Meu Caminho e cada Manha

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Cada verso sibilante toca
tépido e poderoso no ego,
Colocando no ambrosíaco
efúlvio onde o silêncio
como veladura denuncia:
Que sou a única que o coração
o tempo todo se precipita,
apropria e por mim vulpina.


No Hemisfério Celestial Sul,
tudo ao redor de nós converge,
Como a Primavera floresce
lado a lado da Araucária,
com um abraço entregue,
tudo meu em ti - estremece.


Quando chegar o tempo
do encontro e da colheita
do Pinhão há de ser feita
com serenidade e excelência,
Acompanhada virá da paz,
da certeza e espera serena,
que todo o tempo valeu a pena.

Cada um dos meus Versos Intimistas
a intimidade celebra contente
com aroma de amor narivo e Calafate,
Sou eu a dona da tua devoção,
da liberdade e de toda a intimidade.

Entender a hora política de cada país é questão de clareza, até porque os processos históricos são diferentes.


Países como o nosso devem temer democratas de ocasião tanto quanto apologistas de ditaduras.

Cada um quer impôr que temos que parecer com qualquer lugar menos com o Brasil. Isso tem que acabar.

Cada bomba que cai em Gaza e no Irã é uma memória dos Arquivos de Epstein que faz questão de lembrar.

No muro poético "Viva l’Italia" ecoa
mostrando vida própria a cada tentativa
aberta ou sutil de apagamento ---
Emprestando a voz para quem precisa
levar ao mundo o conhecimento
[inconteste do seu sofrimento].


Da fonte do Guglielmo Oberdan
ainda bebo e me mantenho,
Com o espírito de Cesare Battisti,
de Fabio Filzi e Nazario Sauro,
Reconheço não estar em guerra
com quem quer que seja,
mas não significa que não viva
em mim a poética resistência.


Do forte signo destas quatro forcas
reúno as inúmeras maiores forças
para manter aceso no coração
o panteão do Irredentismo,
emprestado, persistente e vivo,
para que ninguém conte outra
história quando cruzar o destino.


[Porque é do Sol e dos luares
do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Do Pico do Montanhão
e por cada rincão
no Médio Vale do Itajaí,
Tudo por aqui brinca,
vem vestida de folia
e passear por Rodeio
para brindar a poesia
que ainda não li,
e sequer não escrevi.


Não me preocupo ser
lida ou esquecida,
O que importa é que
a poesia foi escrita;
Melhores sempre
serão os poetas que
virão depois de mim,
É por isso que escrevo
nos muros do tempo.


A vida com inspiração
e a cada nova ironia
pode ser lida no curso
do Rio Itajaí-Açu,
tal qual a convicção
de que a melhor poesia
nunca será a minha,
E sim principalmente
aquela que não escrevi.

Minha imaginação
têm a plenitude,
a liberdade e revoada
nas asas de cada
Papagaio-charão,
em busca de Pinhão;
Algo parecido tenho
buscado na Araucária
do teu divino coração.

Leio cada linha do seu subtexto
que carrega mais do que mostra,
Além de seduzir, arte elevada
sou presença, constância
e substância até a distância.


Não quero que haja controle:
quero desejo, resposta e êxtase.
Não quero que haja negociação,
quero que venha como um furacão.


Sim, eu quero tomar e ser tomada,
por tudo o que é profundo e sem limite.
Desde o primeiro instante do clique,
da primícia do jequitiguaçu em flor,
da colheita e do preparo para o banho de amor.


Caminhar sobre o meu chão pátrio
e amoroso que também é feito
de mais de mil mármores e dolomitas:
Brincar além do tempo e soltar pipas.

Tenho te levado para viajar
por cada herança cultural,
agora sabes da flor nacional:
é o nosso Ipê-amarelo,
e da árvore nacional:
o nosso raro Pau-brasil.


A sua imagem na mente
anda escrevendo detalhes,
nossos ocultos nos lábios,
com totais intensidades.


Doce, se você soubesse
o que imagino viria agora,
sem nenhuma cerimônia,
e sem pressa de ir embora
para aprofundar a história.


Porque manter as aparências
não está na nossa previsão;
crescem as vontades
por mútua desarrumação.


Cheios de amor e paixão,
sem nenhuma distração,
estamos construindo
cenas por antecipação
do nosso romance nacional.

Permitir que o amor tome
conta de cada escolha,
Trazer a beleza consigo
da Juçara-da-amazônia
recebendo o pouso bonito
do tucanuçu no destino,
E deixar que tudo tenha
igual o curso de um rio.


Sob a aurora matutina
manter o pacto silente
fortalecido com a vida,
com amazona convicção,
Mesmo que tenham
destruído uma ponte
de diálogo no caminho,
nasceste com asas
e a tua pacífica direção.


Não é preciso validação
de ninguém para ser
quem és e quem deseja
ser onde você quiser,
Até para escrever
os versos intimistas:
Para dar-se o luxo
de percorrer novas rotas,
permitir viver todas
as sonhadas escolhas.


Feitas sob medida
para o seu bem-querer
como as pestanas
são os parabrisas do ver,
Do jeito que o sol
está para o amanhecer,
De um jeito novo
todos os dias renasça
quantas vezes for
preciso para manter
o seu melhor para viver.

Tal qual trapoeraba-azul
a cada dia floresço
também sem céu azul,
Agarro no teu peito
com jeito de norte e de sul.


Intenso e sutilmente
no próprio tempo.
Sem olhar no relógio
busco o merecimento.


Dou ao florescimento
a liberdade para receba
com genuíno sentimento.

Cada linha e cada pausa têm
sido a continuidade e rendição
ao ritmo inabalável que levo
pelos anos com amor e paixão;
e que o seu olhar tem lido
inabalável com o seu coração.


Dois mundos que se tocam,
e ainda não se encontraram.
Separados pela silenciação
da elegância da permanência,
cultuam, sem desistir, ao passo
da melancolia da distância,
e firmes ambos continuam.


A cada nova florada da quina
tem nascido uma confissão sutil,
com algo de cordilheira andina,
que, embalado pelas confluências
imparáveis dos rios Apurímac, Ene,
Tambo e o Ucayali, que, unidos
ao Marañón, formam o Rio Amazonas,
revelando que é amor e os sintomas.


Todos reunidos ao magnetismo
da imensidão dos dias e das noites
para inauguração da revelação
que, desde o primeiro dia, sabemos:
chegou o tempo de não pactuar
mais adiamentos, porque nós nos queremos.

Cada povo tem a sua rota, a sua hora e a sua Lua.

Precessão gravitacional
do disco estelar de cada um,
Bamboleio sem igual
para viver o excepcional
neste Hemisfério Austral.


[Sobre o que há de celestial.]

Lindo Camboatá-vermelho,
que fascina a Ilha da Magia,
e tem sido o paciente
confessor de cada dia.


Percebo o amor e a folia
roçando na minha pele,
e o que sucede não tem
haver com fogo de palha.


É o lado mais ledo
que não quero segredo;
apenas quero que
o amor seja todo meu.


Estamos em agosto de frio
que anda cortando a pele,
e o que tem cortado mesmo,
é que ele ainda não apareceu.

Sentir na pele
o grande poema,
Não me deixar
te ver é avareza...


Cada verso
é a malícia
de todo o dia,
para romper
com as tuas defesas.


(Com todas as minhas
mais estratégicas sutilezas.)

A idade a cada dia vem chegando,
quem eu sou, sigo continuando;
Do tempo o passo sigo respeitando,
A ele a reverência dou com pendor.


Não me vejo nem de longe mais sábia,
Apenas como alguém que bem quisera
Aprender a harmonia e a didática
Dos códigos que a vida que nos governa.


A Epidendrum secundum já florece,
Com lábios de grumixama e de aurora;
Sem saber o que o destino nos rege,
Lá fora o que acontece, pouco importa.


Na Mata Atlântica de Santa Catarina,
Da força dos tornados nos abriga e ensina.

Cada pessoa trava guerras que ninguém vê.
E talvez a maior delas seja continuar caminhando quando o coração está cansado, quando a alma está ferida e quando a vida parece exigir mais do que se tem para oferecer.
Por isso, antes de julgar alguém, lembre-se: Existem dores que não fazem barulho, mas ainda assim machucam todos os dias.

"Ser afinado é conhecer a medida que cada instante suporta."