Meu Amor Viajou
Cada poema
meu tem mais
balangandãs
do que imagina,
Quem lê fica
preso sem perceber
a cada nova linha.
Quero você no meu
Bambaquerê,
Nesta Ribada
a gente vai festejar,
Porque no final
será só eu e você,
A gente vai se ter
e não vamos nos perder.
Olhei nos seus olhos
e acreditei que eram
o verdadeiro céu,
Neles encontrei
o meu mais fatal engano,
Não te amar não
estava no meu plano.
O céu de hoje confunde
se faz chuva ou sol
do mesmo jeito que teus olhos
me enganaram o tempo todo.
De tudo canto a expressiva
vitória de não de ter
permitido que eu odiasse
a minha própria existência.
(Decidi que daqui para frente
além de me avisar, eu vou me ouvir).
Orgulho de Barbados,
linda Dwarf Poinciana
que os meus olhos fascina,
e o meu coração inspira.
És beleza floral e cura
para muitos males
que enfeita com charme
o ano todo muitos lugares.
Tive uma visão profética
de ter no nosso futuro
jardim este arbusto florido.
Trago uma intuição inexplicável
romântica que viverei contigo
e você viverá amando comigo.
Contaram que há
muitos anos perderam
o Birico de vista,
Ele narrava histórias
do Bumba-Meu-Boi,
Não tem problema,
quem encontrou
o desaparecido foi o poema.
O ritmo das botijas
antigas é escutado
por quem passa pela rua,
Estás sob o meu perigo,
não fazes ideia do gingado.
Tem gente que
não se recorda
do Caiporinha
dançando com
o Bumba-Meu-Boi,
Quando se dá
corda a memória,
A poesia é que
se escreve na hora.
O meu coração que
não é nenhum pouco
santo não resiste
ao som de um Adarrum,
Tocando dentro como
o trovão toca o céu,
Vou dançando pedindo
a bênção do destino
para pôr no meu caminho
a indicação que mostre
como seguir contigo.
Rejeito o Deus da Guerra
insinuar a sua dança
seja na minha Terra,
no meu continente
ou em outro lugar
para tirar a paz da gente.
(Poema anti-guerra)
