Meu Amigo Ama minha Mulher

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Eterno é o meu espírito que tão distante está do que realmente é,
mas, que na aurora da minha luz, anseia voltar-se para casa e colidir com a superioridade do meu ser, direcionando o que eu tiver de mais belo para todo o universo.

Meu erro


Eu tirei a armadura para te abraçar e sentir com a minha alma o seu calor inundando meu corpo... E você, me destruiu no meu engano, me derrotou no meu território: dentro do meu peito.

Sou um navegante
Minha vida é no mar
Solitário e errante
Meu destino é desbravar
Não tenho medo dos riscos,
Desafio todos e quaisquer perigos
Desejando o mundo conquistar.


Numa dessas viagens
A vida me pregou uma peça
Destacando-se naquela paisagem
Estava uma formosa donzela
E seu olhar o meu encontrou
Por um momento, meu coração pulsou
Mas infelizmente, estava apenas de passagem


Ainda que eu tivesse toda a riqueza
Do mundo, o louvor, a glória,
Ainda que juntasse títulos de nobreza
E tivesse um lugar reservado na História
Se me faltasse teu sorriso para me guiar
E sem a luz do teu lindo olhar,
Seria vã minha vitória.

​"Minha xícara de café sem açúcar é o meu ritual de autossuficiência. Não preciso de muletas doces para começar."

Faço eu mesmo o meu caminho. Não culpo ninguém pela minha falta de sorte. Afinal, a morte não é o fim de tudo.

Meu erro
Eu tirei a armadura para te abraçar e sentir com a minha alma o seu calor inundando meu corpo... E você, me destruiu no meu engano, me derrotou no meu território: dentro do meu peito.

Está tudo bem, amor.
Eu entendo que a minha situação não nos favorece.
Sei que o meu jeito acaba te trazendo insegurança.
E também compreendo que se entregar a essa paixão pode machucar.
Posso imaginar o quanto deve ser difícil para você aceitar tudo isso.
Não combina com o seu coração, com o seu caráter.
Por isso, eu te peço perdão.
Você merece alguém livre, inteiro, que te faça tocar o céu com um beijo.
Alguém presente em todos os momentos possíveis.
Você merece ser amada por completo, sem vírgulas, sem pausas, sem ponto final.
Merece ser o motivo do sorriso de alguém.
Merece ser abraçada sem medo, amada sem dúvidas.
Merece ser feliz.
E eu, mesmo aqui, ainda torço para que seja.
Mas… às vezes eu me pergunto, em silêncio, se um dia o tempo vai nos devolver.
Se essa história que começou tão intensa ainda não terminou de ser escrita.
Se, lá na frente, quando tudo estiver no lugar,
a gente ainda vai se reconhecer pelo olhar.
E se for nós, amor?
E se ainda tiver algo esperando por nós dois?
Eu não sei.
Quem sabe, um dia, sejamos nós o sorriso que aparece sem motivo.
O abraço apertado no fim do dia.
Quem sabe, amor, sejamos o “bom dia” um do outro.
Quem sabe sejamos a paz depois de tanta tempestade.
Quem sabe sejamos felizes, do nosso jeito, no nosso tempo…
Quem sabe.

Enquanto tento controlar minha mente silenciosa, o resto do meu corpo anseia por barulho.


Edrick Duarte

Para a minha admirável modelo.




Você é com uma canção,


Que acalenta meu coração.


Deitado em seu ventre,


Pude sonhar alegremente.


O rei Sol no horizonte,


Dando lugar a lua somente.






Para a última garota que eu me apaixonei. ⁠

Quando me sentir sem chão, Tu és meu alicerce.
Quando tudo desabar, Tu és minha torre forte.
Quando tudo parecer mentira, Tu és a verdade
Quando me sentir perdido, Tu és o caminho.
Quando perder a vontade de viver, Tu és a vida.

Entrelaça a tua mão na minha
Mais uma vez
Se ao meu lado
Tu se sente tão segura e bem
Repousa em mim
Vive em mim
Passa outra noite aqui
Aqueça esse peito
Que só bate assim por ti...

Entrelaça a tua mão na minha
Mais uma vez
Se ao meu lado
Tu se sente tão segura e bem.

MEU SONETO

As minhas lágrimas são da arte
E a minha solidão é do amor.
No meu poder tem o disfarce;
Dos meus sorrisos saem a dor...

No meu coração tem o enlace,
Na minh'alma esplendor...
E na expressão de minha face
Se faz brilhar todo o fulgor.

No meu silêncio tão profundo
Exalto a vida a todo mundo,
Levo às costas todo o poder...

Do maior amor sou dependente;
De mentiras vivo a toda gente,
Da ilusão, profano o meu viver...

© Dolandmay Walter

DECLARAÇÃO - a raiz do poema ao meu pai


Eu não me lembro da minha infância com nitidez. Ela passou depressa demais. Num instante eu era apenas um menino, com um carretel rolando, uma pipa subindo. Havia um morro, um dia desbastado, que virou campo de futebol e depois virou casas. Quando percebi, eu já estava crescendo, começando a viver as coisas.


Um dia, eu apareci no seu trabalho. O senhor me levou ao restaurante do português. Como aquilo foi bom! Lá serviam uma sopa horrível — eu detesto sopa — mas com você tudo tinha sabor. O senhor pediu um refrigerante de dois litros. Não lembro o que comi; talvez bife, talvez peixe. Mas lembro que a comida do português era maravilhosa. Estar contigo era a minha vida.


Trabalhei ali. Depois vivemos muitas outras coisas. Num outro dia, voltei ao seu trabalho e contei que conheci uma garota com quem queria me casar. O senhor me aconselhou, me apoiou. E me ajudou por vinte e oito anos.


Depois, me trouxe para uma terra linda, onde eu jamais imaginei ser capaz de viver, de criar meus filhos. Durante muitos anos, eu era despertado com o seu grito, avisando que tinha trazido o pão. Hoje sou eu quem leva o pão para minha mãe.


Levei muitos anos cuidando do senhor. Era maravilhoso te conduzir pela mão. Eu tinha um carro comprado pelo senhor — o último que eu escolhi, e eu o amava. Mas você já não conseguia mais entrar nele. E no dia em que precisei te levar ao médico, ele não funcionou. Tive que chamar um Uber às pressas. Aquilo me revoltou. Eu precisava de um carro mais baixo, mais confortável, mais novo.


Consegui comprá-lo sete dias antes da sua partida. O senhor passou o dia inteiro comigo naquela loja. Durante a semana, fizemos planos. Naquela quinta-feira, o senhor me disse que, se algum dia eu ficasse triste, eu cantasse um louvor ao nosso Deus… e hoje eu tenho tanta dificuldade de cantar.


No dia da sua morte, eu não ouvi a sua voz. Fui buscar o carro na revisão — coisa que poderia ter feito no dia anterior. Era sábado, 14 de junho de 2025. Depois, fui à formatura do seu neto. Dei palavras de conselho a duas pessoas, sem saber que, na verdade, eu estava aconselhando a mim mesmo. Porque, naquele mesmo dia, eu veria você partir.


Foram 45 anos. E naquele dia eu vivi meu primeiro batismo de fogo. Tive que olhar para o mundo e dizer: “Agora eu sou homem. Eu não tenho mais pai.”


Hoje estou aqui, fazendo um trabalho que não gosto, realizando tarefas que não quero, mas por obrigação, por dever. Pelo compromisso de honrar sua memória. Ser pai. Ser marido. Cuidar da minha mãe. Amar a mulher que eu amo — mais do que nunca — e meus filhos — mais do que nunca. Carregando o peso da tua ausência, olhando para um mundo nublado, mas tentando buscar contentamento num futuro incerto que o senhor me ajudou a construir.


Obrigado, meu pai. Obrigado.


Eu sempre te disse que te amava. Te abracei, te beijei, ouvi tua voz. E agora estou começando a ouvi-la de novo, como eco voltando devagar.


Obrigado, pai. Obrigado por tudo.
Eu prometo que, daqui para frente, vou fazer diferente. Vou buscar ir mais longe — muito mais do que o senhor sonhou para mim.


Um beijo.
Um abraço.

POEMA AO MEU PAI

Eu não lembro da minha infância inteira.
Ela correu.
Passou por mim como vento,
como pipa que sobe e some,
como carretel que rola ladeira abaixo
e não volta mais.

Um morro virou campo,
o campo virou casas,
e eu virei homem
sem perceber o instante.

Um dia apareci no seu trabalho,
e o senhor me levou ao restaurante do português.
A sopa era ruim,
mas com você tudo tinha sabor.
O refrigerante era grande,
a mesa simples,
a vida imensa por causa da tua presença.

Depois te contei do amor que encontrei.
Você ouviu, aconselhou,
e me ajudou
por uma vida inteira.

Me trouxe para uma terra que eu não imaginava viver,
onde meus filhos nasceram,
onde o pão chegava com o seu chamado de manhã.
Hoje sou eu quem leva o pão,
e a lembrança do seu grito
ainda abre a porta dentro de mim.

Cuidei do senhor como quem segura o próprio passado pela mão.
Troquei carros,
troquei rotinas,
troquei o que fosse preciso
para te levar onde precisava.
E ainda assim,
quando você partiu,
eu estava longe —
longe do instante do adeus,
mas perto da dor que nunca se afasta.

Daquele dia em diante,
eu tive que dizer ao mundo:
“Agora eu sou homem.”
Sem pai, sem chão,
mas com a herança
do que você me ensinou a ser.

Hoje faço o que não gosto,
caminho onde não queria,
mas sigo firme
porque carrego o teu nome,
tua memória,
tua voz que, aos poucos,
volta a me encontrar.

Amo minha mãe,
amo minha esposa,
amo meus filhos —
porque você me ensinou a amar assim:
com força,
com verdade,
com sacrifício.

Pai,
obrigado.
Obrigado por tudo o que fui contigo
e pelo que virei depois de você.

Prometo ir mais longe
do que você um dia sonhou para mim.
Prometo viver,
ainda que doa,
porque viver é a última forma
que me resta de te honrar.

Um beijo.
Um abraço.
E um eco teu que nunca morre,
mesmo quando o resto do mundo
fica silencioso.

Sobreviver...


Minha vida...
Sem paixão,
Sem cor,
Sem tempero.


Nada move meu coração,
Nada agita meus temores,
Nem esquece meus amores.
É o nada... do nada.
Apenas SOBREVIVER.


E assim,
a cabeça dói,
O coração palpita,
Não de amor,
mas de tremor.


Minha vida sem jeito,
Sem graça,
Sem sal,.
Meu dia a dia,
na solidão,
na ansiedade,
Na escuridão.

Hoje eu acordei querendo
Querendo a minha melhor versão
Querendo o meu melhor sorriso
Querendo amar cada dia mais o meu lindo eu.

Coordenação divina


Meu filho, a este nível pouquíssimos chegam. A Minha coordenação sobre vós é exercida quando vós, crentes em Mim, entregais tudo nas Minhas mãos. Abdicais do vosso ego, abdicais totalmente de vós para fazer a Minha obra. Só Eu, como vosso Pai, aceito tal submissão e tal ação por vós a Mim, quando percebo que o vosso coração revela pureza, quando a vossa atitude perante a vida é nobre.


Quando vós não julgais, quando vós ajudais o próximo a crescer. Sabeis bem, meu filho, que não podeis viver sem Mim.


Meus filhos, para que encontrem plena paz na vida, vós precisais de Mim.
Sabei que coordenação divina é aquela que vem de Mim, aquela que vos endireita e vos faz agir da forma mais justa, viva e mais poderosa em paz, harmonia, justiça e união entre irmãos.


Aceitando a Minha coordenação, e solicitando-a, vós endireitareis as vossas vidas e encontrareis, nos Meus caminhos, a paz aos vossos corações que tanto necessitais.

​Ó meu ex-amor, meu caos e minha calmaria,
A ti não resta rancor, mas uma estranha gratidão.
Eu era a argila mole, entregue à tua alquimia,
E o teu adeus forjou a minha reconstrução.
​Teu nome ainda ecoa, um sussurro na memória,
Mas já não é tormenta, é a marca que me fez.
A vida que findou, de luto e velha história,
Foi o solo onde floresceu a minha nova vez.
​Obrigado por ter me transformado, sem querer,
Nesta alma de aço polido que hoje se levanta.
Eu sou a prova viva de que a dor pode vencer
E que a maior ferida é o que mais nos implanta.
​Não sou mais quem te amava, a sombra submissa e frágil,
Sou a força que nasceu quando a ponte se quebrou.
O teu abandono, duro, frio e indizivelmente ágil,
Foi o preço que paguei pela pessoa que eu sou agora.
​Fica o passado à deriva, a saudade que se esvai.
Eu sou o teu legado, a obra que a dor lapidou.
Vai em paz. Eu brilho sozinho, e isso me basta.
Fui destruído por ti, mas a ti, muito obrigado.

"O amor que tenho pelo meu filho transformou minha vida"