Meu Sonho e te Conhecer
o cheiro da febre em meu corpo é vago,
nao sei de onde
acabei de acordar
e por leve instante nao sei onde estou
nos meus sonhos é tudo muitoconfuso
na minha mente conturbada nao se me dirigir a paz
há dentro de mim
mas quando as ideias se misturam
viro alguem que sempre fui
mas dessa vez
meu corpo manisfesta
soa
o amor me deixou
a solidao me abraça diariamente
peço entao para que essa solitude que habita em meu peito
demore a passar
peço e grito com todas as forcas
para que nao se va
ah solitude
ousada como pedras de esmeralda s
me mostrou um mundo ao qual jamais vira
me leve para nuvens
que habitam dentro de mim
me leve para minha mente
e que eu nao saia mais dea
me envolva como te envolvo
e cuide de mim
mesmo que as vezes nao cuide tanto de ti
me perdoe solitude,
por te deixar só tantas vezes
quero alto gritar para que em meu peito nao se esqueça de meu rosto
se um dia navegar
tenho medo de saltar em cima do mar para sentir aquilo...
nao sei se entendes,
me leve em seu cruzeiro
e me faça mar
navegue em meus cabelos
que te deixo habitar
amor para poeta é mais que imaginas
paixão para artista
é maior que a novela da tv
te levo pra dançar
e de repente ja nao sabes onde esta
te levo pra selva
aquela mesma que prometi me encontrar
a raposa ri
do meu jeito tao estabanado
escrevo em telas pois meu caderno ja se foi
o outro me espera na loja,
uma loja de telas com certeza terei meu bem
galeria sem ardor
uma superficie completamente sem dor
para que minhas artes sejam expostas
como carnes em açougue
para que seus olhos sintam
como a panela sente a carne sendo fervida
e quando alguem finalmente se servir,
e gostar do que comes,
repetira.
logo em seguida tentara fazer algo para que aquele gosto volte em sua boca,
como a arte nos impulsiona,
ele fara um quadro, alertando para que o sabor retorne,
ate que um dia ele virá,
com um gosto diferente,
com homem provando da arte do seu proprio dente
“A única razão provável para se cometer suicídio, no meu caso, será a convivência forçada com a estupidez, entre elas destaco o ciume injustificado.
Não digo o que penso sobre o meu semelhante, não por amá-lo, mas por respeitar seu direito à hipocrisia.
As pérolas de meu irmão Jadeilson
Meu irmão, Jadeilson, é um homem simples, mas vez por outra me manda uma pérola filosófica. Outro dia, ouvi de sua boca algo espantoso, para um homem que tem como ofício, ser pedreiro e criador de galinhas.
Disse-me ele em uma conversa sobre política e corrupção: "Prefiro conviver com Leão saciado a ter que viver com um Cão faminto. Fazia ele analogia simples ao político rico e ao político pobre. Hoje, todavia, em outra conversa, me disse meu irmão: "Evan, você sabia que a persistência é a mãe da prosperidade?"
Nos dois casos, disse pra ele que são conceitos, contudo, vindo dele, de quem eu sei que não leu em livro algum, disse que sim era um pensamento original de muita relevância, uma vez que lhe veio à mente pela observação e não por estudo meticuloso, também a ideia do cão faminto nos reporta ao livro de "Eclesiastes", mas sei que ele não tem a maldade intelectual para plagiar o ora dito Clássico Bíblico. Disse a ele, meu irmão você um verdadeiro filósofo, à moda de Sócrates, que não escrevera nada.
Aos olhos dos homens que não sabem do meu universo, concluem estes senhores debilmente, que não consigo terminar o que começo.
É que toda rotina e gestos repetidos me enfadam. Por isso me tornei escritor, neste contexto criativo, posso com um ponto final, por fim em um projeto, seja este um conto, um romance ou um verso.
Todavia nunca termino meus trabalhos textuais com ponto final, prefiro sempre uma breve interrogação. Sou um escritor medíocre ou um gênio preso nas grades do anonimato?
evandocarmo.com
Mais respeito pelo livro, meu caro leitor
A um amigo livreiro
O que acontece dentro de uma livraria? Digamos acertadamente que é um ótimo lugar para se descobrir o mundo. Muitas viagens acontecem quando abrimos um bom livro, isto ocorre sem que seja preciso tirar os pés do chão. Numa livraria, contudo, temos a chance de perder a inocência, outros de perder definitivamente a ignorância, já outros podem se descobrirem escritores, assim como se deu comigo.
Mas como funciona uma livraria, qual é o seu papel social, se é que o tem? Você que visita regularmente este lugar sagrado, sabe de fato qual é a sua real importância e significado?
Existem boas livrarias que têm consciência do seu papel na sociedade, estas não estão no mercado apenas para lograr êxito capitalista. Sei de algumas que permitem que o cidadão leia seus livros mesmo sem a obrigação compulsória de comprá-los, isto é fundamental, sobretudo em nosso país onde o livro não está acessível para todos.
No entanto, tenho observado que estes mesmo cidadãos, que aparentemente amam os livros, ou pelo menos querem passar uma imagem positiva, quando estão com livros em mãos, especialmente em público, dentro destas livrarias que nos permitem a leitura gratuita, que estes não são assim tão educados quanto querem parecer. Pois bem, um amigo meu de longa data, e que já trabalha por décadas em livrarias como estas já citadas, me contou algo que me causou indignação.
Disse-me este amigo, que o seu maior e mais enfadonho serviço, é arrumar estes livros que generosamente são oferecidos para leitura gratuita aos usuários de sua livraria, pois segundo ele, as pessoas pegam estes livros novinhos em folha e não têm nenhum cuidado ou responsabilidade social de devolver os mesmos em perfeito estado como os encontraram para que outros também possam se beneficiar de suas leituras.
Estes senhores e senhoras bem instruídos e, e que por isto deviam ser também bem educados, estragam os livros por abrir demais as suas páginas, como se donos fossem destes belos livros novos. Outra coisa impressionante, é o fato deles violarem os livros lacrados e deixarem o lixo para este meu amigo limpar, como se estivessem em suas próprias casas.
São atitudes como estas que denunciam a verdadeira alma do povo brasileiro, mesmo dos que se dizem cultos, estes não possuem ainda a mínima educação que se espera de pessoas civilizadas. Portanto, caro leitor, eu penso desta forma, se você realmente ama os livros e sabe do seu real valor, não o rasure nem quebre as suas folhas, nem dobre uma paginas como marcador de livro, pois isto revela uma grande e imperdoável falta de educação e respeito por quem os produzem, e especialmente por quem deles cuidam tão bem como este meu amigo livreiro.
Não basta saber ler, ou tirar fotos em livrarias com livros nas mãos, pois a educação não vem apenas dos livros, ela é reflexo do caráter que se desenvolve em casa, ela vem, portanto do berço, não da condição de leitor.
NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM "da série: meu desassossego"
O trabalho é, para alguns espíritos, uma fuga da mente medíocre incapaz de criar belezas através da arte.
“O fato é que vocês não se suportam. Seu trabalho é fuga, um desejo de se esquecerem de vocês mesmos. Mas vocês não têm conteúdo... nem mesmo para a preguiça”.
Impossível não concordar com Nietzsche sobre este tema. Por exemplo, quem em seu desespero de conquistar o mundo, no afã de ganhar muito dinheiro produziu algo de belo, a ponto de se tornar eterno entre os mortais burocratas capitalistas?
Que estadista ou mega empresário teria tido o tempo, o dom e a paciência para escrever um Dom Quixote, ou quem sabe para elaborar a república de Platão? Quem pode imaginar, quem em sã consciência conceberia um Homero preocupado com o preço da gasolina ou mesmo do carvão, ou com o preço do barril de petróleo e seus derivados?
Nem só de pão vive a arte, embora não coma o pão da preguiça e nem beba o vinho da vaidade presunçosa, a arte é o vinho e o pão que nos alimenta, de beleza e esperança, é quem ascende o fogo do desejo de viver nas almas dos homens, é ela quem encanta as musas e dissemina a semente da fé no futuro da humanidade, sem a arte morreríamos de tédio: Salve Goethe.
Os artistas, embora lucos, são eles os guardiões da lucidez humana.
Um diálogo entre o filósofo e o poeta- ambos habitam em mim
- A vida está passando, meu caro poeta, então o que foi que fizeste da vida?
- Fiz muitas coisas, aliás fiz mais poesia do que coisas, afinal as coisas se diluem com o tempo; já a poesia, esta flui como o rio de Heráclito, se transforma.
- Nada permanece para sempre, poeta, nem mesmo o rio, tampouco tua poesia se transformará em algo concreto.
- Mas o que queres dizer com isto, meu caro filósofo, tens tu produzido algo imortal, algum pensamento que suportará o crivo da eternidade, caso ela exista de fato?
- Creio que não, e, todavia, enquanto observo e descrevo o mundo sensivel, tu ficas aí com as tuas viagens metafisicas, tentando encontrar a razão para a existência do tudo e do nada.
- Quem de nós dois é mais alienado? As coisas são o que são, e isto não tem autoria intelectual, elas são como são, nós é que tentamos lhes dar outro sentido ou significado...
Costumo escrever com a mesma pena e verbo de grandes clássicos, às vezes, para confundir meu leitor, sobretudo aquele menos informado, assino como outra pessoa, só pra ver o resultado...
"O Maior símbolo de humanidade, a meu ver, é a educação social, ser cortês e mostrar empatia e respeito pelo semelhante."
SOBRE LIVROS E FILHOS
Escrever o prefácio do seu próprio livro, é, a meu ver, o maior enfrentamento moral para um homem, pelo fato de que ninguém melhor que o pai sabe da índole do seu filho, dos seus defeitos e virtudes, vícios e tendências para o bem ou para o mal.
Sem, contudo, negar que muitos dos defeitos que os filhos têm, não raro, sem via de regra, são heranças dos seus pais-genitores.
Desta forma, portanto, somos responsáveis pela conduta dos filhos, ainda mais quando estes filhos são livros, que vieram à luz do mundo em surtos de loucura consciente ou em momentos de delírios de vaidade.
Dos meus filhos-livros, sei muito mais do que sei dos meus filhos espirituais e carnais. Contudo, o livro é, quando bem escrito, a imagem e semelhança do seu criador...
Disse em algum momento da minha prole literária, que todo romance é confissão e toda obra um livro só, uma autobiografia de quem o escreve, só os livros ruins são invenções bem elaboradas, ficção inútil de quem não tem coragem de se revelar por inteiro, nem de se comprometer por escrito.
SOBRE MEU FARO PARA AS VIRTUDES CRIATIVAS
Reconheci Kafka, Nietzsche, Goethe,
quando os vi à primeira vista.
Não foi necessário apresentação,
para Saramago e Camus.
Já Dostoieveski e Tolstoi
estes, por exemplo, me foram apresentados
por Machado de Assis, aliás,
Machado me apresentou também
Voltaire, Honoré de Balzac,
Vitor Hugo e Stendhal.
Assim ainda mantenho meu faro
para bons escritores e poetas, contudo,
lendo sobre alguns outros,
por quem tenho real interesse
percebi que suas histórias são semelhantes
quanto ao sofrimento, ao talento e criatividade.
Para se tornar grande, penso, que é preciso
trilhar caminhos tortuosos e espinhosos,
pois acredito, que assim como a ostra,
na vida, o artista não produz pérolas
sem muita dor, estudo da sua própria situação
e muita paciência...
Estou cansado da convivência
com humanos estúpidos e violentos,
aguardo o fim do meu trabalho compulsório,
anseio o dia em que voltarei para minha casa
de longa direção.
Meu pai
Cresci admirando um homem
Que saía de manhã e voltava à noite
Ao sair, beijava minha mãe e eu
Ao regressar, beijava a mim e a aminha mãe.
Cresci observando um homem
Que tinha mais virtudes que defeitos
Um trabalhador incansável
Um modelo quase perfeito
Aprendi com este homem
Uma lição que jamais esqueci.
Este homem ainda está comigo,
Habita dentro de mim.
Cresci.... Agora sou eu quem sai
De manhã e volta à noite
Ao sair, beijo minha mulher
Ao regressar, à noite, beijo meu filho.
Me acostumei com a imagem de um homem
Entrando e saindo da minha casa
Mas que nunca saiu da minha vida.
Evan do Carmo, do livro, o Cadafalso, 2009
Ela é o doce apurado dos meus dias...o (🍷 vinho) seleto, a recompensa celeste do meu trabalho árduo do viver... Iranete Do Carmo
A propósito, eu acredito em Deus e no Amor.
"Aproveite o meu verbo-salivo,
pois ainda há pulso
mesmo anêmico e frio
parece vivo
este meu discurso
sobre a pedra
sobre o rio...."
Amar
Eu te amo, acredite, amo-te
Que amor maior não cabe no meu peito
Do que esse amor, nos versos da poesia
Maior amor também não caberia.
E por te amar demais, e pelo encanto
Do amor que amar me faz, trago esse pranto
Porque eu te amo tanto todo dia
Neste pranto de amor e de alegria.
Amo-te como um simples trovador
Que dedica seu amor num canto rouco
Esperando da amada o fim da dor
E te amo assim, quase doente, como um louco
Perdido na grandeza desse amor
Na convicta impressão
de que todo este amor ainda é pouco.
Pra você Iranete Do Carmo
