Minha Alma tem o Peso
Uma semana se encerra, e outra inicia. E a minha frase que resume essa semana é:
“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is. 40, 31)
Luz Própria
Não vou apagar a minha luz porque existem pessoas que fogem do que brilha.
Vou brilhar mais, até incomodar, até que a opinião do outro já não seja necessária.
Vou apenas brilhar.
Por mim.
Para mim...
Porque cama de hospital e caixão são individuais.
Somos responsáveis pelo que entregamos, não pelo que recebemos de volta.
Não vou me diminuir para caber no mundinho de ninguém.
Quem ama não limita os seus passos; ao contrário, corre para alcançar.
Antes, eu escrevia textos, declarações apaixonadas e recebia um simples “joinha”.
Hoje, os textos viraram poesias, músicas, crônicas — e são postados para todos.
Não vou parar de escrever.
Vou escrever mais.
Vou escrever melhor.
Quem sabe, em algum lugar, alguma palavra minha possa tocar o coração de alguém.
E, quem sabe, possa ajudar.
Porque, se a minha luz incomodar alguns, que ela, pelo menos, possa iluminar o caminho de outros.
Estar sem falar, mas o meu silêncio fala alto por mim. Ando mas a minha mente só sente o sentimento de correr e o coração só gosta de andar para ter mais tempo, tempo no tempo de Deus e saber, saber que mesmo lento chegará lá.
Tenho a agonia de ser frio como o fogo na veia. É minha aura narcisista tentando se auto-aquecer para arrefecer a mente quando o mundo só sopra vento.
Eu perdi as contas quantas vezes o meu entusiasmo, a minha gentileza, a minha polidez e o meu sorriso estiveram sob ataque até por parte de quem nunca vi na vida, mas eu escolhi resistir e evoluir.
Todos os dias me esforço para prosseguir com firmeza...
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus amigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Deixe-me passar com a minha dor,
É um rasgo que sangra.
Sem receita,sem remédio,sem a cura de uma ceita,
Somente ela me aceita.
Perdoe esse meu vício de linguagem,
Minha língua,
Sempre interrompendo a sua.
Sem meias palavras,
Te ganhando no beijo.
Perdi o interesse de voltar,
Isso inclui lugares e pessoas.
Quem não dá importância para minha presença,
Ofereço distância e ausência.
Sobre lugares e pessoas que eu prometi nunca mais voltar,
Até aqui,
Minha parte do nunca está mantida.
As pessoas erram quando falam que minha inquietude,
meu barulho assusta.
O perigo mora no meu silêncio.
Para algumas pessoas minha gentileza, até minha empatia,
Já minha confiança, não tenham tanta certeza.
