Minha Alma tem o Peso
"Não existem pessoas comuns aos olhos de Deus. Cada alma que você encontra custou o mesmo preço para Ele: o amor infinito. Trate cada pessoa como o tesouro divino que ela é."
"O verdadeiro tesouro trilionário reside na alma: um caráter íntegro e valores nobres são os únicos ativos que o tempo jamais desvaloriza."
"O perdão é o remédio da alma que limpa o passado e abre espaço para que o amor divino cure as feridas e restaure a nossa integridade."
"Onde entra a oração, a mágoa sai. Deus preenche os vazios da alma com uma esperança que ninguém pode tirar."
"Não deixe que o brilho do seu ouro ofusque a luz da sua alma. Quem coloca o poder acima das pessoas, acaba descobrindo que o ouro é frio e o poder é mudo quando o coração precisa de consolo."
"O seu corpo é o veículo da sua alma e o laboratório dos seus sonhos; não polua o motor da sua existência com substâncias que degradam a sua biologia e o seu futuro."
"A riqueza de Deus enriquece o bolso, a mente e a alma sem deixar cicatrizes. As drogas deixam marcas que nem o dinheiro pode apagar. Escolha o caminho da luz."
"Quem defende as drogas está construindo um muro entre a sua alma e o Criador; não se pode abraçar o vício e caminhar de mãos dadas com Deus ao mesmo tempo."
"A defesa das drogas é o sintoma de uma alma que se perdeu do seu propósito divino. Volte para Jesus e descubra que a verdadeira euforia está na santidade."
"O seu corpo é o quartel-general da sua alma. Quem permite a entrada de drogas está entregando as chaves do comando ao inimigo. Retome o controle e edifique o seu poder."
A DOR QUE EU CRIAVA
Por onde olho, vejo o mundo
No espelho refletindo minh’alma
E descrevo sem cortejos:
O que o íntimo do meu ser esbravejava
Era um buraco escuro.
Um palmo de distância separava
Meu corpo do paredão aceso
Que em fogo chamejava.
O que me deixava confuso
Era a incoerência de como ocorria,
Pois, se escuro estava,
Meus olhos não viam,
Mas meu corpo na dor sentia
E sofria a dor que era só minha,
A dor que eu mesmo criava.
Pena que a gente não escolhe
Com quem iremos conviver.
Ainda bem que o mundo é livre,
Junta pessoas para aprender
A dividir o tempo todo
E relacionar-se mesmo sem vontade
Pois, além da nossa compreensão,
Existe um ser divindade.
Alma hipócrita...
Odeio o silêncio que fica quando você vai,
Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer,
Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder.
Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante,
O inacessível é meu combustível, meu vício constante.
Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações,
Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições.
Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória,
Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história.
Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal,
E finjo que o veneno que bebi era algo natural.
Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel:
Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel.
"Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer,
Justificando o golpe de quem nunca soube me querer.
Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa,
Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça.
É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir,
Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir.
Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil,
Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril.
Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia,
Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.
