Mentiras
"Eu sou um sujeito simples.
Sou sincero e educado.
Nunca fui fã da mentira,
mas tenho me deparado
com gente que mente e pensa
que me mantém enganado..."
Eu demorei para entender que o que eu sentia não era mentira… mas também não era exatamente o que eu pensava que fosse. As conversas existiram, sim. Em algum lugar distante no tempo, em alguma versão de nós que um dia foi real, elas aconteceram. Não eram invenção da minha cabeça. Mas o que eu fiz com elas depois… ah, isso já foi outra história.
Eu peguei lembranças vivas e transformei em abrigo. Fiquei ali dentro, revivendo cada palavra como se ainda tivesse calor, como se ainda tivesse presença. E, por muito tempo, eu confundi memória com continuidade. Como se só porque algo foi bonito um dia, ainda tivesse o direito de existir no agora.
E é aí que mora o engano mais silencioso de todos.
Porque não é sobre ter sido real ou não. Foi real. Foi sentido. Foi vivido. Mas não é mais. E aceitar isso exige uma maturidade emocional que a gente evita, porque, no fundo, dói menos continuar visitando o passado do que encarar o presente sem ele.
Eu chorava não porque era fraca, mas porque eu ainda estava conectada a algo que já não me pertencia. Eu alimentava aquilo como quem tenta manter acesa uma chama que já virou brasa. E, de certa forma, eu conseguia… mas só dentro de mim.
Até que chegou um momento em que eu percebi que lembrar não era o problema. O problema era me prender.
Foi quando eu resolvi escrever. Não para recriar nada, não para reviver… mas para encerrar. Eu coloquei para fora tudo o que ainda ecoava aqui dentro, tudo o que ainda me atravessava. E quando eu terminei, não foi mágico, não foi instantâneo… mas foi definitivo.
Porque eu entendi que aquilo que existiu não precisa continuar doendo para continuar sendo válido.
Ele também sentiu, também reconheceu, também olhou para trás com aquele mesmo “e se…”. Mas a vida não se constrói com “e se”. A vida exige presença, escolha, responsabilidade com o agora. E nós dois, de alguma forma, escolhemos respeitar isso.
Não houve drama, não houve volta, não houve recaída. Houve silêncio. E, dessa vez, um silêncio que não machucava… um silêncio que curava.
Hoje, quando eu penso, já não pesa. Não porque eu esqueci, mas porque eu parei de carregar. Eu não apaguei a história… eu só devolvi ela para o lugar dela: o passado.
E isso me ensinou uma coisa que eu carrego comigo todos os dias… nem tudo que foi bonito precisa continuar. Às vezes, a maior prova de amor, inclusive, é deixar ir.
Eu sigo. Leve. Inteira. Sem precisar negar o que vivi, mas sem permitir que isso defina o que eu sou hoje.
Se você ainda está aí, segurando algo que já foi… talvez o que você precise não é esquecer. É só aceitar que existiu, honrar o que foi… e ter coragem de continuar sem.
PENSAR NÃO GARANTE QUE VOCÊ ESTEJA PENSANDO CERTO.
O pensamento pode defender uma mentira com a mesma convicção com que sustenta uma verdade. A certeza não comprova a realidade. Muitas vezes, apenas denuncia a resistência de quem não suporta questionar o que acredita.
O problema não é somente o que pensamos, mas a autoridade que concedemos aos nossos próprios pensamentos.
A mente mente e o discernimento desmente.
Em minha pesquisa científica sobre METADISCERN, investigo justamente essa operação: examinar os critérios pelos quais um pensamento recebe autorização para orientar nossas conclusões.
Quem não questiona a própria certeza pode transformar o erro em convicção.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
NÃO É PRECISO ACREDITAR EM TODAS AS MENTIRAS PARA SER MANIPULADO. BASTA NÃO SABER RECONHECER UMA.
Uma informação pode ser verdadeira e conduzir a uma conclusão falsa. Um argumento pode parecer lógico e esconder uma premissa equivocada. Uma notícia pode apresentar fatos reais e, ainda assim, induzir ao erro.
O senso comum comumente mente.
O problema da desinformação não começa necessariamente na mentira de quem comunica, mas na ausência de critérios de quem interpreta.
Em minha pesquisa científica sobre Alfabetização do Discernimento Consciente, investigo a formação dessa capacidade: distinguir informação, evidência, interpretação e autorização para acreditar.
Quem não examina os critérios da própria crença pode chamar de pensamento aquilo que é apenas influência.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES ACREDITAM EM MENTIRAS, DEFENDEM QUEM AS MANIPULA E NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO CONTROLADAS?
Porque inteligência não garante discernimento.
Conhecimento não garante consciência. E pensar não significa, necessariamente, pensar por si mesmo.
Uma pessoa pode possuir formação acadêmica, acesso à informação e capacidade de argumentação e, ainda assim, reproduzir fake news, defender interesses contrários aos seus, obedecer a pensamentos automáticos e confundir manipulação com liberdade.
“O senso comum comumente mente.”
A desinformação não começa apenas quando alguém produz uma mentira. Ela também prospera quando alguém perde a capacidade de questionar aquilo que deseja acreditar.
É nesse território que se estabelece uma verdadeira guerra mental: entre o que pensamos, o que sentimos, o que acreditamos e aquilo que decidimos transformar em verdade.
Mas como desenvolver pensamento crítico, ampliar a consciência, superar a alienação e conquistar autonomia intelectual?
A resposta não está simplesmente em pensar mais, estudar mais ou consumir mais informações. Está em aprender a examinar os critérios que autorizam nossas crenças, interpretações e decisões.
Em minhas pesquisas científicas, desenvolvo essa discussão por diferentes caminhos.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem: não apenas pensar, mas avaliar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma educação que ultrapasse a memorização de respostas e favoreça a formação de sujeitos capazes de questionar, interpretar e revisar aquilo que aprenderam.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), abordo a necessidade de desenvolver competências para reconhecer desinformação, distinguir evidências de opiniões e resistir à manipulação informacional.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que lembrar não significa compreender e por que conhecimentos recuperados da memória precisam, em determinadas circunstâncias, perder a autoridade que anteriormente receberam.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre sentir intensamente e autorizar que uma emoção determine nossas escolhas.
E no Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma abordagem voltada à consciência, à responsabilidade pelas escolhas e à autoria da própria trajetória.
Essas questões se tornam ainda mais urgentes diante da inteligência artificial.
Uma máquina pode produzir respostas brilhantes para alguém que não compreende sequer a pergunta. Pode ampliar o desempenho sem necessariamente desenvolver competência independente. Pode facilitar o acesso ao conhecimento enquanto o indivíduo terceiriza sua capacidade de julgar.
A tecnologia pode ajudar a pensar. Não deve receber automaticamente a autoridade de pensar por nós.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
A libertação mental não consiste em eliminar pensamentos negativos, silenciar a mente ou abandonar todas as influências. Consiste em reconhecer que nem tudo o que pensamos merece continuar sendo acreditado, nem tudo o que sentimos precisa ser obedecido e nem tudo o que aprendemos merece permanecer autorizado.
Discernimento é criar distância entre o que pensamos e o que decidimos continuar pensando.
A maior ameaça à autonomia humana talvez não seja a falta de informação, mas a incapacidade de reconhecer quando uma informação, uma emoção, uma lembrança ou uma convicção está assumindo uma autoridade que não merece.
Porque quem não examina aquilo que governa seus pensamentos dificilmente perceberá quando deixou de governar a própria vida.
“Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
Fazer o certo até sozinho ou parar pensamentos ruins, é sempre mais barato.
Quando a mentira bate na porta de surpresa, automaticamente é a verdade quem atende.
O ser humano sente olhares firmados.
"A mentira é grande lástima mas - a exemplo de tudo na vida - tem lá sua utilidade: é excelente para confundir e afastar invejosos, fofoqueiros e curiosos. Experimente, de vez em quando!"
Frase Minha 0321, Criada no Ano 2009
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Descobri outra 'maior mentira do mundo' (além das conhecidas). É quando alguém fala em 'Anônimo'. Se há algo que tudo e todos temos é exatamente nome."
Frase Minha 0338, Criada no Ano 2009
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Mentira que, quando mais pobre, eu vivia só de favores! Eu vivia também de sonhos... Alguns realizados!"
Frase Minha 0428, Criada no Ano 2010
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Eu não minto nem suporto mentira. Por isso afirmo... Sim, já vi enterro de anão! Sim, já vi cabeça de bacalhau! Sim, já vi japonesa loura! O que ainda não vi é biógrafo fazer biografia (autorizada ou não) de si (próprio) ou de outros biógrafos. Isso nunca vi!"
Frase Minha 0619, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Fugirem da Justiça e do País e, lá de fora, falarem Mentiras, incitarem ao Odio e se fazerem de Vítimas e de Perseguidos não é papel de Patriotas nem de Valentes. Isso é coisa de Traidores e Covardes!"
TextoMeu 1319
👁️
"Em Mim e Comigo não há Armação nem Dissimulação nem Mentira nem Tentativa de Tirar Proveito, como vejo por aí. Se quiserem, Façam o Teste, a qualquer hora, em qualquer lugar!"
TextoMeu 1215
🤔
"É Mentira alguém que Escreve dizer que não está interessado em ser lido. Isso é Mentira junto com Desfaçatez, bem juntas!"
TextoMeu 1217
👎
"E aquele Escritor, Hein? Ele deu o seguinte título ao Primeiro Livro dele: 'TUDO É MENTIRA'. Não vendeu um só exemplar, tanto pela descrença da própria obra quanto por ter usado título de outro livro, de outro Autor."
TextoMeu 1398
"A Mentira, a Inveja e a Desfaçatez, por exemplo, tudo indica magoam muito mais Deus do que você não ir à missa! Por exemplo, também!"
TextoMeu 1428
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