Minha Alma tem o Peso
Linda
Linda, deixa eu te mostrar quem tu és
Tu és meu bem estar, minha paixão
Tu és em meus dias tristes, minha proteção.
Tu és aquela que em um mundo de ódio
Me faz encontrar no coração, emoção.
É linda quando sorri pra mim
Com aquele sorriso que me encanta, cativa
Humilde e sincero,
Ah meu Deuss, como eu te venero.
É linda quando está do meu lado
Porque tudo que é bom fica melhor em teus braços.
Toda aquela dor, passa
E no fundo encontro em ti, a graça, alegria
Encontro em ti a companhia
É linda quando tem esperança
Ela demonstra, ela se abre em palavras
Ela é a mais linda
Porque diante de tanta dor
Ela ainda acreditada no nosso amor.
Nada vai me fazer perder mais minha vida
Sua vaga já tá muito concorrida
Pena que a sua hora já foi
E a gente vai ter que ficar pra depois
Talvez eu não te amasse o suficiente com supunha, já que preferi minha liberdade a mais um segundo com você. Ou talvez, sei lá...
Quase um ano sem a sua presença física, minha mãe.
Tão querida, tão amada!.
Você continua comigo, nas manhãs, quando eu acordo e imagino o seu sorriso. No café que você fazia, nos risos que haviam...
Você continua aqui em mim, e enquanto eu existir,
você vai estar. E as tardes vazias, repletas da sua falta...
Sabe mãe, os dias de chuva são os mais difíceis pra mim.
É quando a saudade realmente me incomoda.
Mas tudo bem, vou seguindo em frente, com alegria, sem ter a mesma alegria...
Na verdade, o que eu sei, a certeza que tenho, é que você está guardada para sempre no meu coração. E isso me acalma, e por enquanto me basta.
Primavera, é Jesus
Só em Jesus, acho a primavera,
Ele sendo flor que nunca murcha,
Minha vida fica cada dia mais bela,
No futuro, é assim que meu jardim permanecerá...
Esta flor incrusta-me todas as manhãs,
A esperança que preciso,
Pra viver a cada momento, saciando-me do amor...
Jamais viverei sem esta nutrição,
Pois a cada dia que o busco,
Balsamiza meu coração, em profusão.
POEMA PARA MINHA UNHA ENCRAVADA
Minha unha encravada
oh me digas por que é,
que persistes doer tanto
nesse meu dedão do pé?!...
Quantas vezes te extrair,
pensando que extinguiria
de uma vez por todas a dor
que sempre me perseguia.
Mas você, unha encravada,
só para fazer maldade,
sempre, sempre retornava,
parecendo ter saudade!
Só de raiva, só de raiva,
eu andava de sapato;
pisava firme no chão,
disfarçando meu maltrato.
Pomadas e antibióticos
sempre estavam em minha pauta;
mas quando eu te extraia...
confesso que sentia falta!...
Só depois de muitos anos
convivendo no meu pé,
ouvindo as minhas queixas
e sentindo o meu chulé,
foi então que descobri
que tu és minha grande amiga!
Pois contigo eu tenho calma...
— não corro tanto na vida!...
DOR
Quem é você pra me dizer que sou feliz
E a minha dor, que não te mostro?
Também dói aqui no peito
E já não tem esse direito de dizer que estou errado de fingir o que já sou
Já não me escondo no sorriso de manhã
E não me fala que estou certo de querer o que já conquistei
Pois é, já me entreguei demais, não sei mentir.
Meu coração não sabe ainda que essa dor não vai embora.
QUERIA PODER LEMBRAR
Queria poder lembrar das lagrimas da minha mãe ao me vê pela primeira vez fora de sua barriga, lembrar do gosto do leite que derramara de seu peito.
Queria poder lembrar das dezenas de visitas que recebi na primeira semana de vida e dos milhões de beijos que ainda sinto no meu rosto.
Queria poder lembrar do cheiro daquela lancheira azul que levara pra escola.
Queria poder lembrar daquele tombo, do corte, da dor Ah! Como eu queria!. .
Queria mesmo que por um instante poder lembrar da cor daquela bicicleta da roda quebrada que ganhei do meu pai quando fizera 8 anos.
Queria poder lembrar daquela tarde chuvosa em que não fomos a aula.
Queria poder lembrar das cores dos caminhões que contávamos na beira da estrada quando passara férias na casa da vovó Maria.
Queria poder lembrar......
Queria poder lembrar daquela viagem, daquele presente, daquela garota, daquele dia.
Enfim queria poder lembrar.
SE TE CONTO POR ONDE ANDEI
Se te conto por onde andei saberias o motivo da minha tristeza e alegria
Saberias o por que desse meu descontentamento com quem rouba, dessa minha indignação com quem mata.
Se souberes por onde andei, saberias talvez o porquê do meu silêncio repentino em meio a discórdia, desse meu desalinho ao ver uma tragédia. É como um poeta sem inspiração ou um palhaço sem graça, sem rumo.
Saberias o por que da minha preocupação com o incerto
Saberias o por que da minha surpresa com o errado
O por que .....
Muros
Os muros da minha memória vez ou outra quebram alguns tijolos.
Deixando à mostra o nostálgico passado me fazendo beber lembranças.
Como o vento azul que nos transpassa sem permissão.
Aquela lancheira azul como era cheirosa.
O bigode daquele professor como era engraçado.
Tudo é tão vago e confuso.
Tolice não saborear o gosto amargo que o passado nos concede.
De volta à minha antiga vida
Antes de você existir
Não conseguia ver direito
Minhas janelas estavam embaçadas
Ela disse que era Lésbica, mas ainda tava na minha, disse que era Lésbica mas ainda tá tava na minha.
• E ela me disse que não estava afim de se relacionar com ninguém ! E isso foi a minha dor 💔 , mas eu queria a vê-la bem , e por esse motivo eu aceitei numa boa ... Exceto meu coração , ele chora todas as noites relembrando nossas risadas e momentos .
“ ... minha linda São Franciscana,
se pisei descalço naquele chão,
arrebentado o dedão do pé num toco
outro dia, tomado banho pelado num córrego
frio; se senti um dia o orvalho da madrugada
escorrendo na pele e a brisa fresca
cantando nas cavernas das orelhas;
se apertei as tetas de uma vaca brava
e provei araticum embaixo de um pé de árvore,
é porque procurava rumo na escrita da história.
Ainda sou devedor da vida, antes de tudo,
uma extensão da terra e dela desconfio
que sou filho que não se desgrenha e com ela
sou verdadeiramente vida como toda mãe propicia.
Cortar esse cordão totalmente não consigo,
essa ligadura é também
essência para viver esta peleja.
De guardar tantas recordações
e de gostar do que vi, faço
este pálido registro, contrariando
o que muito se fala e faz
neste mundo do asfalto,
quando se separa a alma do material
– para dar mais valor a este segundo.
Lembro aqui enquanto ainda é tempo de confirmar,
umas coisinhas de nada, do que vi e vivi
na depressão do rio São Francisco,
onde sitia-se o sertão do homem-terra
ou seria a terra-homem ?
Depois sei, mudaram o mundo
para longe e mudaram de vez,
mas aqui tenho lembranças do amor,
mesmo que me encontre um pouco à margem
de um novo tempo inaugurado...”
