Mente
"Quem ama de verdade vai embora?"
Essa pergunta fica na minha mente enquanto tento entender as reviravoltas dos meus sentimentos. Amar de verdade significa ficar, enfrentar os desafios, perseverar juntos, certo? Ou será que, às vezes, amar de verdade implica deixar ir, afastar-se para permitir que ambos cresçam e se encontrem de novo, ou talvez para sempre?
Eu me pergunto se aqueles que realmente amam podem partir, não por falta de amor, mas por excesso dele. Pode ser que o amor verdadeiro seja capaz de perceber quando a presença contínua causa mais dor do que alegria. Pode ser que amar de verdade envolva ter a coragem de reconhecer que a distância, embora dolorosa, é necessária.
Penso nas histórias que conheço, nas pessoas que amaram intensamente, mas que, em algum momento, sentiram que era preciso partir. Seria falta de amor ou uma expressão profunda dele? Amar alguém significa, antes de tudo, querer o bem dessa pessoa. E se o bem dela não incluir a minha presença constante? E se minha ausência abrir espaço para algo melhor, mais saudável?
Às vezes, acho que insistimos em ficar porque temos medo da solidão, do desconhecido, de enfrentar a vida sem a pessoa que amamos. Mas o amor verdadeiro não deveria ser altruísta, colocando as necessidades do outro à frente das nossas próprias inseguranças? Talvez partir seja um ato de amor tanto quanto ficar, quando ficar significa sufocar o crescimento, a felicidade e a liberdade do outro.
Essa dúvida persiste e me faz refletir sobre a natureza do amor. Será que aprendi que o amor verdadeiro é sinônimo de permanência porque é mais reconfortante acreditar nisso? Porque é mais simples pensar que o amor é uma força que supera tudo, sem exceção? No entanto, a realidade é complexa, cheia de nuances que desafiam as definições rígidas.
Concluo que, talvez, amar de verdade seja aceitar que não há uma resposta única ou simples. Cada relação, cada circunstância é única. Às vezes, amar de verdade pode significar ir embora para permitir que a vida siga seu curso natural, para que ambos possam encontrar a paz, a felicidade e o crescimento que merecem.
E assim, me encontro em meio a essa reflexão contínua, sem respostas definitivas, mas com uma compreensão mais profunda de que o amor verdadeiro pode, sim, implicar em deixar ir. Amar é um ato corajoso, seja na permanência ou na partida. Amar é, acima de tudo, sacrificar.
A mente que se abre ao conhecimento jamais será a mesma.
Nota: Frase adaptada do pensamento original de Oliver Wendell Holmes Sr. Muitas vezes atribuída a Albert Einstein.
...MaisQuando me deito
Quando me deito,
minha mente deságua
em delírios.
Tormentas
dos mais variados tipos.
Perguntei-me
sobre suas causas.
Minha mente respondeu
que, sobre minhas costas,
pesavam
pendências imaginárias.
Todas as trilhas
estavam bifurcadas.
Nas encruzilhadas,
ofertas eram depositadas
para que eu escolhesse
a minha sina.
Um fantasma
sussurra meu nome.
Mas não ouso
olhar para trás;
corro o risco
de tornar-me
uma estátua de sal.
Quão sedutora
era a miragem
que surgiu no deserto,
justamente
quando eu acreditava
ter chegado
ao fim da travessia.
Meus olhos podem estar cansados, mas minha mente, sendo o motor daalma, permanece intocável e livre para me inspirar.⌕ ۫ . . . ﹫♡ㅤ ⎙ㅤ ⌲
A mente que se fixa somente nas provações esquece as graças recebidas ao longo da jornada. Existe escuridão na alma que não enxerga o bem, porém surge luz e força nos que cultivam gratidão pelas bênçãos, ainda que singelas.
Esquecer deveria ser mais fácil, pois aliviar a mente do que não se quer Saber resultaria em menos estresse para novos aprendizados.
Ciclo de terror
Sofro, por me ver agora;
Choro, com o gosto amargo da derrota;
Minha mente oferece cenas repetitivas e impiedosas, sem pedir permissão;
Grito com meu coração, por ser tão teimoso;
Me debato na cama com a dor da saudade;
Abraço o cansaço, que neste momento é o único remédio que tenho para dormir por alguns minutos, evitando todo este ciclo.
"Eu ofereço a folha vazia; o Universo devolve um poema que minha própria mente jamais saberia rimar."
