Meu Eterno Amor minha Filha
- E o que você quer?
- Quero realizar meu sonho
- Ahh, sonhos são sonhos, podem realizar-se ou não! Respondeu sua mãe com certo desdem.
- Silêncio profundo.
- Internamente Regina pensa: como viver sem sonhos? Mas o quanto tem peso o que sua mãe disse sobre eles. Ela, então, compreendeu que é impossível pensar o sonho sem a ideia de realização do mesmo. E que talvez, a fala de sua mãe carrega a decepção de não ter realizado seus sonhos.
Depois de anos, uma lágrima escorre no meu rosto, solitária. Meu coração aperta, vejo uma foto dela, aquela que um dia foi meu sol, meu tudo. Aquela que eu traria a lua, mas que agora não existe mais, a cada dia que passa eu vou perdendo minha sanidade, meus olhos sem expressão, sem mais vida, são opacos, não consigo mais esboçar um sorriso por mais que eu tente, fico em um canto do meu quarto perdido em meus pensamentos olhando pra foto dela, lembrando dos momentos felizes que tivemos. Nisso vem uma imagem de um futuro em que nos casamos e tínhamos uma linda família, que tudo podia ter sido diferente. Se eu fosse mais forte, podia ter segurado sua mão e não tê-la abandonado.
Meu silencio não quer dizer "Não".
então...
Tolice pensar que sabe o que sinto.
Pensar que não minto.
Meu corpo, todas as partes e órgãos são perfeitas e plenamente saudáveis. Saúde e paz são meu direito divino.
Te encontro no único lugar
Encontro-te no santuário do meu pensar,
onde permaneces inteiro,
mesmo quando o mundo te arranca de mim e o teu silêncio rasga a carne da minha alma.
É aqui — nesse segredo que ninguém alcança — que nunca te ausentas.
Fazes-te presença no vão onde me faltas, e recolho-te em sombras,
como quem ama no proibido,
como quem sangra devagar,
como quem perde sabendo
que amar é sempre ferir-se um pouco.
Reencontro-te na noite muda,
no vazio que murmura teu nome,
nos meus cacos que ainda te chamam
quando a saudade se ajoelha sobre mim.
E dói…
dói amar-te com tanta febre,
sentir-te tão perto na alma
e tão distante no destino.
Mas mesmo longe, ficas.
Mesmo ausente, dós.
E eu, que te perco todos os dias,
ainda te encontro no único lugar
onde jamais me deixaste:
dentro de mim.
_escrevendo.me
24/11/25
Âncora recolhida, velas ao vento, mãos no leme... Resgatar o meu eu perdido na ilha dos sonhos esquecidos.
Meu coração é educado,
ama em silêncio,
não atrapalha.
Ele te vê com outra pessoa
e finge maturidade,
mas sangra escondido
no bolso da minha calça.
✍🏻Todas as vezes que uma pedra mal colocada no meu caminho me faz tropeçar, ao contrário de cair, eu tomo mais impulso para seguir em frente!
♾️🙏🏻🕉️❤️💖💓
Meu corpo já percorreu léguas, meu sangue escorreu em cachoeiras e afundei no mar onde avistei praias balançando insistentemente.
Senti o sol dourando minha pele, o amor aquecendo meu coração, e fui convidada a bailar como as sereias.
Já não ando só. Eu ouço as batidas do coração, levo o colarde contas na mão e repouso na palha.
Observo o lindo véu esvoaçante: as botas carmim (pra combinar com o batom e as unhas), as flores pra colorir e perfumar o meu dia me distraem em deleite egóico.
E está tudo bem!
Viver é bom!
O tempo passa rápido, continuo deitada, estou com medo, deixei aquela armadura depois do chá...
Cochilo.
Procuro, por toda parte, mas não
sei se realmente quero ver.
Adormeco novamente.
A vida cíclica e descontrolada me atropelou mais uma vez. Estou
sangrando, dói: percebo que
continuo perdida.
Ajoelho. Sinto despertar algo aqui
dentro. Enquanto os olhos tentam
descansar, meus pés inchados
recebem massagem, meus cachos: cafuné.
Tenho colo pra chorar sem pressa,
sem julgamento.
A fé me faz companhia, sou sua morada.
Escolho sentir, permanecer e agradecer.
Recebo o amor, eu sou o amor em
cada célula do meu corpo luminoso.
É mais uma lunação, outro recomeço e eu estou aqui sentindo muito.
Eu sinto muito.
Estou voltando a cozinhar.
E isso colore e tempera meu dia.
Sigo aprendendo.
E tem dias inesquecíveis.
Tenho um pedido pra você agora:
Por vezes, olhe o potencial das coisas e
não as coisas como elas são.
Faça limonada, suco, caipirinha,
mousse, torta, guacamole...
Só não fica anestesiada
reclamando dos limões, entende?
Vigiai (faz algo) e orai porque
Deus tem doces planos!
Nunca supus que a escrita se tornaria o meu refúgio mais frequente e, paradoxalmente, o meu limite: escrevo para desabafar, mas continuo sem conseguir dizer, por inteiro, aquilo que oprime a minha alma. Furucuto, 2026
Alma das sensações
Amar os detalhes
Leveza cativa meus olhos
Movimenta meu navegar
Demasia das aspirações
O ar do vento, estou a contemplar
Singularidade do existir
Intensidade voraz sedenta
Por Momentos em extrema conexão
Com os sentidos das palavras.
