Meu Caminho e cada Manha

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Eu amo meu amor. Sinto-me grato por ser agradecido. Sinto-me bem por ser quem percebe. A vida é um presente que me dei.

Livre
Quando eu estou desgostoso do mundo dos mortais, me refugio no meu mundo de abstrações e formas puras. Aí fico flutuando entre as nuvens e os outros anjos, esquentando as asas na luz azul, voando com os pássaros. Eu, tão lacônico e sintético, também posso alongar o verbo e falar, falar. Posso satisfazer o desejo insaciável de novidade, de vida, daqueles que não a conhecem. A tentação é ter piedade pela ignorância do mundo, quando só cabe a compaixão de reconhecer que eu dou valor aos que não se valorizam. Assim, amargo, só posso rir das trapalhadas, do mau hálito, a barba por fazer. Sinto simpatia pelos bajuladores e os violentos. Vejo a graciosidade dos mentirosos e sem educação. Os meus irmãos são os fracos, como eu, os que a hipocrisia impede que falem, aqueles que adoram o dinheiro. Só não tenho piedade pelos loucos, porque eles estão além de todos nós, viventes de um lugar em que existe a liberdade.

O que eu tenho a dizer todos sabem, é apenas o meu jeito de me expressar.

O meu repertório


Coisas vazias brilham ao sol.
Nulidades querem se destacar do nada.
O tempo procura mostrar sua existência, mesmo não sendo possível.
Os sentimentos fingem ter vida própria.
Essa é a casa dos ancestrais.

O meu anjo é o Uriel.

“Além das Medidas”

O meu amor por ti é maior que a dimensão do mundo. Não cabe nos mapas, não se mede em quilômetros nem se pesa em balanças de ouro.
É um sentimento que escapa pelas frestas do possível, que transborda os oceanos e se derrama sobre montanhas invisíveis.
Quando te penso, o universo fica pequeno.
As estrelas são apenas pontos tímidos comparados ao brilho que carregas nos olhos. A vastidão dos mares se torna uma poça d’água diante da profundidade do que sinto. O mundo gira, mas meu amor permanece fixo, imenso, inalterável como uma constelação que só eu consigo ver.
Não há atlas que contenha este sentimento, não há horizonte que o limite. Ele existe num lugar próprio, numa geografia secreta onde só habitam duas pessoas: eu, que amo, e tu, que és amada. Ali, nesse território sem fronteiras, construímos uma dimensão maior que todas as outras feita de instantes, de silêncios partilhados, de promessas sussurradas ao vento.
O meu amor por ti é maior que a dimensão do mundo porque criou um mundo próprio, infinito, eterno.

'O sol bateu no vidro, anulei o cansaço. No mérito
da vida, dei meu segundo passo.
Contemplo a natureza, neste belo cenário...
Deus é o escritor do meu itinerário.
No rastro da estrada, fiz minha petição
Solicitando prudência e mais direção.
Ratifico a graça de estarmos aqui.
Dá-me sabedoria Senhor, pra prosseguir.'

'Hoje abri meu portão, dei provimento à alegria...


O dia nasceu sem nenhuma anomalia.
Pela janela a paz se fez evidente.
Agradeci a Deus por estar tão presente.


Obrigada Senhor! Por ser o Curador da minha vida e de todos os meus.


Sempre em oração aos que estão comigo.'

‘Muitos virão em meu nome.’
Cuidado com hipócritas e falsos profetas. Os fariseus eram doutores da lei, mas não tinham entendimento. Muitos falam em nome de Deus, mas poucos examinam a própria vida. Somente o verdadeiro conhecimento da Palavra liberta; quem vive na ignorância espiritual acaba acreditando em qualquer coisa.

⁠⁠Os ventos da solidão são constantes e frios em meu ser. A falência do amor corrói meu coração e infecta meu discernimento, me tornando um dependente viciado nos prazeres do passado recente. Como sempre afirmei, o amor é viciante! Após a sua perda, a dependência te deixa doente e requer um tratamento para uma doença crônica. Sentir-se ao menos uma vez amado causa esse mal e sua sobrevivência sempre dependerá de um amor presente e companheiro.

Aprender sobre mim é meu cotidiano; o desapego, o fio condutor da minha existência.

Minha melelancolia.
Vejo lapidação do meu país,
O Brasil é simplicidade e maravilhoso.
Mas, ate a terra é roubada pois é rara
É em peso do tesouro brasileiro...
O ouro já não tem mesmo valor das cores da nossa bandeira,
Nossas crianças são abusadas e colocadas a venda,
Mulheres são vista como mercadorias exposta numa exposição.
Os valores de ética e moral moram num discurso de palanque eleitoral.
Somos objetos o apenas crianças esperam o lanche da tarde,
A terra se devasta para que alguns seres fiquem felizes.
Essa felicidade é soberana.
As lágrimas de muitas mães estão distantes do fim pois um político se acha como dono da existência.

Meu espírito animal
Tão livre no livre-arbítrio...
Ossos da imensidão...
Tanto glorifico as aspirais espirituais...
No arco das almas o caminho sempre dourado ate por do sol...
Brilho dos trovões no apse dos ventos.
Arde anil desejo que brota no vasto vazio...
Antro de sentimentos observamos o mundo abraçamos o silêncio.
O grito da morte em lábios frios no glamour de outras autoras reluzente transcende nossos sonhos.

Minha alma morta pelo amor,
Meu desejo me condenou...
Ainda assim prefiro te amar...

Nas minhas sombras de madrugada não vejo mais meu rosto.
No espelho vejo meu reflexo buscando um paradigma neste imenso mundo.

Noite que meu amor amou,
Chuva que vai ser parte do amor
Nos moldes do amor

​Lamento de Sangue e Cinzas
​No ventre do caixão, no meu descanso eterno,
Corvos vertem seu sangue sobre a sepultura.
Minha alma se esvai no fogo do inferno,
Rendida à vaidade e à própria loucura.
​Ouvir teu coração gritar na escuridão
Fez-me ansiar pela vida, por ser um mortal;
Meus olhos sangraram em pura aflição
Por te amar além do bem e do mal.
​No desfrute da noite, a vida me toca,
Mas a alma rebelde congela no Éden.
O tempo devora, a memória me evoca,
Enquanto os anos e as eras se cedem.
​Seus lábios sedentos calaram meu peito,
Fiz parar meu pulsar por este pecado.
O amor proibido, julgado e desfeito,
Pela Igreja queimado e expurgado.
​Vízceras lançadas na abissal profundeza,
E no entanto, a carne estremece em desejo.
Entre o céu e o inferno, na vasta frieza,
Encontrei a solidão no calor do teu beijo.
​Nas ruínas do tempo que cercam meu caixão,
Teu rosto e tua imagem jamais vão morrer:
Exijo a equivalência d’alma e coração,
Pois só no teu amor eu aceito renascer.

Recipientes distintos no retrato exato do meu ser: no abstrato do cubismo, eu me fragmento.
​Para toda colonização da consciência, o "eu" é um paradoxo na cronologia do tempo e do espaço. Tentamos transcender o "ser eu" para o "eu sou eu", admitindo a modificação imposta pelo olhar do espelho bidimensional. Vemos aglomerados urbanos sob o viés do "eu sou eu", compreendendo como fomos formados.
​A interrogação que resta é: será que compreendo realmente quem sou? Ou seriam meros estudos e livros que conduzem o "eu sou" diante das experiências do "eu pertenço"? Os fundamentos e realizações acadêmicas parecem se chocar contra o "ser eu".
​Com a alma diante do espírito relativista, o "eu geopolítico" parece devorar o viés, dando origem a seres bizarros na filosofia. O Tecbot é o fruto definitivo desse tecno-feudalismo digital.
Por - Celso Roberto Nadilo

Sou noite sobre a madrugada...
Meros arficios atrozes...
Cala te silêncio do meu algoz....
Sobre olhares da lua sois o amante..
Galante flor do amanhã
Sensato e soberano meu sono
Parece ser o filho angustiado pelo leite da mãe...
Frio paira a alma...
No meio do espinhos escorre a dor
O doce aroma que embriaga...
Mais mais no profundo da alma.

Doce tom da madrugada.
Sejas teu ato meu desejo.
Tão seja teus atos insanos.
Virtuoso o impensável
Novas descobertas teus sonhos.
Para aquele dia seja maravilhoso.
Doce tom da meia noite