Minha Alma tem o Peso

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O incêndio causado na alma pelo amor é interminável.

O choro é a melhor água pra lavar a alma

É na solidão que a alma cobra o que a mente precisa lembrar.

O corpo almeja conforto; A alma aprecia afeto.

Meu corpo é um empréstimo temporário da natureza; a alma sou eu.

A alma sacia a fome com afeto.

O corpo é apenas um empréstimo da natureza; a alma sou eu.

A fome que a alma sente não consegue ser saciada com objetivos materiais.

A alma (você) não é o corpo para se ferir; o sofrimento vem do apego ao corpo, ao pensamento.

O sentimento me guia,
A mente me controla,
A alma sou eu escolhendo.

Toda alma vem ao corpo com um dom, com algo que possui um verdadeiro significado e sentido para viver a vida. Esse dom não é algo que aparece imediatamente, mas sim algo que deve ser descoberto ao longo da vida.

Contudo, antes de encontrar esse dom, é necessário eliminar tudo aquilo que, no fundo, nunca teve a ver com você. Refiro-me às coisas que a sociedade impôs desde a infância, às expectativas e padrões que nos empurraram. Tudo isso forma uma camada de influências externas que, muitas vezes, não correspondem ao que realmente somos.


O que sobrar após eliminar essas camadas de condicionamentos é, muitas vezes, o que tem a ver com o seu verdadeiro eu — o seu dom, o seu propósito. Esse dom, esse sentido, é algo único, que está profundamente ligado à sua essência e ao seu ser.


Não existe dom melhor ou pior, pois cada um tem o seu próprio. Cada pessoa tem sua própria verdade, seu próprio caminho, seu próprio sentido. E esse sentido é o que realmente faz sentido para a sua vida, não importa se esse sentido parece simples ou até incomum aos olhos dos outros. O que importa é que ele faz parte de quem você é, faz parte do seu dom, e isso é o que torna a vida verdadeira e significativa para você.

Alma eterna, corpos temporários.

A alma e o corpo são uma única junção: A vida.

Amar tudo como é, inclusive a dor e o que parece mal, é a cura da alma. Quando o amor está presente, nada é realmente ruim.

Sobreviver é necessidade do corpo;
Viver é necessidade da alma.

A alma e o corpo são uma coisa só: Eu.

Quando você se olha no espelho e se vê bonito(a), mesmo desarrumado(a), está vendo sua alma, quem você é por dentro.

Quando você se olha no espelho e se vê feio(a), mesmo arrumado(a), está vendo a aparência, quem você tenta ser para agradar os outros.

A alma é um conjunto invisível de intenções de um ser;
O corpo é um conjunto visível de ações de um ser.

A alma é o ser, o corpo é apenas parte do ser; Então, não adianta você olhar as ações de um corpo, pois o que vem primeiro são as intenções, ou seja, o ser — a alma.

A melhor forma de sentir as intenções do ser é pela sua própria intuição, pois a intuição é um poder invisível que te revela as intenções de um ser antes do corpo desse ser agir.

As intenções são o próprio ser, ou seja, a alma;
A intuição te revela quem é o ser, ou seja, quem é a alma com a qual está lidando.

Mas, para saber com qual alma está lidando, você tem que enxergar primeiro com quais intenções próprias você tem ou já teve!

"Uma alma eleva a outra."




Obedes Lobadias, no livro Labiríntimos Ou Poemas Mal Escritos."

Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.