Mentira Amor
Só existem três verdades: a que você revela, a que você assume e a que você nega. Ao lado das três está a mentira à espreita.
Sepultarei te Lancinando
Eu confio em você
Mais do que qualquer outro
Mas a sua presença me faz querer morrer
Mesmo que eu já me sinta morto
Eu sei que você não quer me aborrecer
Porém a gana é minha paixão
Nada que faço, consigo exercer
Meu desprezo, meu padrão
Se a vida acabará, pra que ter esperança?
Se eu existo por existir
Então por que a vida ainda me cansa?
Eu não consigo não mentir
É que eu não tenho mais confiança
Minhas frases, todas, eu tenho de planejar
Por isso eu sempre devo me conter escuso
Talvez eu devesse parar de tentar
Mais do que incompleto, eu me sinto tremifuso.
E mesmo que eu esteja apaixonado
Eu sinto que nada nunca deveria ter acontecido
E garanto que não chegarei ao meu culminado
Pois a incerteza me instiga nunca ter nascido
No real sentido da palavra nú, em corpo em mente, sou mentiroso em vida mas na cama os corpos não mentem.
A língua pode pronunciar verdades e sussurrar mentiras, jorrar água doce e brotar água salgada, promover o bem e provocar o mal, semear o amor e derramar o ódio. A boca transborda com palavras daquilo que está cheio o coração.
Faz de conta
Vou descrever e também registrar
meu real pensar
Não quero passar tempo
montando frase sobre sol e lua
Não estou à cata de aplauso
busco sim, me exprimir
com assuntos, complicados para mim.
Recuso-me a aceitar certas injustiças
todos tem muito xodó com o tal do amor
Mas há ódios muito mais nobres
que a maioria dos amores.
Que tanto se pegam nas verdades?
A verdade não é nada melhor que a mentira
E quanto ao sonho?
Que nada mais é que a forma da esperança
Da velha e cansada esperança
que já desistiu de si mesma a muito tempo.
Mas nada disto precisa ser dito
tem que ficar escondido
enquanto fingimos viver.
Enide Santos 26/08/13
Banhei-me em mar de esperança quando percebi que além de não ser eterno, nenhum mal se sobrepõe ao bem e nenhuma mentira é mais grandiosa que a verdade, e assim também incompatíveis, não eterno é o ódio, como é o amor.
1. O que mais me entristesse é sentir que talvez nunca mais possa acreditar em ti ,saber que todo sentimento inocente no meu íntimo ficou escuro , suas escolhas foram tão pequenas, não pelo fato de não me amar , más por se vender ,e pela pobreza de seu espírito....
ocasionalmente eu vou dizer alguma coisa e mendigar pelo restinho de ilusão do que sobrou nos sobejos dessa ínfima paixão e na mentira de um grande amor...
"Eu sou escravo das suas mentiras.
Que já se tornaram minhas verdades.
Sou vítima das suas malícias.
Que me traziam bondades.
Eu sou refém das suas carícias.
Que me traziam felicidade.
Eu abdiquei das minhas alegrias.
Para viver suas vaidades.
Eu hoje vivo um todo de tristezas.
Pois me afoguei nas suas palavras de serenidade.
Eu escolhi me enganar com as suas fantasias.
Que viver minha vã realidade.
Quisera eu que, minhas palavras fossem mentiras.
Mas para o meu desalento, são todas verdades..."
"E sabe qual me é o preço da saudade?
É lembrar-te, a cada fim de tarde.
É tentar apaziguar-me com as mentiras e engasgar-me com as verdades.
É sempre me perder em devaneios, imaginando você e eu, plenos de felicidade.
É ter na mente somente leviandades.
Pagaria qualquer preço, seja lá o mais caro, para não pagar o ínfimo da saudade.
No fim, minhas amargas e sinceras palavras, não tem nada de novidade.
No fim da noite, reside nas palavras, apenas um tolo apaixonado, tentando apaziguar as suas desilusões com palavras de serenidade.
Ainda sim, o faço com total esforço, como se funcionasse.
Como se tudo que eu lhe dissesse, de alguma forma te mudasse.
Tudo isso? Uma ilusão, nada de verdade.
O real? A ausência total de felicidade..."
"Eu era o que ela queria.
Era o que ela queria, mas ela não sabia.
O que ela sabia, era mentira.
Ela não sabia o que queria.
Mentir era tudo o que ela sabia.
A mim, muito bem, ela mentira.
Tal mentira, era meu mal e eu não sabia.
E eu também não sabia, que era mentira.
Eu só sabia, que ela era o que eu queria..."
"O meu dom é descobrir.
O seu dom é fingir.
Lembro-me das coisas que vi.
Penso no tanto que eu te quis.
Tortura-me os sentimentos que senti.
Nesse nosso faz de conta, você fez de conta que eu nunca existi.
Nesse ofurô de paixão, minh'alma eu despi.
Banhei-me nas suas promessas que, das minhas decepções, eram só mais um adir.
Suas palavras secas foram-me águas de um salgado rio que, já não está mais à fluir.
Até tentei fazer estar tudo bem, mas meu dom não é fingir.
O meu dom é descobrir.
Aquele que um dia lhe jurou amor, já não mais reside aqui..."
"Ela quer saber o que eu sei.
Ela quer ser eu, e eu só quero ser nós, outra vez.
Ela quer saber o que eu sei.
Quer saber se a odeio, ou se de todas, fora a que mais amei.
Ela quer saber o que eu sei.
Quer saber se sou escravo, o bobo ou rei.
Ela quer saber o que eu sei.
Quer saber, se o que à ela narro é só mais uma do Famigerado, ou sentimentos do gris Wikney.
Ela quer saber o que eu sei.
Se foi? Talvez.
Real? Não sei.
Ela quer saber o que eu sei.
As vezes que cedi, as vezes que roguei.
Ela sabe que tentei.
Ela quer saber o que eu sei.
Não eram difíceis as mudanças que implorei.
Ela quer saber o que eu sei.
E eu quero saber o que de ruim lhe fiz, onde eu errei?
Cuidado, as mentiras que eles lhe contam, foi eu que ensinei.
A única coisa que eu soube fazer foi ama-lá, nesse momento o castelo dela se desfez.
Agora, tenta aprender em outros braços, o que sempre eu soube, o que só eu sei..." - EDSON, Wikney
