Minha Alma tem o Peso
Mas é claro que eu vou seguir minha vida meu amigo, só que isso não quer dizer que eu vá seguir sempre sorrindo. Sim, mesmo assim estou tentando. Chega! Me poupe dos dramas, já estou bem.
Apareceu a vida: Aparecida
Minha senhora,
velhinha Aparecida,
transpassara os tempos
e os relógios da matéria
não mais medem tua vida.
Senhora velhinha,
minha Aparecida,
durma em paz e te descansa
e vou cantar este poema
que te lembra em minha vida.
Minha velhinha,
senhora Aparecida,
te ofereço este poema
e melhor que feito em morte
é a homenagem feita em vida.
E sempre, sempre que eu quiser,
uma rima com a vida
faz-se eterna
minha senhora,
minha velhinha Aparecida.
Na medida em que envelheço, começo a compreender muita coisa. As vezes coloco minha opinião a prova e tento ir por caminhos que vejo muitos percorrem, mas já no início sou forçado a me lembrar que a minha única busca sempre foi a busca por amor, então feliz e com uma enorme paz no coração volto humildemente ao caminho que sempre trilhei um pouco mais maduro e mais convicto que só o amor verdadeiro vale a pena. É. Este sou eu, só sei amar com todas as forças, não sei ser mais ou menos. E isso me faz muito feliz desde sempre é bom ter pelo que buscar.
A minha VIDA é uma guerra! e com o passar dos anos EU tenho aprendido que mesmo em guerra o meu sorriso não pode deixar de existir...o sonho é apenas renovado a cada BATALHA."
Se é inevitável IR, que EU vá de uma forma que você não sinta a minha falta, que o seu sorriso continue o mesmo, que seus olhos continuem brilhando, que Eu note que sempre fui em sua vida... dispensável."
Eu não escolho meus amigos. Eles simplesmente por alguma razão aparecem na minha vida. E são incapazes de sair dela.
Quer saber cansei de pensar em alguém que nem lembra da minha existência. Tenho que me valorizar, pensar em mim primeiro.
Crueldade
A minha fragilidade,
da longa infância que
corriam com tanto sofrimento,
antes que o dia fosse menos
do tamanho de uma face.
Esta dor que incede o meu coração.
A crueldade rompeu no meio,
Amigo do diabo leva-me num,
lugar escuro onde ninguém,
possa encontrar-me.
Quero quero descansar, deixa-me
cair num sonho profundo,
estou neste mundo onde não,
consigo respirar tranquilamente.
Nasci num canto errado,num
canto de crueldade,
durmo sem saber, realmente
se estou a dormir.
A tristeza ocupou os meus pensamentos,
a vida deixou-me para o poço vazio,
cheio de pedradas.
Não tenho ninguém que me salve,
e que me faça esquecer.
Que vida triste, vida sem sentido,
sem razão de ser.
Vida que não sei viver,
mas vivo por castigo.
Desde o dia que eu nasci,
embora nem sei se estou a viver.
Nesta vida silenciosa,
não há sol que me aquece a alma.
Perde esperança e hoje em dia,
respira o sabor da amargura.
Quero voltar,já não me apetece viver
Amigo do diabo leva-me contigo,não me deixe sofrer mais.
Vila Velha
Oh minha bela Vila Velha
vila nova,terra bela.
Pôde ser nova ante bela
pois escolheu ser velha.
Desde os tempos da manivela
encantou caravela
És mais formosa dentre as vilas,
dentre as vilas que se vela.
Você é parte de mim
Minha existência sem você
É como sobreviver
Respirar e não inspirar
Autoria: Leila dos Reis
La Ventana
Minha porta está fechada
o mundo inteiro:lá fora
pessoas enterradas
daqui,
vejo ir tudo embora.
Quando acendem as luzes,
iluminam as ruas
escurecem caminhos
eu, só,
viro Lua.
Meu horizonte é humano
cinzento,pobre-enriquecido
minha paisagem é sombria
respiro ar poluído.
O meu alto se torna baixo
e meu baixo é inabitado.
Vos descrevo tudo que fotográfo
da janela do meu quadrado.
Bravil
Brasil minha terra
que sempre prospera
país de guerra
que a bola enterra.
Brasil minha casa
que sempre evasa
país do jovem
que se faz homem.
Brasil pátria amada
por que andas armada?!
país do futuro
já és bem maduro.
Brasil...oh Brasil!
Não se torne vil
seja varonil
cesse a guerra civil.
Minha Coisa
Qualquer coisa que desiste
qualquer coisa que existe
qualquer coisa que insiste.
Qualquer amor em coisa,
qualquer sabor de coisa.
Coisa de sabor qualquer
coisa em amor mister.
Coisa qualquer,
sabor, amor
porque mister.
Coisa,
seja minha mulher?
Mulher do Jurerê
Nunca perca este sotaque,
minha catarinense
Nunca perca este destaque,
minha divina trance.
Jamais perca este frio das tuas mãos,
para que eu possa esquentar
esquentar teu ganha-pão.
Jamais perca o balançar dos teus voadores cabelos,
para que eu possa
verão à verão, pelo ares vê-lo.
E, se posso, lhe faço mais um apelo:
nunca e jamais leia estes versos
de forma que, se não me queres,
não venhas a fazer inverso.
