Meu Erro foi te Querer
“Não confunda meu silêncio com aceitação ou fraqueza mediante o que você diz. A verdade é que os anos já me pesam, e não tenho mais tolerância para desperdiçar tempo tentando explicar o óbvio.”
O cheiro de laquê no meu cabelo
a fadiga satisfatória do meu corpo inteiro
Memórias que me fascinam
que me envergonham
me ensinam
O cheiro das luzes ao som da fumaça
e lembrança que passa
que voou.
Do empenho e da rotina de quem, legitimamente
constante e sorridente
se preparou.
A felicidade estampada
a criança com sincera risada
e a descrença, velada, superada
da força que revela sem ter mentido
sem ter mentido em nada.
A abundância que cresce
a coisa toda que, como um filme, se esvanece
numa confusão tão tranquila
pra quem sempre e nunca pronta
já se apronta na fila.
A satisfação, a crítica;
mas um amor tão sincero por toda a mística
de quem misteriosamente e sem saber por que
vive assim, sem querer
de maneira tão doce, às vezes tão cítrica,
a imensidão que só há numa vida artística.
Pena, como um fio de navalha, corta-me o peito,
Palavras como punhais, cravam-se no meu leito.
Não me lamente, não! Para mim, sua dó é vã,
Reserve suas lágrimas para o sofrimento alheio, para a dor que nunca sã.
Dizem que sou feliz, mas é uma farsa sem fim,
Em meu coração, um abismo, um grito sem fim.
Solidão é minha única amiga, minha sina, meu fado,
Seu olhar de compaixão é uma ferida, um fardo desgraçado.
Óh, Pai dos céus, óh, Deus que não responde,
Por que este jogo? Este tormento que me esconde?
Piedade, suplico, em prantos me desfaço,
Minha mente é uma prisão, onde me enlaço, onde me embaraço!
Invisível, me tornei, um eco sem voz,
Ignorado, esquecido, em um mundo atroz.
E agora me pergunto, no vazio e na amargura,
Será que a pena que recusei poderia trazer ternura?
Não sei, não sei, a dúvida me consome,
Mas sei que neste deserto, não há consolo, nem nome.
Assim, no silêncio, na solidão eterna,
Eu me desfaço, sou nada, uma alma frágil e terna.
Quando meu pai vier rompendo o silêncio, o meu Espírito vai se alegrar, meu choro será de alívio e o meu ser alcançará as estruturas do céu , porque meu pai veio me buscar, vem Deus, vem meu pai, não tardes oh! Senhor! Todos os dias eu te chamo, todos os dias eu te louvo, quero sair deste mundo e ser repatriado nas mansões celestiais. VEM SENHOR JESUS VEM SENHOR JESUS!
Ao som da música, meu coração se eleva em harmonia, um fio de esperança que tece os dias sombrios com raios de luz, transformando a melancolia em uma dança suave de emoções.
"Meu silêncio é a convicção de que o tempo é valioso demais para ser desperdiçado em discussões inúteis."
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos!)
E volta e meia eu entro com meu carro pela contramão
(Eu tô sem óculos!)
Se eu tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu tô triste eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém.
"Meu lugar é no amor, não na briga."
"Mas se você é do amor, também precisa estar pronto para a briga."
"Como assim?"
"Porque se você não luta pelo que ama, que tipo de amor é esse?"
"O amor em todas as suas formas merece nossa reverência, mas a recusa em reconhecer a verdade entristece profundamente, pois a omissão diante do que é justo ecoa por gerações
Aos versos mudos
que cutucam a
minha existência
Às palavras estrondosas
que implodem os
meus raros silêncios
Aos poemas voláteis
que estruturam o
meu corpo ereto:
gratidão
ao que descontrola
o meu controle.
Quando me canso de mim
fujo para os versos que
encobrem o meu eu
mas tem dias que eles
são muito pequenos
tamanha imensidão.
O Limite, nos Humaniza...
Quando penso em limite, não é limitar o outro com meu olhar. Não é dizer o que ele é capaz ou não. Se ele é importante em uma razão que tudo se encaixe. Minha experiência é entender, que em nosso processo humano. O meu limite, reforçe tua qualidade!!!! Porque quando eu não for capaz de chorar sozinho, eu possa encontrar teu abraço... e isso permita, que eu perca a noção do tempo e ali nos eternizamos.. Quando minha capacidade de amar, não supere a neurose da realidade e eu encontre alento em uma percepção da tarde, como uma grande pintura no céu de outono. Quando meu braço não alcance um objeto e o braço do outro se torne meu próprio braço. Quando o que eu penso e tudo isso seja de ordem refutável e incoerente, talvez se contraste com um sorriso!!! Qual o motivo de nós? Os limites fazem parte de um todo maior, frágil, experenciavel. Entender nossos limites é olhar para nós com os olhos Deus!!!!! Carlos Henrique Toni 21/03/2019, dia Internacional da síndrome de down
Ao conviver com as águias posso aprender a construir meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas. Posso aprender a ser uma guerreira, a enfrentar tempestades, a mudar minha perspectiva, a ser mais veloz e, quando necessário, a me renovar. Com esforço e dedicação, posso até aprender a voar.
