Meu Eterno Amor minha Filha
CONDENADO À MORTE SOCIALMENTE
Da minha janela...
De mãos atadas pelo sistema,
Espio os agentes, que em nome da ordem...
Aos cidadãos condenam a morte.
Esqueceram suas leis, das que legislaram,
Contradizem seus célebres artigos...
É inércia?
É crueldade?
Pondero com meus botões:
Que nome darei a tamanha maldade?
Sem emprego, dinheiro... desemprego
Sem água, morre-se de sede,
Sem energia, morre-se na escuridão,
Sem moradia, morre-se ao relento.
Sem oportunidade, sem argumentos,
Sem defesa... sem dinheiro!
Se é um condenado a morte!
Como eu queria voltar no tempo
Voltar a minha infancia e parar o tempo
Como eu ia saber que seria a ultima vez que brinquei na rua
Ou até que aquele poderia ser meu ultimo banho de chuva
Aquele tempo eu estava muito ocupado brincando na rua
E conversando ate tarde so com a luz da lua
Que um dia eu fui jogar um jogo de futebol normal
E nem passou pela minha cabeça que aquele dia seria a final
Que Depois daquele dia eu nunca mais ia contar os pes pra fazer
as goleiras
E depois do jogo so ficar sentado falando besteiras
Ta desculpa isso é coisa minha
Mas eu juro que ainda me lembro do ultimo jogo de tampinha
Que naqueles buracos eu sempre me matava
Mas no final eu sempre ganhava
Ganhava? Sim em Primeiro,segundo,terceiro nao importa
Todo mundo era vencedor é isso que importa
Lembro que eu brincava de esconde-esconde todo dia
Mas é nao era sempre que me batia kkk
A gente chegava a trocar de camisetas pra confuindir quem contava
E bem nao é que funcionava
Tudo hoje em dia virou tao preocupante e tudo nos amola
So de pensar que tem que fazer os trabalhos da escola
Tudo nao é mais tao facil como era antes entende
Passamos a faze de ser criança e agora somos adolecentes
Adolecentes? ta pode nao parecer muito desculpa!
mas estamos a um passo de ir pra fase adulta
e tudo virar uma rotina sem fim de trabalho e estudos
por isso sim eu sinto falta de tudo
dos tombos de bicicleta,de brigar pra poder ficar mais
e ate de ir tomar agua e dizer "eu vou voltar, juro que vou"
e chegar no outro dia e falar "minha mae nao deixou"
isso é estranho mas antes tinha tanta gente pra jogar taco
e hoje em dia pras maioria das crianças brincar na rua é "chato"
chato nada cara o negocio é brincar de policia e ladrao
e fugir sem mais nem menos e falar que o guarda dormiu
subir nas arvores pra pegar Bergamota,goiaba,amora sei la
come e azar enche a pansa e depois fica com dor de barriga kkk
tudo isso sao coisas que ficam em nossa lembrança
e sim eu tenho saudade de ser criança.
Nem sei exatamente o porquê das lágrimas inundarem tão rapidamente a minha face. Só sei que estão aqui, vivas, quentes que até aquecem minh'alma. A alma cansada e com frio sentiu um alento estranho, então percebi, foi o desabafo. Aquele choro contido na garganta precisava ser livre. O grito aprisionado em meu ser, agora livre em soluços. O coração sofrido ainda dói, há um aperto no peito. Uma dor querendo partir, agora vai-se aos poucos, e eu a deixo ir. Não há mais forças para conter mais nada. Preciso está entregue às partidas, mesmo que isso, signifique solidão.
Olho para cima!
Por que você está abatido, ó minha alma? . . . Esperança em Deus; pois ainda o louvarei. - Salmo 42:11
Todos temos momentos na vida em que ficamos tristes - quando nos sentimos tristes e a tristeza nos envolve. O salmista Davi não foi exceção. Falando por experiência própria, ele gritou: “Por que você está abatido, ó minha alma? E por que você está inquieto dentro de mim? Esperança em Deus ”(42:11). Esse é um bom conselho para quem está enfrentando desânimo.
No livro de Atos, somos informados sobre uma experiência na vida do apóstolo Paulo enquanto ele estava em um navio em direção a Roma. Uma tempestade violenta ameaçou afundar a embarcação e todos os seus passageiros no fundo do mar.
Uma noite, no entanto, um anjo do Senhor apareceu e garantiu ao apóstolo que nenhuma pessoa a bordo pereceria. Paulo acreditou nessa mensagem e disse a seus companheiros de viagem: “Homens, tenham ânimo, pois creio em Deus que será exatamente como me foi dito” (Atos 27:25). Como o escritor do Salmo 42, Paulo depositou sua esperança no Senhor.
Mesmo que você esteja com medo e desanimado, poderá encontrar motivo de ânimo se olhar para o Pai celestial. Lembre-se do que Davi aconselhou: “Esperança em Deus” e depois diga com o apóstolo Paulo: “Eu creio em Deus”.
Da próxima vez que estiver abatido, lembre-se de olhar para cima!
Erga os olhos, desanimado.
O Senhor será sua ajuda;
Nova força virá daquele que disse:
"Descanse, venha a mim". - Anon.
Quando você não encontrar uma saída, procure! Richard DeHaan
Nada vai me fazer perder mais minha vida
Sua vaga já tá muito concorrida
Pena que a sua hora já foi
E a gente vai ter que ficar pra depois
Talvez eu não te amasse o suficiente com supunha, já que preferi minha liberdade a mais um segundo com você. Ou talvez, sei lá...
Quase um ano sem a sua presença física, minha mãe.
Tão querida, tão amada!.
Você continua comigo, nas manhãs, quando eu acordo e imagino o seu sorriso. No café que você fazia, nos risos que haviam...
Você continua aqui em mim, e enquanto eu existir,
você vai estar. E as tardes vazias, repletas da sua falta...
Sabe mãe, os dias de chuva são os mais difíceis pra mim.
É quando a saudade realmente me incomoda.
Mas tudo bem, vou seguindo em frente, com alegria, sem ter a mesma alegria...
Na verdade, o que eu sei, a certeza que tenho, é que você está guardada para sempre no meu coração. E isso me acalma, e por enquanto me basta.
POEMA PARA MINHA UNHA ENCRAVADA
Minha unha encravada
oh me digas por que é,
que persistes doer tanto
nesse meu dedão do pé?!...
Quantas vezes te extrair,
pensando que extinguiria
de uma vez por todas a dor
que sempre me perseguia.
Mas você, unha encravada,
só para fazer maldade,
sempre, sempre retornava,
parecendo ter saudade!
Só de raiva, só de raiva,
eu andava de sapato;
pisava firme no chão,
disfarçando meu maltrato.
Pomadas e antibióticos
sempre estavam em minha pauta;
mas quando eu te extraia...
confesso que sentia falta!...
Só depois de muitos anos
convivendo no meu pé,
ouvindo as minhas queixas
e sentindo o meu chulé,
foi então que descobri
que tu és minha grande amiga!
Pois contigo eu tenho calma...
— não corro tanto na vida!...
DOR
Quem é você pra me dizer que sou feliz
E a minha dor, que não te mostro?
Também dói aqui no peito
E já não tem esse direito de dizer que estou errado de fingir o que já sou
Já não me escondo no sorriso de manhã
E não me fala que estou certo de querer o que já conquistei
Pois é, já me entreguei demais, não sei mentir.
Meu coração não sabe ainda que essa dor não vai embora.
QUERIA PODER LEMBRAR
Queria poder lembrar das lagrimas da minha mãe ao me vê pela primeira vez fora de sua barriga, lembrar do gosto do leite que derramara de seu peito.
Queria poder lembrar das dezenas de visitas que recebi na primeira semana de vida e dos milhões de beijos que ainda sinto no meu rosto.
Queria poder lembrar do cheiro daquela lancheira azul que levara pra escola.
Queria poder lembrar daquele tombo, do corte, da dor Ah! Como eu queria!. .
Queria mesmo que por um instante poder lembrar da cor daquela bicicleta da roda quebrada que ganhei do meu pai quando fizera 8 anos.
Queria poder lembrar daquela tarde chuvosa em que não fomos a aula.
Queria poder lembrar das cores dos caminhões que contávamos na beira da estrada quando passara férias na casa da vovó Maria.
Queria poder lembrar......
Queria poder lembrar daquela viagem, daquele presente, daquela garota, daquele dia.
Enfim queria poder lembrar.
SE TE CONTO POR ONDE ANDEI
Se te conto por onde andei saberias o motivo da minha tristeza e alegria
Saberias o por que desse meu descontentamento com quem rouba, dessa minha indignação com quem mata.
Se souberes por onde andei, saberias talvez o porquê do meu silêncio repentino em meio a discórdia, desse meu desalinho ao ver uma tragédia. É como um poeta sem inspiração ou um palhaço sem graça, sem rumo.
Saberias o por que da minha preocupação com o incerto
Saberias o por que da minha surpresa com o errado
O por que .....
Mochila
Minha mochila anda meio pesada
A alça esquerda quebrou devido ao grande peso dos livros e cadernos que levara para escola
Outro dia derrubei tudo no caminho de casa
Muitos riram de mim, um me ajudou, desse último lembro-me muito bem.
Mas eu segurei firme a alça rompida com a mão esquerda e segui de cabeça baixa
Minha mãe reforçou as alças da mochila com costura de linha resistente
Daí pude carregar mais coisas na mochila: um tênis velho que usava no futebol no intervalo das aulas na antiga quadra atrás da escola, alguns sonhos que ficaram para trás, talvez tenham caído no caminho de volta pra casa.
Carreguei muita coisa naquela velha mochila marrom, livros, amigos, cadernos, projetos, desejos, propósitos, despropósitos.
Muros
Os muros da minha memória vez ou outra quebram alguns tijolos.
Deixando à mostra o nostálgico passado me fazendo beber lembranças.
Como o vento azul que nos transpassa sem permissão.
Aquela lancheira azul como era cheirosa.
O bigode daquele professor como era engraçado.
Tudo é tão vago e confuso.
Tolice não saborear o gosto amargo que o passado nos concede.
