Meu Caminho e cada Manha

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0424 "Meu sono chega rápido e eu sempre durmo sereno e lindo, feito anjo! É o que conta a Lenda... Lenda é a governanta que todas as noites conta histórias para eu dormir."

0460 "Meu Grande Susto nas Redes Sociais foi quando aquela menina quis saber meu peso e altura. Achei que ela iria me presentar com um caixão. Oh, Raios... Qual outra razão para tal pergunta?"

0461 "Não se iludam e muito menos comemorem... Meu estado de aparente tristeza tem a ver exclusivamente com os níveis baixos dos meus estoques de lagosta, de champã e de camarões VG."

0479-2010 "Lembrei ao Meu Cunhado: 'Se lhe falta lastro, não tente filosofar nem mesmo nas Redes Sociais. As pessoas percebem quando a Filosofia é de Boteco!' "

0502 "No meu entender, 'Prisão de Segurança Máxima', de Verdade, só mesmo a cova que, um dia, irá abrigar o sujeito. Duvido alguém sair de lá, espontaneamente!"

0517 "Meu sonho, como vi acontecer com um sujeito no ponto do ônibus, é ver duas (ou mais) mulheres, brigando por mim, na via pública e eu ali, assistindo!"

Desta vez não estou conseguindo...
Desta vez tudo está nublado
Misturo meu presente com meu passado
Não vejo futuro estou preso nas lembranças e essa prisão é perpétua...
A vida me jogou em uma armadilha e temos que seja meu fim...

Quando este corpo cansado deixar de existir um novo guerreiro assumirá meu lugar e com sabedoria guiará a sentinela longe da escuridão

Meu mais profundo ensinamento foi dito em silêncio quando meu discípulo decidiu partir... Era a dor do pai perdendo seu filho.

O meu amor amadureceu
Então veio você e o colheu
Sou teu fruto, fruto do amor.

Preciso viver
Preciso que meu coração
Volte a bater

Dizem que não se pode ver o próprio coração, mas eu estou vendo o meu agora mesmo!

Gabrielle, Gabrielle... Onde estás, meu amor?
A brisa lá fora sussurra o teu nome em vão,
Enquanto eu carrego no peito esta dor,
E o eco da busca no meu coração.
No silêncio, a noite insiste em te chamar,
As sombras desenham teu rosto no chão.
Não há outro porto, nem outro lugar,
Que não seja o rastro da tua afeição.
Sigo o brilho da estrela que o céu nos revela,
Farol solitário no imenso vazio,
Pois todo o meu mundo espera por ela,
Como a terra seca espera o seu rio.
Seja no vento ou na luz da aurora,
Teu nome é o verso que o tempo não cala.
Gabrielle, não tardes, não fiques lá fora;
Vem fazer do meu peito a tua morada.

⁠Minha cabeça está em mil lugares agora por motivos que não consigo contar, mas meu coração continua exatamente onde estava: com você.

⁠Sei que meu silêncio pode parecer desinteresse, mas é justamente o contrário. Só não quero te levar para o meio do caos que estou resolvendo

O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.

⁠Os livros que escrevi trazem o meu nome mas tenho dificuldade em encontrar os seus autores. Só aquele que estou a escrever é feito por mim, os restantes parece-me sempre terem sido outros homens que os compuseram.

António Lobo Antunes
Quinto livro de crónicas. Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2013.

Nota: Trecho da crônica Deste profundo abismo, senhor.

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"Meu Amor, não sou nada! E na imensidão do meu "nada"... eu te desejo "tudo"!

MEU PURGATÓRIO É VOCÊ


Meu purgatório é você...
Meu inferno astral é tudo aquilo que pressupõe meu desejo.
Tudo e todos estão incutidos em mim:
As palavras, as ações, as aspirações e inspirações, tudo se volta como redemoinhos causados por inquietudes.
Porém, há algo novo dentro de mim.
Descobri minhas limitações e sorri de forma que deixei escapar um sorriso nervoso e triste, por saber que o super-homem que habita em mim falha todas as vezes que tenta salvar-me de perigos iminentes.
Desta forma, ando entre o certo e o duvidoso, só para saber se estou equilibrado. Mas cá entre nós: o que é e como equilibrar-se entre o tortuoso e o reto?
Eu já nem sei; só caminho e deixo-me pagar as dívidas cobradas pelo tempo.
Meu purgatório não é mais você; descobri ser eu mesmo, uma dualidade que não tem fim. Mas, insistindo em segurá-la para construir um paraíso só nosso, desvelando um inferno que se tornou só uma faísca no tempo perdido que resultou do contato de almas, eu me refiz.
Agora, almas que buscavam equilibrar-se na mesquinhez do ego saltam e dançam, ouvindo a música que toca em algum lugar fora do eixo dual de ambas!
Joguei fora para fora toda experiência de luz. Confrontei minhas trevas e não saí vencedor, mas descobri que em mim havia um lugar que não conhecia, um lugar sombrio, um limbo que descobri ter vários eus.
O purgatório se desfez, o inferno se foi e o paraíso não alcancei. Porém, segui meu caminho sabendo das novidades que existiam dentro do meu eu, e fui me equilibrando estrada afora. Sobre o quê?
Não sei. Só sei que fui, vou, estou e voei!

Quando a saudade do meu filho aperta, eu fecho os olhos e deixo o coração lembrar de tudo que a distância não consegue levar.