Meu Sonho e te Conhecer
Não pode e não
haverá de existir
Nada mais belo
e interessante,
E que nos conduza
a (fluir);
Nos levando
ao infinito
Do amor e da vida
alucinante.
Não sossego
e nem deixo sossegar,
Porque o que sinto
é de arrepiar:
Na poesia e na gentil
arte de amar.
Não devo nada
a ninguém
Nada mais
justo e forte:
É princípio
de (alguém)
Que é capaz
de amar
Até além
da morte...
Não calo e nem
deixo de escrever,
Aquilo que sinto_ eternizo
Na poesia o quê é,
e também há de ser!
Não nego o quê
bate no peito
Arrepiando a pele,
O amor é assim:
imperfeito.
Revirando o juízo,
Para tudo ele
encontra um jeito.
A poesia tem
a leveza das espumas
Ela voa pelo ar
tal como as plumas,
A poesia vira tudo,
e até te [revira
Te fazendo novo
para amar incrivelmente.
O canto que vem
de dentro,
É fruto que ninguém segura,
É a natureza que
ninguém [furta];
Ela é expressão do
meu sentimento.
Ai, poesia!...
Tão perfumada,
Escrita tão plena,
e tão apaixonada;
Voltei a ser menina
em versos [simples,
Não menos belos e
não menos importantes.
O barulho do mar
é como o riso,
Ninguém consegue
prever,
E jamais conseguirá
[conter];
Ele é como o curso
do destino.
Ria bem alto,
mesmo sem
contentamento.
Alegre-se
[sempre],
afastando todo
o sofrimento,
A liberdade pode vir
a qualquer momento.
Lembre-se de mim, assim:
como margarida vestida de sol.
Lembre-se de mim, assim:
como um sorriso sem fim.
Recorda-te que passei,
e que o amor um dia foi lei.
Agora, tudo mudou:
o tempo - implacável - passou.
Contente-se com a lembrança
Que não dissipou, e não passou,
Recorda-te da borboleta mansa,
- repousada na tua mão
Eu que fui verso e virei canção
Para sempre no país do teu coração;
Serei a tua razão,
- inesquecível -
Lembre-se de mim assim:
como o teu amor celestial
E de todos o mais incrível.
Libertei-me do ninho,
Sou o amor que voa sozinho,
Libertei-te para não voltar,
Viver para me amar
É tua responsabilidade;
Deixe-me no meu destino,
Sou o curso do rio de volta
Para a vida e para o mar,
Assim na poesia estrelar...
Não há nada que nos detenha,
E muito menos nos impeça...,
Nós somos livres porque cremos,
Nada concorre para a descrença.
O ser humano não tem respeito,
Para violar sempre insiste,
E acaba encontrando um jeito
De fazer o crime perfeito.
Não há nada que nos amordace,
Nem a cauta luz da Ditadura,
Quem ama uma causa enfrenta,
Até a mais dolorosa tortura.
O ser humano não tem cura,
Ele quer sufocar a ternura
A todo preço e custo...,
Ele não presta, é um ser imundo.
É incapaz naturalmente,
Só porque é especialista,
- se acha -
E pensa que é gente;
Sugerindo exterminar
A vida dos saguis
- ferozmente -
Coisa de imprevidente...
Você ainda
não percebeu,
Não tem problema!
Eu dou
conta de nós...,
Tenho uma doce
certeza,
- e nenhuma dúvida
De que o nosso
sentimento,
- nos leva para cima
Bem perto do nosso
recanto íntimo.
Certa do nosso
caminho:
Que é uma obra
de arte do destino.
Talvez ainda
desprevenido,
Mandaste-me
um beijo,
- com calor -
Eu não resisti,
e estou aqui
A sonhar
em versos,
Tentando um
soneto de amor,
Para chamar
a tua atenção,
Por pura
contemplação de alma
- afim -
Da tua adoração...!
Gera em mim mais uma vez,
Esse doce outono discreto,
Não nego jamais,
Eu te espero,
Ao passar de cada segundo,
Longe, mas não alheia;
O teu amor é a minha teia.
Girassol em flor,
Inigualável amor,
Adorado sem tabu, e sem pudor.
Riscam no horizonte,
Os primeiros raios,
São as tuas luzes,
Amor em verso,
Namoro em prosa,
Amor em chama.
Sábios são os teus poemas,
Chamamento celestial,
Horas em valsa,
Maré de contentamento,
Indissociável sentimento,
Tesouro do tempo,
Trazendo você para mim...
Sempre me supreendendo,
Carinhosamente,
Esculpindo a poesia,
- adormecida
Feito a duna ainda em grãos,
Aromas marinhos,
Do mar e do vento bailando,
- revolucionando
Um amor em construção.
Eu estou pensando em você,
E você está
pensando em mim;
Frondoso jeito
que me encontro
- pensando em você -
Ao encontrar
lindas flores
Num encantador jardim.
Eu estou pensando em você,
E te sentindo em mim..,
Macio e forte,
A tua natureza
é o meu norte;
Ao olhar estas flores vibro,
Admito, sonhar com você
Fazendo um coroa
de flores,
Para enfeitar
os meus cabelos.
Eu estou pensando
em você,
Em todos os nossos
desejos,
- intensos -
Profundos, sem tabus
e ledos,
Descobrindo juntos
os segredos.
Estou pensando
em você,
És o meu
amanhecer,
A minha paz e luz,
Você é cândido
e me seduz.
Estou pensando em você,
- aconteceu -
Estou te embalando,
E intensamente sonhando...
Asilada está em mim
- alegria indescritível -
Amanhecida, suave
E incrível!
Alegria poética de saber,
Que escrevo para te ter,
Te fazer sorrir e sentir.
Em cada letra lapidada,
Nasce um verso-joia,
Que forma um poema
- um tesouro -
Para fazer a tua alma
- serena -
E a tua entrega apaixonada.
A cada afeto embalado,
Surge ainda mais brilhante,
O meu despertar amante,
De escrever só para você;
Para que me repares
Toda a falta que só tu me fazes,
E para que não te esqueças:
E um dia aprenda me amar
Com a maior de todas as verdades.
Talvez você não
me enxergue,
Assim como eu sou,
Talvez você
não me amou.
Sim, o teu
discreto olhar
Traz para mim
uma esperança
- única -
Como um vagalume
a voar.
Talvez você
não me perceba,
Sou vegetação rasteira,
Sim, eu floresço;
Desabrocho,
Sou estrela-flor,
- em esplendor
Cravada nas areias.
Talvez ainda
não me ame,
Porque não
me conhece
- direito -
Nascida para
te amar,
- devotadamente -
Para satisfazê-lo
INTEIRO.
Eu te escrevo
como quem beija,
Só para ver se
você me (nota).
Eu vi o Sol desmaiar
de êxtase,
Para acordar nos
braços da aurora.
Nada me saciará mais
Do que você
como alimento,
Dono de um corpo
que me tira a paz;
E de uma fragância
cheia de sentimento.
Eu vi você amanhecendo
no meu peito
Como um lindo Sol
cor-de-coral,
Eu vi você
me levando...,
Para o teu abrigo
(espiritual).
Nada me aquietará
mais,
Do que ser calada
com o seu (beijo)
Pedindo de mim o segredo
que te satisfaz;
Sabemos quando
e como fazer do nosso jeito.
Tudo acontece
quando te vejo,
E até quando te ouço,
Talvez eu nunca te fale,
Embora, sei que
você percebe,
Que o meu corpo
pelo teu sempre ferve.
Neste círculo de condenação,
(íntima)
Cada momento seu sempre vira poesia,
(feminina)
Certamente encantada de vivê-la
Ao menos na (escrita).
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
As flores sobre o asfalto,
- suspiram
As emoções ao alto,
- inspiram
Multicores descrevem:
os amores secretos,
e os desejos indiscretos.
Em versos sinceros,
- imensuráveis
Não menos belos,
Censuráveis por uns,
- admiráveis
Por alguns...,
Curvados as boas letras
Para que não te esqueças.
Porque me descortinas,
Danço no meio da neblina,
Faço propositalmente rimas,
Canto de menina,
Bordado de senhora,
Cuidado de poetisa,
Passo de dançarina,
Sono de musa repousado
Desdobrado sobre as colinas.
A noite caiu desapercebida
De um jeito jamais visto
O luzeiro foi descansar
A Lua como a lamparina
Ilumina o altar da noite
De forma a fazer o céu gingar
Em companhia das estrelas.
A manhã surgiu desapercebida
De um jeito surpreendente
O luzeiro pôs-se a levantar
A Lua foi descansar
O luzeiro bem acordado
Surpreende o céu da noite
De forma a fazê-lo a se dissipar
E levar com ele todas as estrelas.
As moças sempre se encontram
Manhã, tarde e noite de mão dadas
Nestes versos mal escritos
As moças que mais parecem fadas
Estações da vida e dos tempos
Emoções que caem como chuva
Entre o céu e a terra - se apaixonam
Como certas brisas que se encontram
À beira do abismo bem em frente ao mar...
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
Escrita sobre linhas de ouro,
Tranquila em curvas e retas,
Revista na valsa das horas,
Exata como ilhas e terras.
Intensas veias cor de rubi,
Mexendo com as intenções,
Serenas intenções por ti,
Extasiando as intenções.
Consignada rubra estrela,
Brilhante no firmamento,
Flórea e bem vermelha,
Fiel eleita pela beleza.
Comungada com os astros,
Seguindo os teus passos,
Vou vivendo a sua espera,
Só para viver nos teus braços.
Para uns sou o veneno,
Eu te inebrio,
Para outros o remédio,
Eu te acordo,
Sou o mais fino vinho,
Jardim acetinado e vero,
Carrego a grande espera
Do tamanho de tudo e do mundo,
A minha alma não cede, é sincera;
Posso vir até sofrer, mas não em vão;
Nasci para te entregar o meu coração.
O tempo tem a fúria louca,
Ele passa, e não perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroída,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
Não é de momento,
É sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti não abrirei mão, e já
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
Não existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre será
Tempo para amar, amar, amar...
Não existe amor diferenciado,
Todo amor sempre será amor,
Ele é o espetáculo em esplendor.
Não existe jeito de amar,
Amar sempre encontrará
O seu próprio jeito de amar...
Não existe amor perdido,
O que existe é amor
Que não foi concretizado.
Não existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizará.
Magnífica floração surgida,
Do teu doce encanto ungida,
Maravilhosa imensidade,
Do teu coração oceano
E da tua amorosa bondade.
Esta divina e serena presença,
Sempiterna claridade,
Repleta de amor e majestade,
Dedico a minha ternura
E a minha fidelidade.
A flor do hibisco que saúda,
O vento do litoral que brinda,
A paixão eterna e purpúrea,
A Natureza sempre é elixir,
É a vida que salta e sinaliza
À despertar, amar e sentir.
A flor do hibisco brilha,
E aos olhos encanta
Com corporificada ousadia,
E coragem acalentadora
No outono que não se encerra,
É a própria primavera!
A flor do hibisco é sinal
De que também pode como a rosa
Ser tão bela e tão poética;
E assim sendo sinestésica
- magnética
No jardim do amor, perpétua.
Ressurgida deusa misteriosa,
Atraída pelo entardecer,
E colocando-me a postos,
Sempre a tua espera,
Querendo nos teus braços
Estremecer e te pertencer...
As nuvens dissipadas no céu,
O sol bondoso fazendo brotar...,
Não só os beijos das sereias
Pelas areias,
Mas também pelo mar;
Das gaivotas eu escuto,
- o cantar
Embalando o festejar.
As delicadas borboletas,
Obras primas da Natureza,
Sobrevoando as gentis dunas,
Enfeitando a poesia praiana,
Descrita na Praia de Salinas,
Eternizada como um doce beijar.
As dunas são como a vida,
Ambas mudam de lugar;
Não deixe nunca de amar...,
E no teu coração o amor bailar,
Siga como o barquinho
Pelas ondas do mar;
Permita-se ser levado pelo flutuar
De tanto me adorar...
Eu tenho muito
a te oferecer,
É verdade,
eu sou um oceano
Do amanhecer
até ao entardecer.
Um fenômeno anônimo,
Um impulso discreto,
Um amor doce e secreto.
Inteiramente
deslumbrante,
As minhas tonalidades
ousadas,
E as entonações abusadas...
Para te endoidecer,
Para te embalar,
E fazer a tua pele ferver.
Eu tenho virtudes,
É verdade, eu sou
o desencontro,
O encontro com a cabeça
recostada
Sobre a tua vontade,
o teu ombro.
Suplicante, pedinte,
- insistente
Assumida,
e sempre carente.
Sou a encarnação
da rebeldia,
O amor cheio
de revolução,
A canção repleta
de emoção,
A luz dos teus olhos,
A habitante
do teu coração,
A verdade cantada
em canção,
A tua loucura
cheia de paixão.
Você que saiu em busca da poesia,
Ela surpreendeu te dando uma
rasteira,
E agora? Como encontrá-la?
Ela entrou e passou pelos teus poros,
Sobrevoando as
(dunas),
E agora, está escondida atrás dos cactus,
E bem agasalhada no ninho das
(corujas).
Você que não sabia nada sobre poesia,
Ela descoberta por meus pequenos versos,
Te seduziu com todas as plumas...,
Com o voo
(silencioso),
Macio e
(carinhoso),
A poesia entrou e passou,
Deixando a saudade inteira em você.
Sendo notada ou não,
Voa poesia voa,
Escreve até sobre a garoa,
Mas voa porque a vida é boa,
Não desista de mim não,
Não saia desse meu coração.
