Mentiras
A verdadeira loucura não é perder a razão; é perder tudo, menos a razão, e tornar-se um autômato de valores que nunca foram seus.
Negar verdades absolutas é fácil; difícil é amar a realidade o suficiente para não mentir sobre ela.
O discurso “não existe verdade absoluta” costuma ser só um perfume filosófico para justificar a força quando o argumento acaba.
Quando alguém diz que toda verdade é relativa, em geral está pedindo licença teórica para impor a sua à base da violência.
A verdade incomoda; a força resolve. Por isso alguns preferem negar a primeira para exercer a segunda.
O ser humano prefere sofrer com uma certeza falsa do que enfrentar a angústia de uma verdade incerta.
A verdadeira inteligência não reside na precisão da resposta, mas no caos controlado de uma memória que se permite tropeçar em si mesma.
O niilismo confunde desespero com clareza; o humanismo vê que clareza verdadeira nasce da ação responsável.
Meu silêncio costuma gritar verdades que minha boca não tem coragem de dizer para não estragar a noite.
A verdadeira moralidade começa exatamente no ponto onde a esperança do céu e o medo do inferno terminam.
