Meu Caminho e cada Manha

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MANDACARU NO MEU PEITO


Teu nome mora em mim como verso antigo em livro novo, em poesia que pulsa entre o início e o agora.


No teu Nordeste, o mandacaru vigia a seca, feito espada verde erguida contra o impossível.
Em mim, teu amor se faz guardião que resiste ao deserto das longas esperas.


E quando floresce...ah meu bem!
É feito a flor branca da noite sertaneja que se entrega ao infinito estrelado.
Na hora em que o silêncio é mais profundo, e a alma aprende a ficar sem falar.


Teu amor em flor do Sertão, nasce onde poucos acreditam.
Cresce sem pedir licença, rompendo barreiras com raiz teimosa e beleza que não se explica, apenas se sente.


Flor do mandacaru tão rara e breve, que se entrega inteira sem medo do fim, porque sabe que o amor verdadeiro tão somente permanece entre estações.


E eu, que te leio com o corpo e com os olhos, sei que teu coração floresce na mesma coragem branca, pura, luminosa e resistente.
Pois tu és fortaleza de afeto que abriga permanentemente.


Se o amor em meu peito tivesse forma! Seria mandacaru.
Firme, persistente e verde esperança do dia.
Amor que se revela em beleza delicada para a noite.


E se tivesse morada, seria o espaço exato entre o teu peito e o meu.

Não sou mais só
Achei meu sol.

Que bom viver
Tendo você
Ao meu redor.

⁠não tenho medo de ficar sozinho!!!... tenho medo de ter pessoas erradas do meu lado!!!...

Minha felicidade nasce em silêncio dentro de mim; quem chega, aprende a caminhar ao meu lado.

⁠...Eu gritei. O eco do meu grito foi mais forte que o sopro do lobo,
Ele, sem esforço, derrubou Minha casa de alvenaria,
Agora só há Escombros por todo lugar, Difíceis de juntar,
Assim como as folhas no chão, Depois da primavera.

eu sinto como se estivesse preso em correntes no inferno escuro. . .
cheio de demônios ao meu redor me observando com aqueles olhares.

Meu pai me ofereceu duas ferramentas e um destino em silêncio: a caneta, para quem carrega o peso do pensar; a enxada, para quem sente o peso da terra no corpo.

Meu maior erro foi contigo ter errado.
Devia ter me desculpado, deixado o orgulho de lado.
E agora? Ambos de coração machucado.
Tento me redimir no escuro do meu quarto.
Pele doce que a muito havia beijado.
Tirou- me da boca todo o gosto amargo.
Tentação nua, vislumbro a tez, tens a cor do pecado.
Chora em meus braços.
Lágrimas que demonstram o amor de quem foi maltratado.
Sou afortunado, por com olhos de amor um dia ter me olhado.
E a ti para sempre serei grato.
Por voltar no momento em que o desprezo seria válido.
Obrigado...

⁠"Você que era o amor da minha vida, agora é o amor da minha morte.
Encontrar você foi meu maior azar e eu achando que era sorte.
Você é minha maior fraqueza e eu achava que me fazia forte.
Eu me perdi tentando te encontrar, eu achava que você era o meu Norte.
Você que sempre fora o meu mel, percebi que é de veneno, uma dose.
Você acredita que eu sempre te abandono, mas nas suas crises, sou eu quem te socorre.
Sua presença sempre foi minha maior riqueza, agora sua ausência me faz pobre.
Você se fez rainha da minha vida, mas se esqueceu de me fazer consorte.
Eu já tomei nota da sua indiferença, já não espero mais que me note.
Viver é bom, mas em sua ausência, é preferível a morte..."

Realmente somente um sofredor para entender outro sofredor


Sofrendo sozinho, atormentado em meus pensamentos incapaz de desabafar e as pessoas achando que sou louco por me isolar expressando sentimentos de tristeza, homens também choram.

⁠Você sabe o que é uma hiper inflação???

Eu posso te falar algo sobre ela, porque o
meu primeiro filho nasceu no meio de uma
delas no Brasil.

A hiperinflação é a consequência de uma
inflação descontrolada que já tirou sua
consciência de Cidadão e só te legou um
instinto de sobrevivência,

é o momento em que se percebe só o hoje,
mas a gente nem se dá conta disto,
porque não houve nada diferente antes...

"Sim, meu amor, eu estou bem, à exceção daquela saudade, minha eterna crise.
Estou bem, até onde a sua ausência me permite.
Sem ti, o bem estar e o estar bem, não existem.
Sem o brilho dos teus olhos, todo fim de tarde é triste.
Os raios do Sol me esfriam, minh'alma congela, meu eu não resiste.
Em teu âmago, o que reside?
A bruma da manhã, sobre mim incide.
Me trazem lembranças doces de gosto amargo, fazendo que da minha sanidade eu duvide.
Quando éramos dois, parecíamos dois corpos celestiais viajando a inenarrável velocidade e que de súbito, no espaço cósmico do amor e do prazer, colidem.
Sim, meu amor, estou bem, vá em paz, não vai ter revide.
Já marquei o enterro da nossa paixão, espero que tenha recebido o convite.
Obrigado por não se preocupar, meu amor, obrigado por ser tão medíocre.
Eu estou bem, até onde a sua ausência me permite..."

"Quando o Sol se avergonha no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo.
Ela se via como Ouro de Ofir, mas era só uma bijuteria, ouro do tolo.
Quando a vislumbrei, conclui meu hara-kiri, ela não teve dó; teve dor, ela não teve zelo; ela agiu com dolo.
A infância, a juventude, são tão boas, a inocência é tão doce, sinto falta da minha ignorância, sinto falta das vezes em que fui tolo.
Quando se ama, quando se envelhece, percebe-se que até mesmo a ausência de algo pode ser doloroso.
Um cheiro, um beijo, um olhar, uma carícia, aquele 'eu te amo', um corpo.
Quando o amor nasce, floresce em um só peito, em um só coração, é um sentimento natimorto. Recordo-me de nós, das vezes em que tentei, das vezes em que, mesmo sem errar, errei, e só me vem o desgosto.
Paguei, ah sim, mas paguei por todas as iniquidades, pecados desta e de outra existência: já não devo mais nada ao Deus, deixe minh'alma longe de outra vida com ela, Pai, não quero esse martírio, de novo.
Se fui feito para ela, então, me desfaça, Pai, destrua minha existência, me faça rastejar pelos sete infernos, mas não me faça olhar uma outra vez na constelação daquele olhar, o de minh'alma, o poço. Sei que errei, fui parvo, pecador, boêmio, nunca um bom moço.
Mas, mesmo que o Senhor, por sobre os céus, castigasse Lúcifer com o amor incondicional àquela mulher, eu rogaria para que, com o de muitas faces, fosse mais piedoso.
Nem mesmo ele merece o castigo que eu, um mero mortal, experimento dia após dia, um inverno após o outro.
Meu coração sangra ao lembrá-la, sinto meu peito roto.
Eu a escuto em toda voz, toda brisa tem seu cheiro, todo beijo tem o macio dos lábios, eu a vejo em todo rosto.
Disseram-me, certa vez, que eu estava somente apaixonado; era melhor o atestado de insanidade, terem me trancado como um louco.
Ela não ama, Pai, ela é incapaz, e, por amá-la em demasia, torno-me um ser extremamente odioso. Indiferente à dor alheia, se não posso ter o que mais almejo, por que poderia qualquer outro?
É errado, meu Deus, eu sei, mas ela me tornou um ser invejoso.
Percebo que era falácia, dela, cada choro.
E uma vez mais, eu a amaldiçoo.
Eu, que tentei ser o melhor homem que ela poderia ter ao lado, hoje parece que lancei meu espírito ao dos sentimentos, o esgoto.
O Sol parece já estar nascendo, devaneei, uma vez mais, com o copo cheio, até que tu, sobre o céu, me mates, eu hei de sofrer mais um pouco.
Pois, quando o Sol nos sorri no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Oração do Desesperado

"Suave o olhar, belo é o sorriso.
Ultimato em meu peito, inenarrável brilho.
Era ela, por ela, eu abriria mão da minha vida, daria um último suspiro.
Lago em que me afogo, me inunda a beleza, o aveludar da voz é música aos ouvidos.
Longe, tão longe, não posso tê-la, e, ao vê-la, percebo: não sou digno.
Estarás, algum dia, aqui comigo?
Não sei a resposta, enquanto isso, venero-te em silêncio, ao longe te admiro..." - EDSON, Wikney

"Meu mel, o sorriso, o perfume e o aconchego são meu porto, meu céu.
Ela é dona de toda doçura; quando em meus braços, leva da minha existência o fel.
Linda, pintada pelo próprio Deus, como em papel.
Instantaneamente, olhar é te amar, até sua sombra adorar, ajoelhar diante de ti, em sua mão o anel.
Zelosa, atenciosa, cada momento longe do seu sorriso, do macio da sua tez, ao meu eu é cruel.
Enamorado de ti, percebi que devo parar de buscar um porto seguro, pois em ti já encontrei meu céu..." - EDSON, Wikney

Escolher você foi meu sim mais verdadeiro. Um sim que silenciou todas as outras vozes. E todos os dias, mesmo em silêncio, meu coração repete: é você, de novo e de novo.

Quando o “meu” vira “nosso”, o que é dividido não diminui, se multiplica.

"Até hoje, meu caro amigo, vivo por alguém que não se abalaria por minha morte.
Até hoje, tento ser, da rainha de minha vida, o consorte.
Certa vez, li que era possível morrer de amor, sem saber o nome do sujeito, o invejei, que sorte.
Viver amando, sem ter quem se ama, é maldição, é sobreviver na fraqueza tentando ser forte.
Venha, sente-se, leia-me, escute-me, me ame, me note.
Da sua ausência, indiferença, já noto cada recorte.
Se quiseres ou se tiveres que ir, vá; mas, por favor, rogo que não volte.
Não me implore, não chore.
Não peça perdão, viva na solidão, seja feliz na sua indiferença, seu esporte.
Encontre seu rumo, ache seu norte.
Me perdi, tentando viver por alguém que, de bom grado, desejara a minha morte..."

"Relembro nós e amaldiçoo até o meu piscar.
Naquele micro instante, deixei de sua imagem admirar.
Relembro tudo, amaldiçoo o meu respirar.
Por que o fiz? Se estava você ali, o meu ar.
Relembro nós, amaldiçoo do meu peito o pulsar.
Eu deveria ter morrido ao lhe vislumbrar.
Jazer em seus braços, sob seus olhos, roguei para o meu coração parar.
Relembro nós, amaldiçoo o vento, os pássaros, até das folhas o farfalhar.
Todo som doce e belo que existe na natureza deveria Deus ter feito com o som de sua voz, do mais belo anjo o cantar.
Relembro nós e amaldiçoo o tempo, por quando em vislumbre de seus olhos não parar.
Quando o entrelace de nossas almas, com um único olhar.
Senti que a eternidade seria pouca para lhe adorar.
Relembro nós e amaldiçoo o meu amar.
Por não tê-la, por não vê-la e ausentar-me de minha felicidade e essa mesma felicidade, contigo, ser incapaz de compartilhar.
Lembro da última vez que estivera em meus braços, maldito fui, por quê, pra quê piscar?"