Meu Eterno Amor minha Filha
Quando sou atingido pela dor, procuro ocultá-la na minha aljava, para usá-la na alegria sem me machucar.
Toque de Fogo
Ela encosta no espelho, lenta,
como se tocasse a minha vontade.
Desliza os dedos pela pele quente,
e cada gesto é pura maldade.
O vestido, já quase ausente,
escorrega como promessa ardente.
Seus seios, meio ocultos, meio exibidos,
me hipnotizam, me deixam perdido.
Ela geme sem som, só com o olhar,
e eu já não sei se devo implorar.
Minha boca deseja a pele dela,
meu corpo pulsa só por ela.
A curva das coxas, o rebolar,
a forma como começa a se tocar...
É tortura e é bênção, é tentação,
é um inferno doce no coração.
Minha imaginação vira loucura,
visualizo a cena com fissura.
Minha língua nela, sua pele em flor,
sua respiração dizendo “por favor”.
E o espelho o espelho é só um meio
entre o real e o meu devaneio.
Porque o que ela faz, ali, sem pudor,
não é dança: é arte feita de calor.
Minha inspiração encontro nos momentos mais difíceis, porque aproveito a oportunidade para refletir e tirar grandes lições.
Minha mãe disse uma vez que tem gente que só gosta da nossa fase boa. De quando estamos bem. Do que podemos proporcionar de bom. Eu já me deparei com pessoas assim e, confesso, fico muito tranquilo quanto a isso. É que, no fundo, o que importa é a verdade dos nossos sentimentos. O que o outro faz com o que dedicamos a ele, é um problema dele. E que bom a vida afasta da gente essa turma do interesse. Que bom que a gente atrai aquilo que jogamos ao universo, trazendo para a nossa estrada pessoas de bom coração. Especiais. Aquela pessoa que sabemos que não estará ali somente na fase boa, na festa, na balada ou em tempos de bonança, mas permanecerá pertinho, do jeito dela, para tudo o que vier. Para compartilhar do nosso sorriso de felicidade ou colocar as nossas lágrimas no colo. Que bom que a vida nos aproxima do que e de quem merecemos. E se não fosse as pessoas que só gostam da nossa fase boa, talvez a gente não entendesse a importância de valorizar uma boa e verdadeira amizade. É nesse momento que entendemos onde estão as pessoas por interesse e onde ficam as pessoas interessantes. Para poder escolher com quem devemos caminhar...
A tua voz é luz rasgando minha escuridão,
e eu, perdido no vazio,
me lanço no som como quem se afoga no sol.
Não te quero —
te preciso.
Como ar,
como abrigo depois da guerra,
como pele depois do frio.
Te quero muito,
no exagero que a alma não sabe conter.
Na sede que não passa,
no toque que falta
mesmo quando estás perto.
Tu és incêndio,
e eu, palha seca.
Me acendo no teu nome
e não peço para apagar.
Queima.
Queima tudo.
Só não me deixa em sombra.
Minha busca por Deus é movida por uma fome profunda da alma ou pela acomodação de quem já se sente satisfeito?
Diante da dor profunda, entrego minha alma Àquele que cura e oferece a paz que excede todo entendimento?
Nos desafios da vida, minha alma busca refúgio na presença de Deus, onde encontro paz e força verdadeiras?
Na morada da minha consciência habita a verdade; por isso, discirno que é Cristo quem me escrutina, me constrange e me conduz a viver em prodígios.
A verdade habita em minha consciência, e nela Cristo me perscruta, me constrange e me move a viver sob os sinais do impossível.
Minha consciência é altar da verdade; nela, Cristo sonda, corrige e me impele a viver os prodígios do eterno.
Onde habita a verdade, ali está minha consciência — vigiada por Cristo, que nela escrutina, exorta e semeia prodígios.
Cristo, que sonda o profundo da alma, escrutina minha consciência — onde a verdade reina e os prodígios começam.
O vento da prova soprou em minha vida, varrendo as sombras, trazendo a luz da alegria.
Após a ventania, vejo enfim o raiar de um novo dia.
