Mera Distração
Entenda que a maioria das coisas são mera formalidade, eu te desejo riquezas mas não significa que eu vou te dar o meu dinheiro.
- Me perdoa. Eu te amo!
Pode ser mera coincidência, mas eu não consigo te perdoar justamente porque eu também ME AMO!
“Acima da mera sobrevivência mecânica, está o direito inegociável de viver. Devemos utilizar o breve tempo da nossa existência para o crescimento real, para o compartilhamento, para a gratidão e para o reconhecimento da grandeza da vida.”
Não dê poder a qualquer pessoa.
Se resguarde e dê prioridade a quem lhe quer bem.
O resto são meramente figuras ilustrativas.
O corpo humano não é mera estrutura biológica eficiente, mas um universo íntimo em fluxo contínuo — uma catedral de complexidade que a própria razão, ao tentar compreendê-lo, revela seus limites. Cada função aparente oculta camadas de interação que escapam ao controle pleno, como se a vida operasse num grau de inteligência anterior à explicação. E, nesse paradoxo, o homem habita aquilo que ainda não é capaz de decifrar por inteiro — sendo, ao mesmo tempo, autor e estrangeiro de si.
Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.
Haverá um dia em que deixaremos a prática da mera dádiva caridosa e passaremos a acolher o irmão no coração das sinagogas.
Tem quem é pai por condição, por obrigação ou mera determinação. Tem quem exerce o papel por formalidade ou educação. Mas existe o Pai que transcende: aquele que é por dedicação, por excelência e puro amor. Porque ser pai não é um título herdado pelo sangue, mas um território sagrado conquistado pelo afeto, pela presença e pelo silêncio que acolhe.
No Brasil, temos facada fake e, nos EUA, tiros fakes! Qualquer semelhança não é mera coincidência! A direita é burra e previsível!
Somente a Graça! Todas as bênçãos que Deus concedeu ao homem são de Sua mera graça, generosidade ou favor. Seu livre e imerecido favor, favor completamente não merecido, o homem não tendo reivindicação a menor de Suas misericórdias. Foi graça livre que formou o homem do pó da terra, e soprou nele uma alma vivente e estampou naquela alma a imagem de Deus.
Sem a religião, que nos alça à transcendência, a vida definha em mera sobrevivência.
(Byung-Chul Han)
O discipulado transcende a mera estética religiosa: constitui um exercício de ascese, renúncia voluntária e contínua metanoia, fundado na dependência absoluta da Graça para que a vontade humana se harmonize à vontade de Deus.
Há construções e monumentos humanos, dedicados aos seus antepassados, que não passam de mera adoração a mortais.
"Falar o que dá na telha é mera reprodução do pensamento — até os papagaios fazem isso. Não há mérito no impulso. O verdadeiro valor está em ponderar as reações e dizer a coisa certa, para a pessoa certa, no momento certo. O nome disso é diplomacia, uma das artes mais difíceis do mundo."
Acreditar que as pessoas mudam depois do cair da primeira máscara pode ser mera ilusão, pois paraalgumas, essa experiência só as leva a criar uma máscara muito mais bem elaborada.
Não podemos atribuir à nossa corporeidade o estatuto de objeto ou de mera coisa, pois ela possui afetividade.
Por isso, é por meio da afetividade que o sujeito humano se coloca como um ser no mundo, junto com os outros semelhantes.
A afetividade é essencialmente relacional.
A qualidade dos afetos é o que baliza os encontros presentes nas relações humanas.
É a potência da afetividade que impõe um enfrentamento real às vulnerabilidades.
Quando os nossos vínculos e nosso senso de pertencimento estão fragilizados, nos sentimos totalmente expostos a riscos de todas as sortes.
Contudo, o afeto é capaz de transformar esses territórios de vulnerabilidade. O acolhimento pode ser como um porto-seguro, onde não nos sentimos à deriva.
Quando o coração é sincero, o céu vê; quando o coração é vaidoso, só a câmera vê.
Não precisa aparecer para ser útil, só precisa amar.
A Oração é o único portal temporal que transforma o impossível em mera questão de cronologia divina.
