Minha Alma tem o Peso
O sofrimento testa e fortalece a nossa fé, molda nosso caminhar e produz regozijo na alma quando sabemos que com Deus, a tudo podemos suportar. Eu nem sei que mistério é esse, mas não consigo parar, me ajude então a frear, este coração que por ti vive a pulsar. Assim eu vou estancar, pois estou sem saber qual a marcha que devo usar. A marcha ré, nem pensar! Senão como poderei outras vidas ultrapassar para a sua alma alcançar. Estou quase perto para nela tocar, então vou deixar de blá, blá, blá, porque preciso me concentrar. O amor é lindo eu sei, isso ninguém pode negar, ele nos deixa como criança que vive sempre a acreditar na felicidade que existe e dentro de cada uma está. Não, não! Não me impeças de contigo sonhar, sendo assim, não quero pensar em acordar. Prefiro ser como uma rosa que ali fica a desabrochar. Com espinhos e sem espinhos, mas só os utilizo para as presas afastar, para que não arranquem minhas pétalas e sem elas eu fique a chorar. Por isso sem quem pode de mim sempre cuidar e estará sempre a me regar. Ele agora está lendo meus versos a recitar e com os olhos em lágrimas há de se emocionar.Um amor como o nosso, de geração em geração, irá se perpetuar e com as bênçãos de Deus, estaremos a caminhar e em paz seguiremos nosso caminho a prosperar.
A lágrima, é, se não, a expressão mais visível da alma;
Também é o sorriso, mas superficial, modesto;
A lágrima não;
Ela é a profundeza do ser;
É a materialização da dor, da tristeza;
Não se pode conter, ou segurar, ela é forte;
Qualquer ação humana, não é tão forte quanto o poder da lágrima;
Sua expressão e significado é profunda de mais;
Jesus, chorou mostrando a alma;
A lágrima ou o choro, não sei se é bom;
Sei que acontece;
Hoje é um dia triste.
A alma abriga agora uma grande vazio.
Aquela luz interior, agora se apagou.
O sonhos ressecaram.
O dia em que trago no meu coração, uma tristeza sem fim.
Hoje é um dia triste.
Mulher
Que direitos são estes que ferem
Não só o corpo, mas a alma,
Que luta é essa que maltrata
Dilacera a coragem, faz crescer o medo?
Que culpa tão grande é essa
Que faz desejar não viver,
É a beleza, o aroma ou o sorriso encantador?
Seus cabelos ao vento, não podem servir como chicotes!
Um silencio, que fere!
Dilacera e maltrata.
Mas os olhares tão tristes
Com esses dias tão incompreensíveis
Não fingem.
Existe vida além-mar?
Existe esperança além da dor?
Existe força aonde só há terror?
Tantas perguntas em um corpo tão frágil
Capaz de fazer surgir à vida,
Mas ainda incapaz
De viver com a dor.
Não é pela violência sofrida
Não é pelo desespero nela contida,
Não é pelas marcas que não cicatrizam!
É pela alma ferida
Pela pureza perdida
Pelo corpo que deveria receber
Somente o calor
E sentir apenas o amor.
É o direito de viver
De ser feliz,
Que alguns ainda não conseguem
Se permitir.
Em vão busco acender um diálogo contigo: a alma sem tom da tua boca de água e vento despede cinza, névoa e tempo no que digo, devolve ao chão o meu mais longo pensamento...
e entre cactos estira esse desertos ambíguo que vem da tua altura ao vale onde me assento, procurando teu verbo.
Com os olhos marejados de estrelas perguntou: “Será que o nosso amor é verdadeiro? Coisa de alma? Será que é daqueles que duram a eternidade?”. E o silêncio se fez. Não tínhamos nenhuma resposta. Mergulhamos nos pensamentos de mãos entrelaçadas.
Foi a gota d’água...
Apagaram-se todos os lampadários que mantinham a sua alma acesa.
A imersão apavorante no mar da angústia foi inevitável
.
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Partida em aflições deixou-se arrastar pálida pelos remoinhos sombrios.
E mais e mais entristecida e chorosa por cada flash pesadelo,
afundava longe e profunda
.
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Percebeu-se completamente só
tragando o lodo negro de suas dores
.
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O corpo latejava agudo esquecido inerte indefeso inconstante
Seus gritos se perdiam antes mesmo de serem ouvidos.
Entregou-se enfim
.
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Hoje,
encontra-se cerrada numa mortalha de pavor
padecendo num abismo perturbador
sem sequer compreender que somente ela mesma
possui a chave que a livrará desse sofrimento
.
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Não tentes descobrir os meus segredos
Respira as pétalas da alma que te dou
Não procures entender a verdade com enredos
Sente nas palavras quem eu sou
RESSACA DE AMOR
O amor é o alimento da alma.
Mas se esse alimento não for sadio,
bem conservado, bem temperado,
pode fazer muito mal.
Terminar numa inesquecível ressaca.
E nem queira conhecer, a dor
de uma ressaca de amor.
Tudo muda, por isto não vivamos de aparência.
Toda alma amiga gosta de ser apreciada, acima de tudo estimada, reconhecida e admirada até nas coisas cotidianas. O que eu quero dizer com tudo e que ocorre uma espécie de validação de importância da pessoa, tudo isto de acordo com a impressão que esta tem do quanto o outro percebe.
Queremos a todo custo ser amados, admirados e respeitados. Sabemos o quanto é gosto e agradável, porem existe algo mais gostoso do que ser amado, apreciado e querido. E quando existe a recíproca: amar, apreciar, reconhecer e admirar. Contamos também com algo sublime... O amor próprio, o reconhecer-se estimável, se admirar, sentir-se em paz com sua própria existência. Neste último aspecto da percepção de quem somos, encontra-se o segredo do carisma: independer da impressão que temos de como o outro nos vê para que nos sintamos importantes, merecedores de afeto e estima.
Eu considero o seguinte:
- Se você não se sentir totalmente bem com quem você é agora, acabará assumindo papéis; aparência para provocar atração estima. Não viva de aparências, tudo muda.
Você escolhe ser quem você é e apreciar suas características, se estimar e aprender a se amar;
Você em lado diametralmente oposto à escolha anterior, optar por ser quem você acha que agradará os que te rodeiam, torcendo para que te amem, respeitem e estimem.
Nesta segunda opção, temos que levar em conta o risco de comprometer a nossa espontaneidade, com isto ocultamos nossa essência.
Quem não anda a busca de aplausos, não teme vaias. Lembre-se que tudo começa em como você se vê e como se sente a seu próprio respeito: ame-se. A seguir, aprecie, estime, reconheça qualidades no outro, incondicionalmente.
