Meu Sonho e te Conhecer

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E o que é a vida meu amigo?
A vida?
A vida, é um instante que lembramos como a melhor fase da vida este é a infância
Ah! A infância onde viver era só viver e mais nada
Sim, com o tempo esquecemos o que já fomos
Crianças felizes que sabiam viver a vida...


Marcio melo

Quem vai me julgar?
Quem se tornou meu juiz?
Alguém que não estava ao meu lado quando a dor doía
Alguém que não ouviu meus gritos
Alguém que nunca enxugou minhas lágrimas
Alguém que não conhece a intensidade do meu sofrimento
Essa pessoa me julga?
Essa pessoa se tornou meu juiz?


Marcio H.melo

Meu olhar atípico


Quando olho para um ser humano,
o que eu vejo?
Bom, eu vejo exatamente um ser humano.


A única coisa que nos torna atípicos é ter um olhar diferente e enxergar, de fato, o ser humano.
É muito comum as pessoas ignorarem esse fator crucial: ao olhar para o outro, esquecem que somos, antes de tudo, humanos.


Pessoas em busca de sonhos, planos, objetivos e realizações.
Aí está o ponto onde a pessoa com olhar atípico se distingue dos demais.


Nós olhamos de fora para dentro e observamos os detalhes:
as expressões, os movimentos, até a forma como respiram.
Não é superficial. É saber que um ser humano é mais que uma unidade, mais que um número.


É entender, ao observar, que ali existe um indivíduo.
Existindo, sobrevivendo em meio aos mesmos problemas, normas, leis, fatos e acontecimentos.
Dividindo não só o mesmo espaço, mas compartilhando do mesmo ar.


O olhar atípico é ver o que muitos não conseguem ou ignoram.
É enxergar mais que uma sombra,
mas o ser humano que a projeta.


Por Marcio Melo

Meu Amor
Marcio Melo


Em algum momento desta vida
eu terei meu amor.
E aí a gente vira sentido,
complemento, um só coração.


Até que os beijos, os abraços,
as carícias virem eternas.
Cada instante virando inspiração
pra quem se entrega sem preço.


Pra amar sem medo,
arriscar tudo por um beijo,
se aventurar no verdadeiro
e não soltar mais depois.


Só quero dormir e acordar
do lado de quem faz tudo ter sentido.
E amar cada dia
como se fosse pra sempre amar.

⁠porque eu ainda tento? Ninguém entende meu ponto, só exigem de mim, querendo que eu seja forte. Mas eu sou forte, eu só não quero ser mais...

Na alvíssima açucena que mora em meu ser prenuncio alvíssaras de um futuro irremediavelmente promissor. E meu estado anímico se faz em arcano de espanto. Minha individualidade axiológica encontra beatitude nos pequenos pormenores e pinto um quadro cambiante que transforma todas as cores existentes. Diria ser persistente almejar o realismo em fragmentos que fabrico. Na candura das flores e dos animais acontece um momento cartático, que resulta em uma cintilação púrpura na coalescência de um contemplativo raio crepuscular, que em sua deliquescência arde o diáfano brilho do sol adormecido entre lírios nas margens dos rios. E são efêmeras todas as demonstrações de afeto, pois floresce no deserto qualquer esperança de água. As flores eflúvias deixam idílicos os campos na aurora elísia de contemplações únicas e especiais, por sua raridade. E andamos na cidade de concreto e tudo parece cinza nas retinas limpas de um emérito trabalho sutil, que é rapidamente ignorado. E escrevo palavras na epifania de meus dedos quando a noite cai e escurece a terra. Os olhos esplendentes permanecem por uma estesia estética que alcança o etéreo na sonoridade agradável de uma flauta. Escrevo poemas obtusos e sua exegese é saber que se fala do belo transitório, que busca os melhores versos, desde o exórdio até o ponto final. E não falo de amor, pois que o poema é a própria expressão do sentimento, seja simples, seja hermético. São minutos de silêncio em que apenas a linguagem fala. E nisso mora sua raridade delicada. Na imanência de vir a me tornar quem sou, voo por planícies e faço rasantes nos lagos. Tudo é um substrato da liberdade maior que conquisto no imponderável cotidiano. E poderia dizer que amo, mas a palavra crua perde potência. Então afirmo desejar que seus dias sejam pacíficos e que você encontre no peito a incandescência do inexorável caminho da alegria. Assim eu diria. E após longo divagar me entrego ao laconismo, com as palavras silenciosas que não pedem abrigo. Apenas um ombro amigo.

Parabéns pelo seu dia, meu grande irmão Daniel Thomazi! Mais que um irmão, você é o companheiro de uma longa jornada feita de suor, conquistas honestas e cumplicidade. Guardo no peito a nossa história pulsando ao som de rock na Rua do Chuchu, e no Garage vários Metal extremo (Black Metal. Momentos eternos que o tempo não desgasta.Você é um cara de coragem. Se o passado trouxe invernos difíceis, saiba que nenhuma história se resume a um capítulo doloroso. Erga a cabeça: é hora de virar a página e focar na sua evolução. Proteja a sua paz, decida com sabedoria e não alimente conflitos desnecessários. A maturidade nos ensina que ignorar a ignorância alheia é o maior sinal de força. Sua capacidade humana e a sua energia são raras. Redescubra o seu lugar no mundo sem perder a sua essência verdadeira. Que este novo ciclo venha carregado de boas conquistas, muita saúde, fôlego renovado e caminhos iluminados pelo Criador Celestial. Obrigado pelas batalhas divididas e pelo privilégio da sua amizade irmãozão.
Feliz aniversário, meu eterno amigo e irmão!

O chicote romano arrancou a carne de Cristo, mas foi o peso do meu pecado que arrancou o Seu fôlego.

N.S

Eu posso ter tido mil e uma paixões, mas será sempre você o meu amor, é o que eu tenho de mais bonito, profundo, não é exagero se eu disser que daria a minha vida por você, é a verdade, porque a minha vida não faria sentido sem a sua, eu te amo como nunca amei ninguém, eu já amei, mas é a primeira vez que é assim, incondicional, eu não tenho nada seu que possa chamar de meu, nada do que eu realmente queira. Houve um tempo em que eu me tornei obsessivo, houve um tempo em que pensei estar louco, mas esse tempo felizmente passou, hoje eu tenho fixado cravado em mim esse sentimento que só Deus sabe a dimensão, e eu sei, é amor.

Esta é a minha carta de despedida


Desejo ser cremada. Quero abraçar as chamas em meu último contato físico, mesmo que meu corpo já não carregue vida, apenas uma casca vazia. Essa casca, que um dia sorriu, agora se despede. Joguem minhas cinzas ao mar, deixem as ondas salgadas me levarem. Que eu toque o mundo inteiro, mesmo em fragmentos dispersos.
Não quero funerais nem celebrações fúnebres. Só de imaginar a hipocrisia dos lamentos, o som de vozes dizendo o quanto me amavam ou sentiriam minha falta, sinto um peso que não quero levar. Por que poupam palavras tão belas em vida para oferecê-las apenas na morte? Não chorem. De que valeria? Não verei seus rostos tristes, nem poderei confortá-los pela perda.
Não sei se quero ser lembrada — depende da imagem que carregarem de mim. Seja na memória, no coração ou no vazio de um momento. Apenas saibam que parti sem arrependimentos. Se houver algum, que seja um reflexo das escolhas que fiz. E com elas, boas ou ruins, estou em paz.
Não chamem todos, apenas os próximos, os íntimos. Meus amigos, minha mãe. Não tragam parentes que vivem onde Judas perdeu as botas. Quero ao meu redor aqueles que estiveram comigo em vida, compartilhando momentos que valeram a pena.
Lembrem-se de mim como eu fui, em cada hora, em cada dia. Seja nos meus dias bons ou maus. Quando eu reclamava do cabelo. Quando chorava por não dar conta das mil tarefas que me cobrava. Ou quando sorria apenas por comer morangos. Lembrem-se de mim por inteiro, com meus erros e falhas, acertos e verdades.
E onde quer que eu esteja, partirei em paz, sabendo que, de alguma forma, vivi em suas lembranças.

A Noiva Cadáver


Ah, como consegue ser tão bela?
Mesmo quando me deixa, com todo meu amor,
Apenas para contemplá-la pela janela.
Oh, minha amada, por que tantas brigas?
Faço tudo por você, mas sempre me castiga.
Larga-me por um instante e volto às sombras,
Carregado por saudade, essa dor que desmorona.
Seu olhar agora é um punhal cruel,
Repleto de desprezo, enquanto te imploro no papel.
E dizem que sou ciumento, egoísta, vil...
Mas não foi você quem feriu este coração tão febril?
Agora, meu amor, te dou o que tens merecido,
Um toque afiado, um corte fino, um adeus contido.
O sangue dança pela casa, rubro e reluzente,
Enquanto teus olhos, pela primeira vez, me veem verdadeiramente.
Bailamos na sala em uma valsa insana,
Minha noiva eterna, tão fria, tão pálida, tão humana.
Ah, mas que inferno! Agora que a tenho só para mim,
Os policiais chegam, batendo à porta sem fim.
Não entendem o que é amor, não sabem seu sabor!
Julgam-me por te ter, por ser o único portador.
Você nunca soube, mas agora está comigo.
Por que não sorri? Não está feliz, querida?
Oh, minha amada, dançaremos até que a noite se consuma,
Pois nem o céu, nem o inferno nos separa em sua bruma.
E mesmo que o mundo insista em nos condenar,
Você é minha, para sempre, até o universo acabar.

Ah, meu amor, vem ficar comigo.
Vem, meu amor, vem correr perigo.
Ah, meu amor, somos mais que amigos.


O mundo é vasto, e a estrada é longa.
E a sorte ronda quem tem coragem.
Me dê sua mão, pulemos juntos
de asa-delta, sem mapa-múndi,
sem rota certa nesta viagem.


Não há campo aberto,
nem fogueira acesa à nossa espera.
Deixemos para trás o sonho e a quimera.


Não temos tempo para fantasias.
A morte vigia todos os mortais.
Nos esconderemos na multidão.
Entre tantos iguais
Comeremos o pão de cada dia.

Quanto mais julgo os outros, mais me aproximo do meu próprio julgamento.

O silêncio vestiu a madrugada de veludo e eu respirava a saudade que escreveu meu nome na areia do tempo, quando as estrelas aprenderam a habitar o oceano. Eu colecionava segredos que nenhuma árvore ousa revelar, mas as flautas cantam em forma de melodia e um dia talvez chegará à sua retina. Eu bebo lentamente a luz esquecida das águas e sou margem de muitos rios. Meu coração é uma biblioteca onde os relógios adormecem e a eternidade mora nos meus olhos de lembranças. Eu guardo a memória das nuvens no horizonte que fita o eterno em nossas mãos afetuosas, que cobre o chão de orquídeas. Eu acendo as constelações no inverno a bordar cristais na pele da manhã. A esperança caminha descalça sobre luzes incandescentes. O crepúsculo dissolve o ouro no sangue do céu e chove dourado em nossas escamas. O espelho conhece o rosto de sua ausência, mas a chuva penteou os cabelos da terra vermelha. Eu te falo de longe em sussuros de idiomas que apenas seus olhos compreendem. Cada folha caída é uma carta que eu escrevi e o outono enviou. O vento esqueceu sua infância entre os pinheiros, mas eu não me esqueci de seu sorriso altiveiro. Desconheço o vazio, pois levo sua face no sol e descanso debaixo de uma árvore de flores rosa e tudo é candura em minha rosto. Diriam que as cinzas ainda guardam o perfume do fogo e eu diria que minhas mãos guardam o aroma de lírios e açucenas brancas na tarde de paz. As flores conversam com o sol no idioma elísio e no céu e na terra vivemos o paraíso. O eco envelhece antes de encontrar quem o escute. Mas eu tenho palavras fartas nos dedos. O destino desenha labirintos em minha face, mas a tempestade aprende delicadeza ao tocar uma pétala. Eu repouso sobre o íngreme da montanha e avisto de longe a cidade que guarda as pessoas em edifícios. Toda lágrima conhece o caminho do oceano, mas minha alegria conhece sua língua e somos fluentes em querer bem as pessoas que conosco caminharam estrada. E sou feliz por existir e ter um rico passado. O presente me enche de glórias humildes e o futuro me parece o infinito que cabe dentro de um único instante.

Ainda sei o seu nome

Seu sorriso…
Seu sorriso já me salvou.

Houve, no meu mundo, um espaço chamado você.
Um templo que ainda me dá forças.

Ali, a hostilidade era sinônimo de adeus.
A hostilidade não encontrava entrada, porque os sentimentos só têm valor quando são verdadeiros.

Mas, depois daqui, quando tudo termina, esse espaço e esse momento se dissipam. O coração dá a ordem, e o manto do fim surge em uma bifurcação do caminho. Agora, sigo só.

Foi como uma explosão diante dos olhos. E foi nesse instante que senti ter doado meu sono ao tempo.

O momento doce acaba.

A sensação é a de uma esfera que se abre, e entrar nela é a única opção possível. Então, você vê o seu mundo girar, enquanto é lançado na estrada da vida.

Sem saber quando outro porto seguro surgirá e quando virá o sinal para que a esfera pare de girar; tampouco onde o renascimento do amor poderá acontecer novamente.

Ou não.

Entre Lágrimas e Visões

Há fases em que meu coração bate tão alto e tão forte que me assusta. Não consigo dormir, e meu sono se fragmenta em breves minutos de descanso.

Caio em lágrimas como uma criança que desaba ao chão quando percebe que a mentira também sabe vestir-se de paixão.

Há momentos em que meu rosto e meu coração se enrijecem pelo frio, pelo medo e pela decepção.

No entanto, tenho a certeza de que não são sonhos. São visões do passado. E, longe de me adoecerem, elas me enobrecem.

Ah, se você soubesse o quanto
eu te amo.
Te amo tanto. Não consigo
explicar o meu sentimento por ti,
Eu estava num dia tão ruim quando te conheci.
Nunca vou cansar de falar que te amo⁠.
Eu te amo.
Te amo daqui até a eternidade....

O frio pede você


O dia amanheceu cinza, com vento e com um intenso gelar, mas meu coração já sabe de cor o que ele quer para se alegrar.
O itinenário entre nós é distante porém, não há tempo, não há distância que sejam capazes de congelar o fogo que eu tenho aqui dentro.
Não tenho imagens da gente jovem, mas nossas trocas de olhares, seus passos de dança, seu perfume viril e a luz do seu sorriso permanecem fotografadas na minha memória e não se desprendem de mim. Tudo que está acontecendo hoje é prova do nosso desejo que só cresceu e não se perdeu no tempo. Eu me entrego a você como uma flor que desabrocha no inverno mostrando toda a sua beleza para alegrar a estação fria.
Estar ao seu lado é isso: quente no inverno, intenso no verão. Ah, vocé é....Sentir você, seus passos curtos vindo ao meu encontro, seu cheiro, seu sorriso, seu abraço que acalma.... Ah, é mágico ter você aqui.... Que a nossa cumplicidade continue caminhando em companhia com o nosso amor, com a nossa alegria de estar juntos, que essa paixão continue sendo o combustível nos dias frios, a palha que aquece a casa e a água morna do rio que refresca no verão

Pudesse eu desinventar o espaço para te entregar o orbe, mas como só habito o tempo, faço dos meus Cantares o chão onde o mundo, enfim, aprende a ser feliz.

Em meio às constantes lapidações da minha pedra bruta, você surge como o prumo que equilibra meu espírito e a luz que ilumina minha jornada evolutiva. No brilho do seu companheirismo e na mansidão do seu carinho, encontro a força das correntes espirituais que me sustentam, provando que o nosso amor é um reencontro de almas destinado a florescer na caridade, na atenção e na mais pura harmonia do amanhecer.