Meu Sonho e te Conhecer
Rodeio na Véspera de São João
Rodeio na véspera de São João encanta o meu coração,
Você é a minha absoluta paixão
que faz de mim faceira
e tua Lua no céu a noite inteira
sobre o Pico do Montanhão.
Nesta véspera de São João
eu quero ser levada
para dançar em alguma festa,
nem que seja só na imaginação,
mas vou te esperar discreta,
porque tenho medo de receber não.
Rodeio na véspera de São João
me faz quer te encontrar
no Mercadin lá na Rio Branco,
Para experimentar com você
Maçã do Amor, Pipoca, Pinhão,
Algodão Doce, Rapadura e Quentão.
Quando chegar a hora quero
estão mais quente do que uma
boa porção de pinhões na sua mão,
quero que você avise para toda
a cidade que você me deu o seu coração e é seu o meu coração.
É tudo isso que está se passando comigo nesta véspera de São João aqui na nossa linda Rodeio
amorosa e cheia de paixão,
e se eu falar mais: muitos irão capturar para quem é a confissão.
Tudo o quê tenho pedido
ao Deus do meu destino
neste Hemisfério Sul
é que os meus poemas
sejam imparáveis
alimentando os sonhos
de liberdade dos justos
tais como os frutos
das gentis Capororocas
que alimentam os pássaros.
Novena de Frei Bruno
O Céu abençoado sobre
o Médio Vale do Itajaí
está muito nublado
e o meu bem amado
não está comigo por aqui;
é ele a bênção do Céu
que ao Bom Senhor eu pedi.
Hoje é dia 30 de Junho
e mais tarde vai ter
Novena de Frei Bruno,
e vou lá por nós dois
no Diamante rezar com
o maior amor do mundo.
A Novena vai acontecer lá
na Capela Santa Apolônia
sob a condução das Irmãs
Catequistas Franciscanas,
e renovarei aqui em Rodeio
todas as minhas esperanças,
porque quem ama não se cansa
nem mesmo das próprias ânsias.
Aguardando o ideal
tempo romântico
para te aconchegar
no divino refúgio
do meu amor divino,
Colhi uma Gila madura
para fazer doce poético
para mimar o paladar
porque temos um
ao outro para se aninhar,
Embora o amor
viva de emergência,
também faz escola ao esperar.
As Aroeiras cantam doces
para mim junto com o vento,
Meu bonito envolvimento,
te espero sem contar o tempo,
O teu amor fundou em mim
Pátria, poesia e enredamento.
O Camboatá-Vermelho dança
um bonito baile com o vento,
Não consigo mais tirar você
do meu coração e do pensamento,
És a poesia d'alma e do sentimento.
O meu poema Grimpeirinho
se alimenta de um único
fruto que é o seu amor divino,
E nasceu feito para dar asas
e voar com a sua imaginação.
Sob a sombra da Crindiúva
o meu olhar te encontra
e o teu amor devagarinho
com poesia foi tomando
conta com tudo aquilo
que pedi no meu caminho.
Meu barquinho é feito
de milagre e de Timbaúva,
A poesia cruza junto o rio
que deságua no mar,
Gosto de ver Timbaúvas
lendárias de pé para barcos
nesta vida nunca nos faltar,
Gosto quando você fala
comigo porque me faz flutuar.
O teu desejo por
muito tempo
não vai resistir,
Teu peito intenso
está a queimar,
O meu veneno
é alucinante,
Sou coral-de-fogo
a te capturar,
As tuas defesas
vou incendiar,
No meu recife
você vai habitar.
Nas profundezas do oceano
Corais-cérebro decoram
a cena com nobreza,
O meu amor te levará à tona:
a respiração é o poema,
quem ama nunca aprisiona.
No Coral de mesa
fiz o meu altar,
Declamei o poema
que fala do teu peito
como o meu lar,
Sem nenhum exagero
somos todos oceanos
encontrados de uma
só vez no mesmo lugar:
Não há mais como negar.
Como um bravo chacal
fez o meu peito sangrar,
Para ti convém dizer:
- Que tudo foi momento,
ferindo-me o sentimento.
Nos meus tristes olhos
você não quis olhar,
Talvez por medo,
De até mesmo sonhar.
Lágrimas de puro âmbar
saem dos meus olhos doidos,
Não tenho parado de chorar.
Vocação para se consumir?
Não tenho, tenho 'porquês'
na vida a embalar e seguir.
Cometa consumido sempre
traz uma prenda e regra,
Quando ele cai na Terra,
é capaz de marcar e virar
Campo de meteoritos.
O amor é caleidoscópio
nas mãos dos ingênuos,
O amor é mistério
nas mãos dos cientistas,
É algo que não se explica,
e nas mãos de quem crê,
É sempre pura mística.
Como o destino é irônico,
não exigirei mais nada,
Porque 'nada' tens a dar,
e mesmo se tivesse,
Nada vale a pena forçar.
O amor não se comanda
nem por um botão,
Quando chamado de idiota,
ele se recolhe e vai embora.
Em algum momento
tive medo de
perder o meu pão,
E da noite para
o dia o perdi,
e me tornei o poema
da imigração.
Não existe governo
que dê conforto
ao povo,
Se não formos
unidos vão nos
matar de desgosto.
Que me condenem
ao lixamento moral,
A verdade precisa
ser ao povo dita,
porque mantê-la
engolida é imoral.
O direito sagrado
de gritar contra quem
Nos escraviza não
vou abandonar,
A nossa realidade
povo e povo,
Pede que sejamos
contra os regimes que
querem nos assassinar.
Aqui não é qualquer
lugar do mundo,
Eu e você nascemos
na América do Sul,
Lugar onde não
existe Governo,
E sim senhores
da nossa escravidão,
não há esquerda e direita,
são eles contra a população.
Escutei o eco do meu
clamor por liberdade,
um canto suramericano,
muito além do oceano.
Canção do interior
que não passa
e jamais passará,
da dor do General
quer saber quando
alguém cuidará.
Epopéia é o nome que
deveria se dar
ao adjetivo de quem
suporta preso e quieto.
Inocência conhecida
vítima de uma dor
que também me dói,
a verdade ninguém corrói.
Resolvi escrever este verso
para dizer sem engano:
- Que o meu desejo é maior
do que todo o [oceano.
Acolhi a bailante rima
para remar na corrente,
Quero o teu beijo quente,
Que a vontade [atiça].
Percorri o dobrar das ondas
para dizer sem delongas:
- Que te quero além...,
E que você já é o meu [bem.
Meu amigo vento, você que anda pelo mundo, me faz um favor, se encontrar ela por aí! Assopra ela de volta pra mim...(Patife)
Meu pai é uma figura:
Figura honesta,
Figura amiga,
Figura bondosa,
Figura entres as figuras,
Figura que amo,
Figura em quadrinhos,
Figura no meu figurino,
Figura em passos lentos,
Figura em cabelos brancos,
Figura sem nunca figurar,
Figura sim, e daí?
Figura em cores do arco-íris
Meu pai, é realmente uma figura...(Patife)
