são tão essenciais como roupas,
sem eles é impossível sair de casa!
Sonhe!
Eu tenho muito medo da minha mente, mas não é do presente. O que me tortura é sobre o incerto do futuro.
Na minha queda, gravei na memória quem estendeu a mão e quem, com frieza, me empurrou ainda mais para o abismo.
Há um mar alto, em minha volta!
E ventos tempestuosos, elevam suas águas,
As quais, formam ondas de mágoas,
Qu´eis qu´alma esta, querem ver morta...
E o meu barco, esta-se partindo,
Com estas altas e rugentes ondas.
O meu espírito, se vai com dores consumindo.
Por estas correntes velozes, nestas do mar alto, zonas...
Mas, mas ainda que eu desça ao fundo dos abismos!
Oh tu mar revoltoso e impiedoso!...
E também vós outros arrogantes cataclismos!...
Sabei, sabei, vós, vós: Todos...
Que virá tempo, em que a águas mansas, e porto piedoso,
Morto por vós, mas vencedor, meu barco, ancorará neste porto, mais alto que vós, sois altos.
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
