Meu Caminho e cada Manha

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Meu amado Deus
Você nos deu um mundo maravilhoso
Para vivermos
Depois que você criou o céu
E a terra
A terra você fez
Muito bem
Com flores à beira do
Oceano
Também à beira do oceano havia
Muitas árvores
Alguns pássaros você fez
Com suas mãos sagradas
Eles já pescaram sua
Comida para comer
Agora estão descansando
Nos galhos das árvores
E também cantando para nós
Suas lindas canções
Eu, pessoalmente, gosto de ouvir
Os pássaros cantando
Agora o fim do dia
Chegou rápido
O sol se pôs
E todos nós vimos o pôr do sol
Agora a noite chegou
Os pássaros voltaram a voar

Meu sentimento por você é real,mas as vezes quando eu mim pego pensando em você e algo Sobrenatural,a cada detalhe no seu olhar,no seu rosto,no seus belos olhos é mais que o suficiente para meu amor por você aumentar.

O sol mal desponta e, antes mesmo da claridade invadir o quarto, meu pensamento já te encontra. Nenhuma luz, por mais pura que seja, se compara ao brilho que vem do teu rosto. O café aquece, o ar renova, e o mundo entra em pausa enquanto peço ao tempo o privilégio de seguir os meus passos junto aos teus. Basta saber que os teus olhos se abriram para que o meu dia encontre sentido. Você é a minha calmaria, o cais onde descanso e o jardim que floresce, mesmo nos dias de deserto.

Tá no meu sangue colocar um sorriso no seu rosto...

Tentei conversar com supremo,
ouvi meu pensamento sereno,
encurvei implorando uma prece,
um sinal que nunca aparece...

"Já dizia Jalison Santos:


Eu não quero ser bom ou considerado; o meu objetivo é trazer sorrisos para as pessoas."

⁠Na tristeza, Deus ajude minha mente;
Na alegria, Deus perpetue meu gozo;
Há apenas um capaz de me compreender inteiramente.

A Caligrafia do Abismo
Nesse mundo de incerteza, sou um poeta.
Meu caderno é a vida escrevendo o tempo,
onde o meu próprio abismo se deita
e se confessa ao papel.
Em linhas tortas escrevo,
procurando a mais perfeita caligrafia.
Mas a perfeição é um espelho quebrado
que nenhum poeta consegue juntar.
Basta-me o verso que foi rascunhado
na urgência febril de não sufocar.
Amanhã o calvário retoma o seu curso,
e a vida me pede outra vez sacrifício.
Não busco o aplauso de nenhum discurso,
só a paz de quem vence o próprio hospício.
—Rodrigues BFK

Quando penso em você, nada mais importa. Meu coração se enche de alegria, meu amor por você é puro e verdadeiro. Quando estou com você, fico rindo, só sinto você no meu coração, gosto de você. É a flor mais linda que entrou na minha vida.

"Como sabiamente ironizou meu grande amigo, Agnelo: 'Você não tem coração e nem vasos sanguíneos; você tem um provedor... um provedor com fibras ópticas.' Sob uma perspectiva filosófica, psicológica e científica, a metáfora traduz a seletividade da inteligência emocional. Os homens de caráter e de virtudes adentram o coração e, em sentido figurado, irradiam-se pelos vasos sanguíneos, integrando-se à memória afetiva e aos valores que sustentam a existência. Os desprovidos de nobreza moral, ao contrário, jamais alcançam esse espaço. São apenas recebidos pelo 'provedor' da racionalidade, percorrem as fibras ópticas da percepção como informações transitórias e, tal como dados sem relevância em um sistema de alta eficiência, são imediatamente filtrados e descartados, sem jamais encontrar abrigo no coração."

Eis que faço a minha confissão. Ó meu caro amigo, bem sabes que minha loucura tem asas e não cabe na casa. Escrevo versos contidos, hinos à natureza e ao amor, mas minha mente tem mil voltas e arduamente tento educar minha insanidade que quer gritar obscenidades e clamar pela justiça e a liberdade com sons histéricos e canções insandecidadas de minhas mãos já conhecidadas. Mas tranco minha loucura com grades de ferro e espero que ela morra de inanição. Se eu pudesse falar tudo que eu penso, não restaria pó sobre pó, porque eu sou mais do eu mesma e meu ser não conhece o limite do céu. Escrevo versos educados, mas minha boca quer comer o mundo e regugitar outro planeta. Sim, sou louca, e não posso me ofender com a verdade se meus dedos digitam acorrentados. Não quero assustar o mundo, nem acordar os passarinhos, mas vivo enclausurada em mim mesma, calculando os meus passos e não há margaridas nem begôneas que me contenha. Tenho palavras na boca que não podem ser ditas. Como eu seria livre se eu pudesse me expressar realmente quem sou. Mas não quero que me joguem novamente no calabouço, esse pouco ar que eu respiro me é sagrado e meus poemas são falseados se eu quero extrapolar todos os limites, mas respiro longamente e me limito. Sei que eu nunca poderei ser eu mesma, que a educação sempre calará minha garganta. Mas do amor eu sinto eu não minto, essa é a única verdade dos meus versos cabaleantes, adornados por palavras que desconheço, porque minha sinceridade é do tamanho da minha loucura e seu amor foi a única sanidade que me restou. Não espero ver sua face novamente, bastam-me as lembranças e já tenho metade do céu. Quem ousaria declarar sua insanidade assim tão cruamente? Vivo em uma linha tênue entre a razão e a loucura, mas se te amo há tanto tempo, bem sei que meu amor é verdade e sobrevive heroicamente sobre minha oscilação. Já não me importa mais quem sou, se tristemente vivo o que esperam de mim. E eu queria gritar no sol da tarde até acordar as estrelas e difamar o universo. Morre minha loucura na minha constante educação. E você continua como esperança em forma de canção. Que Deus ouça minha oração.

"Já dizia Jalison Santos:
Me chamar pelo meu nome significa que você não me ama."

Em silêncio, imploro. Almejo o que nunca será meu. Talvez o que mais rejeito seja o que tenho de sobra, esse excesso de pensamentos, vagando como sombras num silêncio gritante, me prendendo às noites que não sabem dormir.

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.

Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.

Saber que meu nome repousa no Livro da Salvação me impulsiona a viver com fé ardente e inabalável.

Nunca me coube a sorte de vivências extraordinárias ou feitos que impressionem; se meu diário fosse medido por tais episódios, grande parte de suas páginas repousaria em branco, silenciosa testemunha do ordinário.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.

Quando as lembranças da infância se entranham no meu peito, rasgam-me as entranhas e arrancam minha carne ao ritmo de memórias que não perdoam, tudo o que superei , daquele passado terrível com tanto esforço vira pó, e eu fico a arrastar o cadáver de quem fui.