Minha Alma tem o Peso
Já tive alcunha de Canela
Esse epiteto poético me fazia roer as unhas
Tamanha era minha insatisfação
Mentira, ligava não era só um modo de ligação
O apelido mais humano, dado pelo falecido mano...
Não por minha cor castanha avelã
Mas pelas canelas finas de menina
Que pareciam canelinhas de rã...
Hoje não mais...
O tempo passou e me revelou
Remodelou minhas pernas e coxas
Já faz tanto tempo isso, poxa...
Têm lembranças que são eternas
Sempre que vejo meus membros inferiores
Me lembro que são locomotores
Sorrio louco motor é o pensamento disperso
Me agracejo pelo avesso e me viro para o lado de dentro
As almas mudam suas instâncias e estatutos
Reverso o tempo ás vezes é justo
Nos concede indulto de boas lembranças
Acho que continuo imatura na minha idade madura, tenho muitas ilusões sobre muitas coisas ainda, sofro por coisas que não merecem meu sofrer é preciso aceitar, amo pessoas que são mais loucas do que jamais fui, mas tenho tranquilidade para saber tudo isso em mim.Aceito-me com doçura de criança.
Nesse talvez me atrevo em fevereiro...
Retiro é minha máscara preferida
Me acho lá dentro da caixa do festeiro
E fervo mesmo é nas vagas marés da vida
Minha metamorfose
Meio em tom tecida
de linho lunar vestida
premissas amar
em conjunto sentidas
promessas
de poente a poente
crescer
gente!
Pensamento político explícito:
"Com certeza minha prosopopeia analítica te faz analfabeto político,
somente minha ideia explica o ser e estar certo".
Se está na minha mente é só meu pensamento volteando, mas se está nos teus atos de fato, são fatos para os meus olhos voltando.
Na minha pequena estatura, imensa asas, para suportar a lonjura, enquanto estou longe da minha verdadeira casa.
Faça as pazes consigo
Consigo fazer contigo
Se não fizeres comigo
Não concedo minha paz para contigo
Se há consenso há abrigo
Se há abrigo assedo é alívio.
Por fazer verificação com a minha mão na tua mão
Meu olhar dentro do teu
Assim pude constatar a interligação.
Cânticos matinais à luz do campanário
Novos campos viçosos e orvalhados
Acalanto de minha alegria plena
Poemas, poesias e orquidários
Risos no infinitivo
Namorado definitivo...
Tudo muito preciso.
Detesto presumir algo e o presumivelmente não mentir, dar razão para minha razão, o imprevisível causa, espanto, asco, alegria súbita e admiração, porém o previsto nem isto.
“Vagando entre minha ilusória intelectualidade e minha pré diagnosticada insanidade psicanalítica, me desvio para não tropeçar e tento não me tornar pedra de tropeço”.
Antes de pensar, eu cri!
Por isso meus pensamentos são frutos de minha crença que externo em escolhas e atitudes.
A minha prioridade são os que ainda não conhecem a ti, pois como está escrito: “Aqueles a quem não foi proclamado, o verão; e os que ainda não haviam ouvido, compreenderão”, os demais, já o renegaram!
Sol e a Lua
Se pergunte meu
querido e minha querida, qual é melhor, um papel de figurante na guerra ou um papel principal em uma cela?!
Todo dia que levanto para lutar e me deito ao por do sol, me repousando em derrota. Vivendo nesse ciclo vicioso entre granizo, me alimentando de dor e tristeza. Mesmo que eu queira sair disso não consigo, porque o vicio da lua e maior do que a minha alma. Alguns nasceram para ser como o Sol e brilhar intensamente, outros para ser a Lua, sem brilho próprio, vivendo a margem da dor.
"Meu coração me obrigas a te amar e minha lógica a te odiar, então não sou eu que te amas e nem tão pouco te odeia. Mas tudo sinto, porque somos só brinquedos nas mãos do destino."
As críticas verídicas e embasadas que me atribuem e me decepcionam eventualmente, provocam minha reação de reconstrução interior, contribuem para o despertar de minhas habilidades e virtudes adormecidas.
onde estiver: no meio de minha manada,
na grama molhada, na fazenda, na roçada,
young, wild and free;
o que me protege é rezar antes de dormir,
pois nessa vida de caça e caçador,
minha aura é de quem nasceu há dez mil anos atrás.
