Meu Caminho e cada Manha
O teu charme faceiro
faz uma acordeona
sem fim do meu peito,
Que você é meu
não tem mais jeito,
E há de se entregar
a cada dia inteiro.
O meu coração que
não é nenhum pouco
santo não resiste
ao som de um Adarrum,
Tocando dentro como
o trovão toca o céu,
Vou dançando pedindo
a bênção do destino
para pôr no meu caminho
a indicação que mostre
como seguir contigo.
Rejeito o Deus da Guerra
insinuar a sua dança
seja na minha Terra,
no meu continente
ou em outro lugar
para tirar a paz da gente.
(Poema anti-guerra)
Basta um toque seu
que o meu coração
toca um lindo Afoxé
para chamar atenção
sempre que me provocar.
Garapa, Melaço, Mel-de-furo,
é o quê você é capaz de fazer
com o meu coração tão duro,
É inegável que temos futuro.
O meu brio é herdeiro
de Anahí em resistência,
O meu coração é Ceibo
nascido em plena fogueira.
O meu coração é Ceibo
preservado nas paisagens
da Argentina e cantado
nas canções folclóricas.
Minha Pátria Grande é poesia,
sigo como continuidade
de tudo o quê com a terra liga.
Continuo a mesma que nem
em sonho te dá sossego,
sou o teu amor nascido perfeito.
Fenomenal sensação,
Intuição romântica,
Razão entregue a paixão,
Meu coração não se cansa:
Em ti mais que uma noite atlântica.
Traço todo
o meu destino
e tudo aquilo
do meu jeito,
porque daqui
para frente
só me permito sorrir.
Meu sangue e meu corpo
são de imigrantes e de ameraba,
As raízes d'alma e a poesia
são completamente ameraba,
Desta verdade existencial
ninguém me separa,
É só olhar bem para a minha cara.
Aprendi fazer Beiju
foi é com Amao,
Ninguém sabe notícias
da nossa Amao,
Só sei que o meu
coração não desiste
fácil de alguém como tu,
Poema meu do Norte
ao meu amado Sul.
O Patujú eflorescido
no meio do meu jardim,
A Via Láctea dançando
o seu mistério para mim.
Pátria Grande, amada,
sigo querendo um destino
certo cantando a Bolívia
com o meu Charango.
Continuo a mesma
sonhando demais
querendo viver em paz.
Por isso sigo tocando
e cantando para quem sabe
pouco a pouco ir conquistando...
Vem cá, senta do meu lado,
que vou te contar uma
História dos tupis e guaranis,
que tu vai ficar boquiaberto,
Porque tem gente que nunca
soube nem mesmo o certo
que Aré e Tamandaré
são a mesma pessoa,
E tu pode botar fé
que para eles é o Noé.
(Meu poema busca a Arca).
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